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Educar com carinho: eu pratico

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Tenho muito orgulho de nunca ter atribuído a palavra “terrível” para descrever alguma fase da minha filha (até agora, pelo menos). E pra quem não entendeu, me refiro à tal crise dos “terrible two“, pela qual minha filha não passou.

Também me orgulho muito da personalidade da Bruna, que é uma criança calma, atenciosa, carinhosa, doce, reservada, observadora, compreensiva, solidária, inteligente (e filha de uma mãe coruja! risos!!!)… que gosta de aprender, de entender e de participar das atividades da casa e da família.

Mas como qualquer criança pequena e saudável, é claro que a minha filha tem opinião, vontades, preferências… e um humor que oscila quando ela está mais cansada, aborrecida etc.

Somado a isso, eu trabalho muito, acumulo muitos papéis, chego com frequencia no limite do meu cansaço no trabalho e, por duas vezes nos últimos 3 anos, tive todos os sintomas e o diagnóstico médico de fadiga crônica.

Certa da decisão de educar sem bater, #euconfesso que muitas vezes, me vi aflita sobre o que fazer para Bruna obedecer ou compreender a situação, para lidar com algum capricho dela ou simplesmente com a minha falta de paciência, que geralmente está ligada ao meu cansaço.

E aí, vem as perguntas que muitas mães se fazem diariamente: “como fazer uma criança pequena obedecer?” ou “como fazer uma criança pequena obedecer, mesmo sem ameaças, gritos e castigos?”. 

Nesse contexto e para lidar com os momentos mais difíceis com a Bruna, eu passei a seguir meus instintos ligados àquilo que chamo de “educar com carinho” e concluí que é possível ser carinhosa e firme, ao mesmo tempo… e que é SIM possível educar, ensinar, fixar regras e impor limites, carinhosamente.

(lembrei da clássica do Che Guevara “Hay Que Endurecer, Pero Sin Perder La Ternura Jamás”)

Não se trata do carinho sentimento. É claro que toda mãe tem carinho por seu filho. Educar com carinho tem a ver com agir com carinho nas grandes e pequenas questões. Trata-se de tomar decisões com carinho, de explicar com carinho, de ponderar com carinho, de resolver com os conflitos com carinho e de ensinar da forma mais carinhosa possível.

Educar com carinho pressupõe a disciplina positiva, o educar sem palmadas (e castigos humilhantes) e muito mais. Algo que eu só passei a praticar 100% depois do primeiro ano da Bruna, com a experiência, a observação, o amadurecimento e, principalmente, depois que eu consegui, finalmente, lidar com o cansaço e os primeiros dilemas da maternidade, que me fragilizavam e me tiravam parte da paciência que é necessária para lidar com uma criança.

Mudar não é fácil e quando se trata de filhos, mudar é ainda mais difícil porque pressupõe assumir erros e admitir que poderia ter feito algo melhor. E divido minha experiência com vocês porque descobri que passar a agir com ainda mais carinho, principalmente, nas horas mais difíceis, tornava momentos complicados mais fáceis de administrar.

Na prática, educar com carinho é responder todas as perguntas das crianças de forma lúdica, olhando nos olhos, na altura da criança, até que ela entenda. Na prática, educar com carinho é manter o tom de voz calmo (porque isso acalma incrivelmente a criança) e mudar o tom de voz para o mais calmo possível, toda vez que a situação é conflituosa (parece contraditório, mas funciona!). Significa escolher formas carinhosas para marcar o dia da criança, ao máximo, deixando-a segura. Significa demostrar carinho e carregar um semblante alegre na maioria do tempo em que está na companhia da criança.

Na prática, quando chego em casa, antes de abrir a porta, eu respiro fundo e desacelero. E sempre que vejo minha filha agitada, mudo o tom de voz, o ritmo do passo e tudo que, geralmente, eu estou fazendo agitadamente também.

Educar com carinho é, principalmente, explicar carinhosamente, quantas vezes for necessário, a situação, o porquê das coisas, o motivo pelo qual a criança deve obedecer aquela ordem.

Quando a Bruna insiste em desobedecer ou não quer colaborar com algo (colocar cinto de segurança, tomar remédios, escovar dentes etc) eu me transformo incrivelmente na pessoa mais calma e carinhosa que eu posso ser… e funciona. Muito mais que quando quero impor as regras (sim! eu deslizo!), inclusive.

E vocês? Têm alguma dica para mães que desejam educar com carinho também?

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Interessante:

Ensinando a criança a plantar… com carinho.

Um abraço que dura o dia todo.

5 Comentários

  1. Como evitar birras | Inventare

    23 de agosto de 2013 at 12:47

    […] em um blog que gosto muito(Roteiro Baby) lendo como educar com carinho, e fiquei pensando sinceramente sobre […]

  2. Dicas para mães que trabalham fora — Roteiro Baby

    10 de setembro de 2013 at 09:13

    […] FAÇA PRESENTE, COM CARINHO Eu aprendi a educar com carinho e invento inúmeras gracinhas para que a minha filha perceba, durante o dia-a-dia, que eu estou […]

  3. Carolina Seide Barbosa (Carol)

    10 de setembro de 2013 at 10:37

    Quanto mais eu conheço de você, mais eu te admiro Iza Garcia. É preciso coragem para se expor, é preciso generosidade para compartilhar tanto com quem você nem conhece, é preciso muito amor, responsabilidade e maturidade para optar em educar como você se propõe. Continue compartilhando tudo de bom que você consegue descobrir e praticar. Tenho certeza que isso ajuda muita gente a refletir. Beijos. Carol.

    1. Iza Garcia

      10 de setembro de 2013 at 10:47

      Obrigada pelo carinho, Carol. Toda mãe vive o amor enorme que sinto pela minha filha… é um presente que ganhamos junto com eles, quando nascem. A maioria das mães se transforma muito depois de viver esse amor incrível.
      Beijos.
      Iza

  4. Roteiro Baby comemora aprovação da “Lei da Palmada” — Roteiro Baby

    5 de junho de 2014 at 08:00

    […] defensoras do modelo de educação sem violência (vide textos anteriores nossos, como ESTE e ESTE), eu e Mari comemoramos a aprovação da lei! Eu estava na sessão ontem, quando a lei foi […]

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