Dicas para driblar a seca

Foto Shutterstock. Cópia não autorizada.

Dicas para driblar a seca

[Post publicado originalmente em setembro de 2013, mas as dicas ainda são válidas!]

Ontem quando fui colocar a Júlia para dormir, o higrômetro do quarto dela marcava 47% de umidade no cômodo. Os últimos dias aqui em Brasília foram muito quentes e secos (temperaturas acima de 32ºC e umidade relativa do ar abaixo de 50% – a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera como ideal a umidade do ar acima de 60%), e precisamos sempre ficar alertas para os problemas que a baixa umidade pode trazer, como problemas respiratórios e alergias, tanto para adultos quanto crianças.

Dicas para driblar a seca

Imagem do Instagram do Roteiro Baby (@roteirobaby) – post publicado originalmente em setembro/2013

 Este higrômetro (foto acima) do quarto da Júlia é bem preciso, e foi meu pai quem me deu assim que ela nasceu. Eu sou muito alérgica e asmática, minhas condições pioram na seca, e como filho de peixe, peixinho é (apesar de – ainda bem! – Júlia nunca ter manifestado nenhuma alergia severa como a minha), meu pai se preocupou e me presenteou com ele. Ele foi comprado no site chinês Deal Extreme – que só recentemente fiquei sabendo que é sucesso (muitas pessoas, de círculos diferentes – família, colegas do trabalho, amigos do marido – vieram me recomendar o site), vende barato, e entrega no Brasil sem problemas. Quem se interessar em comprar por este site, deve procurar por HYGROMETER.

Uma fonte confiável para se saber a umidade relativa do ar é o site do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Ele dá a indicação da umidade relativa do ar para cada cidade (e não para o cômodo da casa. Aí só com higrômetro mesmo), e ontem às 20h, ele marcava que a umidade em Brasília batia os 37%.

roteiro-baby-umidade-inpe

É considerado estado de atenção quando a umidade cai abaixo dos 30%. Quando atinge níveis entre 19% e 12%, é decretado o estado de alerta. Abaixo disso, é considerado estado de emergência.

Algumas dicas clássicas para aumentar a umidade do ar incluem o uso de toalhas molhadas ou baldes d’água nos quartos, por exemplo. As toalhas seriam mais eficazes que as bacias, por terem uma superfície maior. Por conta de sua textura, a toalha também é melhor do que outros tecidos, como lençóis. A melhor forma de aumentar a umidade do ar de forma artificial seria usando um umidificador, que é um aparelho específico e próprio para isso. LEMBRANDO: para bebês menores de 1 ano, siga sempre a recomendação do seu pediatra em relação a esses alívios para a seca. Quando a Júlia era bebê, a pediatra na época não recomendou dar água a ela – porque a amamentação basta para hidratar bebês menores de 1 ano – mas receitou um hidratante infantil e aconselhou o uso de umidificador no quarto, me pedindo que tomasse o cuidado de comprar um que fosse ultrassônico e não deixar o aparelho fazer corrente de ar em cima dela – cuidado que o pediatra atual repete.

Mas até para essas dicas clássicas existem controvérsias. Segundo o Dr. Bactéria, pseudônimo do biomédico Roberto Martins Figueiredo, umidificadores, toalhas molhadas e bacias com água somente poderiam ser utilizados se as pessoas tivessem um higrômetro em casa – como esse que eu tenho no quarto da Júlia – para medir o percentual de umidade ambiental e nunca permitissem que este chegasse a valores superiores a 60%. “Umidade acima de 60% a 70% serve como alimento para ácaros”, diz o Dr. Bactéria.  “Este aparelho (higrômetro) não é um utensílio comum nos lares brasileiros. Por isso é melhor evitar qualquer coisa que aumente descontroladamente a umidade ambiental”, frisa.

roteiro-baby-umidade-do-ar

Se umidificadores, toalhas e bacias não ajudam, o que fazer? Dr. Bactéria ensina que o ideal é tomar água e fornecê-la para crianças e idosos, pois as pessoas não bebem água como deveriam, mas apenas quando estão com sede.

“A sede é uma tentativa desesperada do organismo, pedindo para repor água. Uma maneira para determinar a ingestão diária recomendada de água seria dividir o peso da pessoa em quilogramas por 30 (por exemplo, uma pessoa de 70 kg vai precisar de 2,3 litros de água por dia)”, encerra.

A pediatra Ana Paula Moschioni Castro, especialista em alergia e imunologia clínica e diretora da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia), diz que é preciso avaliar o uso do umidificador com cuidado.

“Ele pode ser útil em espaços muito secos, especialmente se ficar ligado em um ambiente fechado e não soltar grande quantidade de vapor. Isso porque os vaporizadores podem umedecer a região, as cortinas e as paredes e facilitar, sim, a proliferação de fungos”, diz.

Ela frisa que são dois conceitos diferentes: o umidificador controla a umidade do ar em ambientes fechados conforme a área estabelecida pelo aparelho, mas o problema é quando ocorre grande liberação de vapor. “O indicado é manter a área fechada enquanto o umidificador estiver ligado”, ensina.

Ela também dá outras dicas: “a hidratação das vias aéreas com soluções fisiológicas ajuda bastante; ingerir líquido e manter o local adequadamente arejado também”, finaliza.

{Fonte: UOL Saúde}

Autoria de Mari Oliveira
Sou mãe, esposa, filha e irmã off-line. Tradutora, fã dos Beatles e mãe de primeira viagem on-line. No dia 13 de maio de 2011, ouvi Maria Betânia cantar e o obstetra repetir: “Você verá que a emoção começa agora”. Eles estavam certos!