Bonecas negras

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Boneca Trelelê Mundi Negra da Bandeirantes

Desde o nascimento da minha filha, tenho procurado bonequinhas negras e orientais para presenteá-la (e para presentear suas amiguinhas), já que, geralmente, são as bonecas brancas, loirinhas e de olhos azuis que predominam o mercado.

Acredito que essa medida seja válida para dar continuidade a tudo que ensino sobre diferenças, racismo e respeito.

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Bonequinha de Pano Negra da Bandeirantes
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Boneca Trelelê Ternura Negra da Bandeirantes

Entre as marcas mais preocupadas em atender às mães que compartilham da minha preocupação, destaco a Bandeirantes, que tem a linha “Mundi”, com bonequinhas na versão européia, afro e oriental.

Tem também a marca Preta Pretinha, que produz modelos lindinhos de bonecas negras (inclusive de pano) e que, na página inicial do seu site disponibiliza um texto bem interessante sobre a importância do brinquedo e da boneca na vida infantil.

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Boneca Negra Gargalhada da Cotiplás
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Nenequinha Negra da Super Toys

Recentemente, saiu no site da revista Crescer uma matéria sobre Taofick Okoya, executivo nigeriano que ao passear com a sobrinha  percebeu que não havia sequer um exemplar que representasse a mulher negra. E ele queria que a criança se identificasse com o brinquedo e percebesse que a cor da pele, a textura do cabelo ou o estilo de roupa podem ser variados – e tão bonitos quanto o padrão encontrado nas vitrines.

Foi quando decidiu criar o próprio negócio, a coleção Queens of Africa (Rainhas da África): comprou bonecas fabricadas na China e as caracterizou de acordo com a cultura do continente. Okoya também se preocupou em comercializar os brinquedos por preços acessíveis, para que a população tivesse condições financeiras de comprá-los. O resultado foi positivo: em janeiro, as vendas da Queens os Africa ultrapassaram as da Barbie, da Mattel. Apesar de a marca americana também vender alguns modelos de bonecas negras, as unidades são limitadíssimas na África Subsaariana.

Os números já mostravam o sucesso. Uma menina de 5 anos viu uma das Queens of Africa na prateleira e disse: “Eu gosto dela. Ela é negra, como eu.” Depois disso, a conclusão: o negócio realmente deu certo.

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