Reflexões

MATERNIDADE REAL

MATERNIDADE REAL

Assim que vi o convite de blogagem coletiva sobre “Maternidade Real”, da Carol Passuelo (cujo blog eu adoro, sigo e recomendo desde que me lancei na blogosfera materna), eu já comecei a planejar meu post.
Falar que a “experiência é diferente da teoria, de como a vida real é diferente da idealizada e que não há nenhum problema nisso” é, realmente, convidativo para qualquer mãe.
Contextualizando, registro que sou mãe de primeira viagem de uma menininha que está prestes a completar seis meses, tenho 30 anos e sou casada há 3 com alguém que namorei por 10 anos.
Penso que uma das maiores dificuldades em ser mãe é “se sentir uma boa mãe”. A satisfação que vem da sensação de que você está se saindo bem é impagável. Mas o problema está no que é “se sair bem” para você e para as pessoas cuja opinião te interessam.
É injusto, mas é FATO que existem regras e padrões de comportamento meio obrigatórios para as mães, que não estão escritos em lugar algum, mas que muita gente insiste em estimular, como se toda mãe, bebê e famílias fossem iguais e como se as necessidades e a realidade dos envolvidos com a chegada de uma criança pudessem ser objeto de padrões.
Eu sofri nos quatro primeiros meses da maternidade cometendo o erro bobo de me comparar com outras mães, tentando me superar (e superá-las) neste papel e estou muito feliz em ter percebido, há tempo (inclusive de compartilhar a experiência na blogagem coletiva) que o erro maior não está “nas pessoas cuja opinião te interessam”. Até porque, as imposições absurdas de comportamento não chegam só de pessoas intencionalmente maldosas. Muita gente querida e próxima pode sugerir coisas incabíveis, na tentativa de ajudar uma mãe de primeira viagem, e nem perceberem que, de fato, estão pressionando aquela mãe a fazer algo que ela não queria.
Penso, então, que o erro maior está em PERMITIR que a opinião de quem quer que seja, influencie a sua CONSCIÊNCIA de que está fazendo o melhor que pode. Penso que a partir do momento que a essa CERTEZA passa a dominar o pensamento de uma mãe, a influência negativa das opiniões contrárias passam a ser nulas.
Apesar de eu ser mãe há apenas seis meses, tenho inúmeros exemplos para dar sobre situações em que ficou claro o quanto a opinião taxativa das pessoas podem fazer mal para uma mãe ainda emocionalmente instável pelo pós-parto. Mas, neste post, vou me limitar ao caso da amamentação, porque sei que muita gente passa por isso.
EXEMPLO: A MINHA REALIDADE COM A AMAMENTAÇÃO
Eu sofri muito com a amamentação. Tudo foi muito menos natural do que as pessoas dizem por aí. Eu tinha certeza que ia amamentar porque minha mãe conseguiu, porque tenho seios grandes e porque eu desejava amamentar. Mas o leite demorou para descer, os seios doeram muito e o leite passou a secar a partir do terceiro mês de vida da minha filha, apesar de eu ter feito tudo para evitar que isso acontecesse.
A dor nos seios (que foi enorme) doeu muito menos que a frustação de não ter amamentado por mais de quatro meses, como eu gostaria. E o mair absurdo é o fato de que o sofrimento poderia ter sido muito menor se não existisse uma pressão enorme (que eu permiti que me influenciasse) da sociedade em geral… para que você amamente, seja lá qual for a situação!
Minha filha, que foi amamentada exclusivamente no seio até 2 meses e tomou leite materno junto com o leite industrializado dos 2 aos 4 meses, quando passou a mamar só leite em pó, se adptou super bem a tudo isso. Ela aceitou mamadeira numa boa, praticamente nunca teve cólicas, está super bem na curva de crescimento e é uma criança super alegre, esperta e saudável.
Tudo isso, somado ao fato de que a rotina com a minha filha ficou mais leve e menos cansativa depois que parei de tentar amamentá-la a todo custo já deveria me bastar para ter levado isso numa boa, não é mesmo?! Mas infelizmente, não foi assim.
Minha filha já mamava 180ml por mamada quando eu passava mais de uma hora tentando tirar míseros 30ml de leite materno com a bomba só para ter o “prazer” de ver ela tomando um pouco do meu leite por dia… eu tomava litros e mais litros de água, tomava dois remédios para aumentar o leite, fazia mil rezas e comia mais milho que galinha. O leite diminuiu gradativamente e eu sofri na proporção inversa, porque sentia que não estava sendo uma boa mãe naquela situação.
Loucura de mãe? Culpa boba que mãe inventa de carregar? Sim e sim… mas tudo teria sido um pouco mais fácil se eu tivesse tido mais apoio para aceitar que parar de amamentar não era um absurdo naquela situação.
Amamentar é indiscutivelmente saudável para a criança. Mas não é possível para todas as mães! Existem inúmeras situações que podem impedir uma mãe de amamentar e ela não deve se sentir (porque não é!) uma mãe pior que uma que amamentou.
Recebi o apoio fundamental da minha mãe e do meu marido, que acompanharam de perto toda a minha dedicação com o assunto. Mas também me decepcionei profundamente com a cara torta e os comentários com timbre hostil de pessoas que sugerem duvidar que o leite de alguém pode secar naturalmente.
Juro que percebi vários olhares de reprovação de pessoas desconhecidas que me viam dando leite na mamadeira em público para a minha filha ainda pequenininha. Sentia, no olhar daquelas pessoas, que elas queriam dizer “não acredito que você não ‘quis’ amamentar”?!
E, com tudo isso, aprendi, por exemplo, a admirar PROFUNDAMENTE as mães que amamentam. Não julgo as que não fizeram isso porque não se adaptaram ou seja lá por qual motivo. Sou solidária as que gostariam de ter amamentado e não puderam. Mas, acima de tudo, admiro as que conseguiram amamentar. Sei perfeitamente de todas as dificuldades que envolvem a rotina de uma mãe que amamenta e depois de viver essa experiência, respeito ainda mais as mães que educam, alimentam e amam seus filhos de uma forma diferente da minha.
SOU CONTRA O TIPO DE MÃE MÁRTIR
Penso que se o “pressuposto é o amor”, toda mãe deve ser respeitada nas suas decisões e comportamentos.
A maternidade é REAL. Na rotina diária não cabe sacrifícios desnecessários… porque isso não é sustentável.
É preciso “começar do jeito que se pretende continuar” e todas as bobagens que muitas mães inventam para complicar o dia-a-dia ou para darem uma satisfação para a “sociedade” acabam sendo prejudiciais mais à frente.
Nesse contexto, quero mencionar, ainda, que apesar de existirem os preconceito de pessoas que não são mães ou que foram há muito tempo atrás, existe ainda os preconceitos internos da categoria (risos). Mães com posturas e opiniões radicais que julgam e fazem uma pressão velada que pressupõe que as mães que mais se sacrificam são as melhores e que tudo que é feito da forma mais difícil/complicada é, sem dúvidas, o melhor para as crianças.Não tenho nada contra as mães que precisam ou optam por parar de trabalhar, por exemplo. Mas também quero ser respeitada por fazer parte das mães que trabalham e que estão felizes trabalhando! Acho admirável e corajoso optar por parto humanizado, mas não sou uma mãe pior porque sequer cogitei essa possibilidade! Tenho consciência da necessidade de preservar o meio ambiente que abrigará minha filha no futuro e faço bastante coisa para poluir menos e produzir menos lixo na minha rotina, mas não estou disposta a usar fraldas de tecido em substituição às descartáveis porque não acho isso prático! Respeito mães que encaram esse papel 24horas por dia, mas não quero ser julgada por ter uma babá que me ajuda!Acho patético ver pessoas que não se sacrificam porque era necessário ou sequer se sacrificam, mas exibem os sacrifícios porque acham bonito e evito relacionamento com o tipo de mãe que adora fazer muito drama ao relatar a rotina com os filhos, que fala com prazer (e não com pesar!) que sofre quando tem que vaciná-los (eu também sofro muito, mas não protagonizo esses episódios!) ou que fazem questão de se auto-rotularem como “mãe neurótica” em relação aos cuidados desnecessários com uma criança.
Acho que mães de primeira viagem têm uma “licença poética” para serem exageradas e para agirem de modo a satisfazer a opinião alheia. Mas, na medida do possível, é preciso ter coragem para se posicionar em relação às imposições absurdas dos outros. E, nesse contexto, admiro as mães que SABEM SER FELIZ e ignoram críticas não-construtivas.
Eu sou do tipo de mãe que não abre mão de alternativas que valorizam, acima de tudo, o bem estar da família TODA (e não só da criança, já que ela pode ser o membro mais ilustre da família, mas é só um membro e não o centro do universo!). Sei que serei alvo de muito preconceito por pensar e agir dessa maneira, mas sofrer com esse preconceito é uma opção que eu não vou fazer!
Amo a minha filha, planejei e desejei muito ser mãe, mas acho que as situações mencionadas aqui não dizem respeito a amor e não curto quem leva esse tipo de discussão para o lado afetivo.
Estou ciente de que a vida com criança exige inúmeras adptações na rotina, reflexões, maturidade, responsabilidade e dedicação. Tudo isso é essencial e não estou defendendo mães que preterem os interesses e necessidades dos filhos em prol do seu bem estar. Não estou defendendo uma “desculpabilização” total em relação àquilo que deve nos fazer refletir e aprender.
Estou defendendo que as mães também merecem ser felizes… e adaptar as necessidades dos filhos dentro de uma rotina que valoriza, também, aquilo que faz bem (ou pelo menos não faz mal) às mães, é saudável! 

  1. Liliane Arend

    6 de abril de 2011 at 16:27

    Querida, post incrível !!! vou postar o meu no dia 8!
    Obrigada pelo comentário no meu blog, fiquei muito feliz. É sempre muito gostoso receber esse tipo de feedback.
    Não sei se conseguirei escrever tão bem quanto vc …
    AH, já morei em Brasília por 10 anos, e foi aí que conheci meu marido e ainda tenho MUITAS amigas.
    bjo
    Li
    londrescomfilhos.blogspot.com

  2. Aretusa

    6 de abril de 2011 at 16:53

    Este comentário foi removido pelo autor.

  3. Aretusa

    6 de abril de 2011 at 16:54

    Oie, obrigaca pelo recadinho lá no blog!!
    Bem, fazer o melhor que a gente pode parece que nunca é bom o suficiente, mas se a gente entra nessa paranóia, onde vamos parar!!
    Não foi apenas sorte ter conseguido amamentá-la, teve muito esforço, lágrima, dor, choro, medo, mas acima de tudo persistência, determinação e algo entre mim e Sophia que permitiu isso acontecer. Não tenho receita.
    Mas sabe, eu aprendi que mais que insistir numa causa nobre, vale muito mais orientar, informar, compartilhar ou simplesmente ouvir mães que estão conhecendo como é realmente a vida de ser mãe!!
    Beijocas!!

  4. Ana

    6 de abril de 2011 at 18:12

    Eita que esse post nasceu de parto prematuro! A criança não quis esperar a data certa. Brincadeira! Kkkk
    Me identifiquei com seu relato sobre a amamentação pq passei pelo mesmo.
    Adorei sua posição diante as imposições que sofremos antes mesmo do filho nascer.
    Não concordei com alguns pontos mas respeito sua opinião.
    Isso é a maternidade real não é?
    Parabéns pelo belo post!
    E se prepara, pode acontecer o batalhão de fuzilamento para exterminar as mães imperfeitas. Rs
    Beijão!

  5. Claudia Maria

    6 de abril de 2011 at 18:23

    Iza, adorei sua postagem juro que li com lágrimas nos olhos , pois me senti em cada linha o meu desabafo .
    Pois fui casada a 6 anos e não deu certo agora me casei de novo a 2 anos e tive bebê que hoje tem 7 meses .
    Marinheira de 1º viagem e meu novo marido também.
    Vim morar no RJ pois eu era de SP ,Vim morar na casa dos Pais dele ,eu havia recebido proposta de emprego e tranquei o penúltimo ano da Faculdade para logo continuar , no meio do caminho engravidei ficamos felizes só que minha sogra não pede minha opinião e esquece que quem pariu fui eu . Antes ficava sem ação , mas agora com inteligência estou mostrando que quem decide e vai educa ló sou eu.
    Estou para voltar a trabalhar , e seje o que Deus quiser. bjos Iza

  6. Ana Claudia de Moura Becker

    6 de abril de 2011 at 20:07

    Iza, adorei o q vc escreveu e concordo com sua opiniao. Adorei as dicas e os posts do seu blog, parabens! Estou te seguindo, me segue tb.
    bjão e abração,
    Ana Claudia

  7. Tathyana

    6 de abril de 2011 at 20:28

    Amei seu post. COncordo com vc em gênero, número e grau. Tive duas experiências com a amamentação. Uma péssima (mas não me deixei influenciar negativamente por isso) e a segunda que foi maravilhosa. Eu sempre penso que sou a melhor mãe que posso ser para os meus filhos. Tenho os meus momentos ruins, meus conflitos, mas tento mandar a culpa embora sempre que consigo. Não é fácil estar na minha pele e fazer o que eu faço. Por isso eu sempre falo: 'não me julgue', ninguém sabe o que é ser eu. Bjsssssssssssssss

  8. K∂riиє* Smith.

    6 de abril de 2011 at 20:58

    Primeiro, obrigada pela visita.
    Segundo queria dizer que adorei seu depoimento, pensamos de maneira bem parecida, principalmente quando vc diz não entender como alguém pode achar que se dar o título de neurótica seja legal.
    As crianças vem em primeiro lugar, mas não ocupam tds os lugares.
    A mãe tem que estar feliz para então orientar os filhos da melhor maneira.
    Não se sinta culpada, culpa só faz a nossa vida mais pesada e sem cor e o bom é colorido!

    beijo

  9. Alice Campos

    6 de abril de 2011 at 23:06

    É isso aí!
    Vamos relaxar. Vamos fazer o possível.
    Vamos respeitar os outros e nós mesmas e também nossos limites.
    Cada mãe faz suas escolhas, dentro da sua realidade. O que é bom pra uma mãe e seu filho pode não ser o bom para a outra.
    E somos todas mães! Não existe escalas, não existe melhor ou pior. Existe diferença! Graças!
    Fazemos o melhor que podemos! SEMPRE!
    Beijos!

  10. Mon Maternité

    7 de abril de 2011 at 19:05

    Amei!!! O ponto da amamentação é muito real! Emocionante … é mãe, avó, sogra, amiga da amiga de uma conhecida … parece que todas as mulheres da fase da terra cobram da gente tudo aquilo que os livros falam mas só a gente que é mãe sabe fazer nos NOSSOS frutinhos!

    Obrigada pelas visitas …
    Beijos,
    Marcella

    http://www.monmaternite.blogspot.com

  11. Karen

    7 de abril de 2011 at 21:44

    Oi Iza!
    Obrigada pelo recadinho lá no meu blog. Li o seu texto e só posso dizer: também não quero ser xiita!!

    Acabei de publicar o meu texto da blogagem coletiva, espero que você possa ir lá dar uma olhadinha!
    Abraço e espero que você volte mais vezes!

    Karen
    http://multiplicado-por-dois.blogspot.com/

  12. Sarah

    8 de abril de 2011 at 00:55

    Que ótimo seu post! Foi o primeiro que li da blogagem coletiva, achei que foi bem na linha “eu sei o que passei e sei o que é melhor para meu filho e minha realidade”! A parte dos pitacos e palpites é bem chata mesmo, muitas vezes mais atrapalha do que ajuda, especialmente quando acabam por nos julgar.
    E concordo com o ponto da amamentação. É mesmo uma parte muito romantizada da maternidade, e só quando a vivenciamos é que encontramos as reais dificuldades!
    Amanhã posto meu texto. Espero que goste! Fiquem bem feliz com seu comentário, que bom que gosta do que escrevo!
    um beijo!

  13. Anonymous

    8 de abril de 2011 at 02:41

    Olá, mamãe da Bruna!
    Parabéns pelo post!
    Além de muito bem escrito, é de uma emoção e sinceridade profundas!
    Eu, felizmente, não tive problemas para amamentar minha Valentina; por outro lado, ADMIRO as mamães que apesar de todas as dificuldades, insistiram em fazer o seu melhor para dar nem que seja os 30ml desse poderoso carinho para seus bbs! Essas sim são mamães admiráveis! A Bruninha tem é muita sorte em ter vc como mãe! Parabéns! 🙂
    Um gde bjo,

    Raquel

  14. Milena

    8 de abril de 2011 at 11:12

    AMEI o seu post!
    Parabéns! 🙂

  15. Quel

    8 de abril de 2011 at 11:42

    Oi, Iza!
    Adorei seu recadinho lá no Blog. Obrigada, aquele post foi escrito num momento de revolta por causa dumas discussões que estavam rolando no twitter e depois dele quase nem sobra muito pra falar…mas estou postando outro hj. Agora com 2 crianças minhas postagens vão ficar mais difíceis, Mas espero manter, vamos ver…
    Adorei seu post, sua experiencia é parecida com a minha. beijos

  16. Mirys + Guigo + Nina

    8 de abril de 2011 at 17:53

    Olá!
    Também estamos fazendo parte dessa blogagem!

    A nossa participação tá aqui ó:
    http://diariodos3mosqueteiros.blogspot.com/2011/04/maternidade-real-mae-pode-querer-ser.html

    Bjos e bençãos.
    Mirys

  17. Naiara Krauspenhar

    8 de abril de 2011 at 19:17

    Que post maravilhoso.
    O primeiro paragrafo em negrito é fantastico!!!!

    Traduz bem o que a gente sente.

    Ouvir as opiniões alheias é legal, mas como voce disse temos que cuidar pra não nos deixar influenciar.
    Não é facil, mas a gente consegue.

    Adorei conhecer seu blog, e a primeira vez que venho aqui.

    Voltarei sempre.
    BJos

  18. Julia Usui

    8 de abril de 2011 at 19:32

    adorei o post, mais realista que isso impossível, confesso que como mãe de primeira viagem me apego a algumas regras e culpas, nao porq alguem me disse q tem q ser assim, mas por ir contra meus valores, é uma auto-crítica. acredito que cada uma sabe usar o bom senso e adequar seus filhos ao que lhe convém, nao pq todo mundo faz assim ou assado.

    bjs, obrigada pela visita.
    http://osgemeosdaju.blogspot.com/

  19. Mariana - viciados em colo

    9 de abril de 2011 at 00:11

    olá baby,
    gostei muito do post e muito do blog. me solidarizo com vc sobre olhares atravessados, pelo motivo oposto: amamento um menino que anda. o mundo deve estar de pirraça com as mães: olha feio pq dá mamadeira, e olha feio pq dar peito… as pessoas querem que a gente dê peito, mas só seis meses! tem que ser do jeito que querem…

    quer saber: acho que sinto pouca culpa em relação aos filhos pq resolvi acolher um dos primeiros pitacos que recebi “não dê ouvidos aos pitacos, combine com sua PED e escolha UMA pessoa para se aconselhar”

    depois de estar neste espaço louco que é a blogsfera, mudei de ideia várias vezes e hoje sou uma miscelânea. adoraria ser mais mais, mas sou mais ou menos e estou bem feliz com isso.

    gostei muito do seu blog e vou te seguir e te linkar lá para estar sempre atualizada.

    beijoca

  20. Bianca

    9 de abril de 2011 at 03:13

    Oi!!
    Adorei o post, mas nunca imaginei que uma mãe tão “fresquinha” ( no bom sentidoo, claro!!!) tivesse um blog tãaaao cheio de coisas legais! Parabéns!
    E quanto ao post, nós somos julgadas o tempo todo, por tudo, né?? Fora que o “povo” é muito metido, é que seu bebê é muito novinho ainda, e parece que nessa época realmente os olhares são voltados para nós,por isso nos cobramos tanto.
    A coisa vai dando certo e a gente fica mais segura, pode acreditar. Ainda tenho umas belas inseguranças, mas quando lembro da época do meu filho bebê, penso que eu era muito tola de dar tanta atenção ao que o “povo” falava.
    um beijo, Parabéns pelo post e pelo blog.
    Bianca

  21. olaenfermeiros

    11 de abril de 2011 at 19:09

    Lindo!
    Por experiência de ter uma irmã muito mais caçula que eu, já “tinha” certa idéia do q era ser mãe, imagina que não seria fácil.
    Mas sabe um conselho que meu médico me deu, quando estava grávida:
    Muitas mulheres mães irão de dá “conselhos” (na verdade ele queria falar pitacos msm rsrsr), alguns vc deve ouvir, outros avaliar, mas sempre, sempre siga seus instintos, que no momento em que segurar seu filho, eles vão apareçer!

  22. Marusia

    12 de abril de 2011 at 13:38

    Oi, Iza,
    gostei demais disso: “Penso que uma das maiores dificuldades em ser mãe é 'se sentir uma boa mãe'.” Tenho procurado fazer menos e proporcionar mais para as crianças… e para mim mesma.
    Um beijo,
    Marusia

  23. Cassiana

    17 de abril de 2011 at 00:15

    Lendo seu post parecia que alguém tinha lido meus pensamentos tamanha a coincidência de fatos e opiniões!!
    Passei pelo mesmo “problema” na amamentação e tb encarei caras de reprovação de várias pessoas. Meu marido e minha mãe tb me apoiaram muito, mas a nossa cabeça fica realmente péssima. Demora um pouco pra entendermos que ser mãe é muito mais do que isso. Que muita coisa é feita pra nós, mães, nos sentirem culpadas e que com o tempo, experiência e com “desabafos” de pessoas como você – e eu – nos damos conta que não podemos comprar essas culpas. Somos as melhores mãe que podemos ser e ver a carinha do nosso filhote feliz e saudável é o que, realmete, importa. Parabéns pelo texto e obrigada por dividi-lo conosco.
    Um beijo
    Cassiana

  24. Susan

    10 de janeiro de 2013 at 14:40

    Adorei o post, e concordo demais!!!
    Às vezes temos dificuldade em aceitar o diferente, isso é natural do se humano.
    Mas me identifiquei demais com isso de se sentir julgada pelos olhares dos outros.
    Vejo muito mais mães que se orgulham em ser neuróticas e super preocupadas, e que me olham com certo horror quando eu vejo minha filha cair e não saio chorando desesperada para ampará-la, apenas espero ela reagir e tomo uma atitude a partir da resposta dela. Isso mesmo, quero que minha filha cresça sabendo que cair e se machucar faz parte da vida e que ela terá que lidar com isso da melhor maneira. Ela já aprendeu muito sobre isso, cai e não chora, e quase não cai para o tanto de danação que ela faz. Depois nós sempre conversamos sobre o assunto, e quando o machucado é um pouco maior, claaaaro, eu cuido, faço curativo, coloco gelo.
    Acho que estou ensinando minha filha a viver e se proteger, além de dar a ela a oportunidade de aprender que tudo o que se faz tem consequências.
    Parabéns pelo post!

  25. Priscila

    23 de janeiro de 2013 at 01:02

    Me identifiquei muitíssimo com o post. A mania que todas as pessoas, principalmente as mulheres mais velhas e mães, tem de dizer o que você deve fazer e fazer isso como que insinuando que você está fazendo errado é simplesmente insuportável. Eu cheguei a ficar deprimida por não me achar uma mãe boa, por achar que meu filho estava engordando menos que o necessário (isso foi um comentário alheio e que depois quando fomos ao pediatra vimos que Vinícius tinha ganhado 1kg e 2 cm em um mês – no primeiro mês de vida quando eu tinha que lutar pra amamentar exclusivamente), por me sentir culpada em contratar uma babá (e detalhe eu sou estudante ainda), por me sentir culpada de no meio da noite, exausta, pedir a minha mãe que segurasse meu filho pois eu não me aguentava em pé, enfim, toda a pressão que a sociedade, na forma de pessoas próximas, impõem a uma mãe de primeira viagem. As vezes eu acho que recebo muito palpite por ter engravidado do meu namorado e não ter casado com ele, por ter sido mãe mais nova do que a média do meu círculo familiar. Concluindo, hoje, independente do que sogra, mãe da sogra, namorado, prima, tia e conhecidos venham a dizer, eu tenho certeza de que faço o melhor que posso.
    Amei o post!

    1. Iza Garcia

      24 de janeiro de 2013 at 20:46

      E eu amei seu comentário, Pri! Imagino sua situação e concordo contigo! As pessoas vão sempre dar pitacos (bem ou mal intencionados). E o que importa mesmo é VOCÊ ter a CERTEZA que é a melhor mãe que pode ser! Boa sorte por aí! Beijos!!!

  26. Educar com carinho: eu pratico | Mamãe Prática

    10 de junho de 2015 at 10:26

    […] e, principalmente, depois que eu consegui, finalmente, lidar com o cansaço e os primeiros dilemas da maternidade, que me fragilizavam e me tiravam parte da paciência que é necessária para lidar com uma […]

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