Plano de saúde na gravidez

Plano de saúde na gravidez

O momento da gravidez é um dos mais importantes da vida de uma mulher e de toda a sua família. Os meses que antecedem a vinda do bebê são essenciais para cuidar da sua saúde durante o pré-natal e se preparar para a sua chegada.

No entanto, muitas futuras mamães tem dúvidas sobre como funcionam os planos de saúde no caso de gravidez e após o nascimento do bebê. Algumas das principais preocupações estão relacionadas à inclusão do bebê como dependente e também sobre quais procedimentos estão inclusos na cobertura, já que a gestação e o pós-parto exigirão muitos cuidados médicos.

Confira nesse post as respostas para as suas dúvidas, explicadas pelos especialistas da Rhases, uma startup de Brasília que criou um comparador de planos de saúde e que escrevem este post como nossos convidados especiais.

Os planos cobrem os procedimentos durante a gravidez?

É importante observar as três etapas da gestação: pré-natal, o parto (normal ou por cirurgia cesariana) e o cuidado com a saúde do recém-nascido. A cobertura oferecida por cada plano dependerá da fase na qual a mãe e o bebê estão.

Durante o período de pré-natal, os planos do tipo ambulatorial, que são os mais básicos, cobrem as consultas e os exames a serem realizados.

Para o atendimento neonatal, os planos de saúde do tipo hospitalar com obstetrícia garantem o atendimento integral ao recém-nascido (como direito a uma sala de parto, berçário e UTI), bem como assistência ao bebê durante os primeiros 30 dias de vida.

Os planos de saúde cobrem os custos com o parto?

O procedimento de parto só será coberto por planos do tipo hospitalar com obstetrícia. Nesses planos há uma carência de até 300 dias para ser cumprida. Por isso, é recomendável que os pais que estejam planejando ter filhos em breve observem o prazo para realizar uma nova contratação ou trocar de plano de saúde. No longo prazo, a contratação de um plano de saúde com a obstetrícia incluída significará uma economia financeira e também garantirá mais tranquilidade para toda a família.

Como e quando incluir meu bebê como dependente?

Por lei, a operadora de planos de saúde é obrigada a realizar a inclusão do recém nascido no plano do pai ou mãe caso ela seja solicitada durante os primeiros 30 dias após o nascimento. Não há necessidade de cumprir carência se o pedido for feito dentro desse prazo – em caso contrário, o bebê precisará cumprir seis meses de carência. O mesmo vale para a inclusão de filhos adotados e o prazo será contado a partir da data de oficialização da adoção.

Se você quiser, também pode incluir o bebê como seu dependente mesmo antes do seu nascimento. Para isso, é preciso apenas entrar em contato com a operadora do seu plano e apresentar a documentação que será solicitada por eles.

Posso incluir o bebê no plano dos avós?

Sim, ele poderá constar como dependente. Neste caso, se aplicam as mesmas regras da inclusão no plano de saúde dos pais.

Pesquise pelas maternidades

Cada plano de saúde possui uma determinada rede de atendimento com clínicas e hospitais que são cobertos por eles. Se você estiver em busca de um plano com o objetivo de realizar o parto dentro da cobertura, verifique quais as maternidades da sua região estão na rede de atendimento do plano escolhido.

Como pesquisar um plano de saúde ideal?

Se você quiser encontrar um plano de saúde que atenda às suas necessidades e tenha um bom custo benefício, indicamos o site da Rhases. Com a ferramenta gratuita, você consegue comparar as melhores opções disponíveis no mercado e ter todas as informações que você precisa para fazer a sua escolha.

Fique atenta!

É muito comum ouvir relatos de médicos obstetras que realizam consultas por determinados planos, mas não realizam o parto por eles. Então, quando for escolher um médico para realizar o acompanhamento da sua gestação, procure saber todas as informações sobre o vínculo dele com o seu plano de saúde. Assim, se for da sua vontade, você poderá garantir que o mesmo médico que te examinou e orientou durante o pré-natal realize o parto.

Pela resolução 368/2015, da ANS, o pagamento dos honorários do parto só será liberado se o partograma, um documento gráfico no qual fica registrada a evolução do parto e como ele ocorreu, estiver preenchido corretamente, ou seja, só depois de a mulher entrar de fato em trabalho de parto. A ideia é que a cesárea só seja escolhida em casos de emergência. Isso só é determinado quando o trabalho de parto começa. As operadoras de planos de saúde só podem realizar os pagamentos referentes ao parto com esse documento em mãos. E os planos de saúde que não cumprirem essa determinação serão multados em R$ 25 mil.

Se você tiver alguma dúvida sobre o assunto, entre em contato pelas redes sociais ou pelo site da Rhases.

Autoria de Mari Oliveira
Sou mãe, esposa, filha e irmã off-line. Tradutora, fã dos Beatles e mãe de primeira viagem on-line. No dia 13 de maio de 2011, ouvi Maria Betânia cantar e o obstetra repetir: “Você verá que a emoção começa agora”. Eles estavam certos!