Roteiro_Baby_comportamento_infantil

Imagem do Pinterest, traduzida por mim. Cliquem para aumentar!

Foi assim comigo: bastou o exame dar positivo para gravidez, eu comecei a pensar em tudo que eu gostaria de passar para minha filha, de idiomas a gosto musical, e acima de tudo, sobre princípios.

Na época da gravidez, pensei muito mais NO QUE ensinar do que COMO ensinar. O COMO ensinar tem sido uma reflexão diária para mim e meu marido, e desde que encontramos os princípios da Disciplina Positiva tentamos seguir alinhados a eles.

A Disciplina Positiva é um modelo educacional que tem por base o respeito mútuo e a cooperação (através do encorajamento e compreensão), aliados à firmeza.  Não se defende a permissividade, muito menos mimar a criança, mas sim ensinar as ferramentas de autorregulação do seu próprio comportamento, de forma tranquila, respeitosa, empática e afetuosa, sem punição física.

Muitas vezes, a gente faz e diz algumas coisas de forma automática porque acha que “é assim que se faz”, porque cresceu ouvindo assim, ou porque ainda não parou para pensar no real peso das palavras.

Como exemplo, pense sobre quantas vezes já ouviu falar ou já falou para uma criança a clássica frase “Nossa, que feia fazendo isso.” E é nesse contexto que a Disciplina Positiva te questiona: por que rebaixar a criança (chamando-a de feia) para repreendê-la?

Os princípios deste método educacional sugerem que ao repreender uma criança, é importante focar no comportamento inadequado (que você quer anular) e não na criança. É muito importante não atribuir adjetivos negativos em relação à aparência da criança, por exemplo.

Outros exemplos: “Tá vendo o que você fez? Você não tem jeito mesmo! Por que você não é mais organizado/calmo/bonzinho igual ao seu irmão/primo/amigo?” E o interessante, nesses casos, é se questionar o seguinte: por que reforçar o negativo, comparando a criança com outros, se cada criança é única e é possível reforçar o positivo para dar um exemplo?

Na Disciplina Positiva, tenta-se sempre reforçar positivamente o bom comportamento e quando a criança consegue interromper comportamentos inadequados. Outra coisa importante a lembrar: as crianças pequenas se chateiam também e sentem sono, fome, sede, cansaço, assim como nós adultos. Elas não são seres 100% tiranos, birrentos, etc. Então, antes de dar uma bronca, observe e compreenda a situação da criança – principalmente as que ainda não sabem falar e se expressam chorando.

Me apropriando de uma frase do blog da Cientista que Virou Mãe: a criança é essencialmente boa. Por isso, tentar entender suas fases de crescimento e desenvolvimento te ajudará a obter ferramentas para educar em todas idades (foto acima).

É certo que não existem manuais nem receita de bolo de como criar filhos. Mas leitura e informação nunca são demais, principalmente se você procura uma forma mais empática de criar seus filhos. Existem, na Internet, várias fontes com os princípios da Disciplina Positiva, para quem se interessar em ler mais. Existe também este app ótimo, com todos os princípios em espanhol, mas bem fáceis de entender, além de páginas no Facebook: uma maior, em inglês; e uma em português.

Seguem, ainda, meus posts favoritos de blogs diversos que de alguma forma abordam o assunto:

Do Paizinho, Vírgula: Sobre Disciplina Positiva, Limites e Outras Alegrias

Da Cientista que Virou Mãe, uma série de posts primorosos sobre Educação sem Palmadas:
Educação sem violência. Porque bater não é educar…
Como Educar sem Palmadas? – 9 pontos importantes que a mãe, o pai, o cuidador, o educador, todo mundo precisa saber
Como Educar sem Palmadas – Parte 2

De Balzaca Materna: Ele Não Corresponde às Minhas Expectativas;

Da Mãe de Duas: A birra e a terapia do abraço;

De Paula Abreu: Ensine Seu Filho a Ser Feliz;

De 1, 2, 3, Saco de Farinha: Try a Little Tenderness.

Autoria de Mari Oliveira

Sou mãe, esposa, filha e irmã off-line.
Tradutora, fã dos Beatles e mãe de primeira viagem on-line.
No dia 13 de maio de 2011, ouvi Maria Betânia cantar e o obstetra repetir: “Você verá que a emoção começa agora”.
Eles estavam certos!