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Imagem ShutterStock. Cópia não autorizada.

Como ensinar a criança ser patriota

Nos tempos difíceis que vivemos, as Olimpíadas foram um bom momento para ensinar nossos filhos a exercerem o patriotismo: torcer, vestir verde e amarelo e lembrar de nossos ídolos do esporte.

Para fazer nascer esse sentimento patriótico é importante que os pais incentivem uma atração para o lugar de nascimento nos primeiros anos da vida, que pouco a pouco vai se estender para estruturas mais amplas e complexas: município, província, região e nação.

Paralelo ao que a criança aprenderá na escola, os pais devem apresentar e proporcionar experiências culturais e esportivas relacionadas aos costumes típicos de sua região e falar de sua história familiar, local, regional, de seus heróis, personagens famosos etc, de tal forma que a criança se sintam parte de um trajeto histórico comum.

Em tempos de Olimpíadas, chamar a atenção para o esforço e o feito de nossos atletas é uma ótima oportunidade de estimular o espírito esportivo e o amor à pátria nas nossas crianças.

Conversar com as crianças sobre as histórias de superação dos atletas, de como representam o país por amor, mostrar que o esporte bem feito, levado a sério, e as medalhas são um jeito de exaltar nosso país aos olhos estrangeiros é uma ótima forma de começar.

Por exemplo, a judoca Rafaela Silva (abaixo), que conquistou a primeira medalha de ouro para o Brasil em 2016, teve infância pobre. Quatro anos atrás, em Londres, foi desclassificada por dar um golpe irregular. Na volta ao Brasil, sofreu com preconceito racial nas redes sociais e viveu um verdadeiro inferno astral. Indagada sobre o que falaria às pessoas que a ofenderam, ela deu um Ippon em termos de classe. “Não precisa de mensagem, a medalha já diz tudo. Não é a cor ou o dinheiro que faz você conquistar uma medalha. É só a vontade, a garra e a determinação”, concluiu.

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Diego Hypólito (abaixo), ganhou a medalha de prata nos Jogos do Rio, mas tanto em Pequim, em 2008, quanto em Londres, em 2012, sofreu quedas durante suas apresentações e perdeu medalhas olímpicas que pareciam iminentes. Ao finalmente subir ao pódio, e no Brasil, o paulista superou também a luta contra a depressão, que parecia ser seu maior adversário na volta ao tablado.

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O canoísta baiano Isaquias Queiroz (abaixo), 22 anos, fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a conquistar três medalhas numa mesma edição de Olimpíada. Mas o atual maior canoísta do Brasil teve que superar uma série de obstáculos até a participação vitoriosa nos Jogos do Rio: aos três anos, sofreu um acidente com água fervente; já foi sequestrado quando criança e encontrado depois, sozinho e chorando, em uma roça de cacau; em 2004, aos dez anos, um ano antes de começar a praticar canoagem, tentou escalar uma mangueira para ver uma cobra morta. Desequilibrou-se e caiu de costas sobre uma pedra. Com hemorragia interna, precisou ser internado em UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e teve um dos rins retirados; em setembro de 2015, sofreu um acidente na BR-101 após buscar o irmão no aeroporto em Ilhéus. Ele estava no volante, cochilou e perdeu o controle do veículo, que caiu em uma ribanceira. Isaquias, o irmão e um amigo saíram sem ferimentos. A consagração no esporte veio com as 3 medalhas em 2016.

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A seleção brasileira masculina de futebol começou mal as Olimpíadas, foi desacreditada, e sua maior estrela, o jogador Neymar, sofreu duras críticas. Mas deram a volta por cima e conquistaram no sábado, 20 de agosto, a primeira medalha de ouro olímpica para o futebol do Brasil.

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Essa experiência de incentivar o esporte, causando o interesse em coisas boas para as crianças é um dos legados mais positivos das Olimpíadas. Falar com elas sobre a definição de time, de trabalhar em equipe, o compromisso, a disciplina e a persistência do atleta, e a defesa das cores nacionais são momentos especiais para se mostrar para os pequenos.

Autoria de Iza Garcia
"Já quis ser 'médica de criança', pipoqueira e costureira. Cursei inglês, italiano, castelhano, mas só falo português. Fiz Direito e Ciência Política, e curto ser blogueira. Desde 11/10/2010 sou "MÃE DA BRUNA" e realizada ao descobrir algo p/ ser a vida inteira".