colo

Bruna #aos2 dando colo para a mamãe. (Imagem do instagram @roteirobaby )

Existe um fato inegável sobre a maternidade: ser mãe dá muito trabalho.

É claro que se trata de um trabalho recompensador, é claro que essa questão varia conforme a experiência da mãe, a fase da criança e outros fatores. Mas dá trabalho sim e exige uma série de mudanças e adaptações da rotina familiar.

Ser mãe de recém-nascidos, por sua vez, dá muito, muito e muito trabalho. As noites sem dormir, dormindo mal ou dormindo pouco, a amamentação, a preocupação e todos os cuidados que envolvem um bebê pequeno exigem muita dedicação e responsabilidade; e deixam as mães bastante cansadas.

Durante essas fases difíceis, é impossível (eu confesso que não evitei!) não sonharmos com “quando o cansaço vai passar”.

Existem pessoas desagradáveis que afirmam que “depois que somos mães, nunca mais dormimos em paz”. Esse pessoal também é capaz de dizer “vai piorar quando ele começar a andar” se encontram uma mãe exausta com um recém-nascido no colo.

Eu discordo do grupo acima e até evito me relacionar com pessoas com esse temperamento pessimista.

Na minha opinião (otimista, mas também realista!), ser mãe é cada dia mais gostoso, mais fácil e menos cansativo.

Tudo bem que o trabalho muda conforme a criança se desenvolve e que o trabalho braçal é diferente do árduo e eterno trabalho de educar, por exemplo. E é evidente que não existe dependência na relação amor X trabalho: nenhuma mãe ama menos um filho porque ele dá muito trabalho, acredito eu.

Mas é interessante observar que o amor cresce no sentido inverso da questão trabalho. Quanto mais um filho cresce, mas a gente ama, mais a gente aproveita e menos cansada a gente fica!

Se alguém me perguntasse qual a nota (de 0 a 10) eu daria para o amor X trabalho quando a minha filha tinha alguns meses, eu responderia 10 e 10! Eu vivia bastante cansada quando ela era pequenininha, mas já sentia, naquela época, um tipo de “amor máximo” por ela.

Se me fizessem a mesma pergunta depois do primeiro aniversário da minha filha, eu teria respondido, bem aliviada, que a nota para o quesito “trabalho” era 7, e teria afirmado, com surpresa, que aquele amor maior é capaz de crescer e virar nota 11!

Hoje – para o alívio das mães cansadas – eu afirmo: com dois anos, um filho merece “nota 3” na questão “dar trabalho para a mamãe” e o amor… ahhh, o amor…

… é impressionante e delicioso observar que aquele amor que você já considerava enorme, avassalador, transformador e mágico, CRESCE exponencialmente, numa espécie de escala industrial! O amor por um filho é construído e cresce diariamente e ser mãe é cada dia mais gratificante e, sim, menos trabalhoso!

Assim, se e quando você chegar à exaustão (sim, acontece!) com um filho doente ou numa fase difícil, tente aproveitar o que há de bom naquele momento também! As fases passam, são superadas por outras diferentes e até quando a fase atual é melhor que a anterior, sentimos saudades dos filhos pequenininhos e até dos dias cansativos!

Autoria de Iza Garcia
"Já quis ser 'médica de criança', pipoqueira e costureira. Cursei inglês, italiano, castelhano, mas só falo português. Fiz Direito e Ciência Política, e curto ser blogueira. Desde 11/10/2010 sou "MÃE DA BRUNA" e realizada ao descobrir algo p/ ser a vida inteira".