3 dias em Brasília com crianças

3 dias em Brasília com crianças

Recentemente tive a alegria de mostrar minha cidade a uma amiga muito querida que esteve visitando Brasília com sua família: a Estela, do site Equilíbrio e Família (minha musa de dicas fitness no Snapchat @estelampereira!). Ela esteve aqui por 2 dias e meio com o marido e o filho de 3 anos e meio, e eu pensei em fazer um roteiro que mostrasse não só a Brasília “monumento” e seus pontos turísticos, mas também locais onde nós, moradores da cidade, vamos e curtimos.

Como estamos em julho, mês de férias, deixo o roteiro que fizemos abaixo, caso alguém esteja visitando Brasília com crianças pelos próximos dias. Mas ele também super serve de referência para quem estiver pensando em visitar Brasília com crianças em qualquer época do ano. Ele foi pensado para que adultos e crianças curtam conhecer a capital do país:

1º dia: almoço no Pontão, visita à Catedral e Congresso Nacional.
2º dia: Torre de TV, Memorial JK, almoço no Beirute, Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima, quadras 108/308, Ponte JK, CCBB.
3º dia, manhã: Eixão do Lazer.

Roteiro:

Eles chegaram aqui numa 6a feira, na hora do almoço. Deixamos as malas no hotel e fomos almoçar no primeiro ponto turístico a ser visitado: o Pontão. Almoçamos no Mormaii, que é um restaurante super gostoso bem na beira do lago, com vista linda, comida delícia e onde crianças até 5 anos não pagam o buffet (e até 11 anos pagam metade do preço).

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Pontão do Lago Sul

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Restaurante Mormaii

Andamos um pouco lá pelo Pontão, e depois partimos para a Catedral. Projetada por Oscar Niemeyer, a Catedral foi entregue em 1960 mas sua inauguração consta de 1970, quando teve sua obra finalmente concluída. É uma construção que impressiona pela beleza e arquitetura: os vitrais assinados por Marianne Peretti (artista francesa, única mulher a integrar a equipe do arquiteto Oscar Niemeyer na construção da capital), as esculturas em bronze de Alfredo Ceschiatti e Dante Croce, e a Via Sacra, na entrada da Catedral, assinada por Di Cavalcanti. Os anjos suspensos nos deixam de boca aberta por conta da beleza e a leveza que representam. Parada imperdível, independente da religião e crença.

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Da Catedral, fomos caminhando até o Congresso Nacional. Demos uma passadinha no Palácio do Itamaraty, mas infelizmente as visitas estão suspensas, assim como no Palácio da Alvorada. No Congresso, fizemos agendamento prévio para  visita guiada. A visita durou cerca de 1 hora, e lá dentro conhecemos as obras de arte, a história da construção dos prédios Congresso como também seu funcionamento, além de outras curiosidades. A visita é bem dinâmica, estávamos com duas crianças (minha filha Júlia, 5 anos, e o Arthur, filho da Estela, de 3 anos e meio) e eles prestaram atenção em tudo, não acharam chato, não se entediaram.

Chamou atenção o material infantil distribuído ao fim da visita à Câmara dos Deputados: uma revistinha, jogos explicativos da atividade da Câmara, uma maquete de papel dobrável do Congresso com os personagens do Menino Maluquinho. Esse material é preparado pela equipe do Plenarinho, o canal de educomunicação da Câmara dos Deputados, voltado para o universo infantil (crianças de 7 a 14 anos), pais e professores.

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Lá dentro, os visitantes também podem mandar cartões postais gratuitos (que serão enviados pelo serviço de correio da Câmara dos Deputados) para quem quiser. Júlia adorou essa parte: ela mandou cartões postais para ela mesma (chegarão aqui em casa depois de 10 dias), e para avós e avôs.

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No sábado pela manhã, a primeira parada foi Torre de TV. Bem ao lado do Estádio Mané Garrincha, o Mirante da Torre de TV permite uma visão 360° do Plano Piloto. A visitação ao Mirante é gratuita, e acontece às 2ªs das 14h às 18h, e de 3ª a domingo das 8h às 18h. Chegamos cedo (9h30) e não pegamos fila. Mas quando descemos, lá pelas 10h30, a fila já estava de um tamanho considerável.

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Quando descemos, fomos tirar uma foto clássica no sinal EU ♥ BRASÍLIA, que fica entre a Torre e as fontes d’água. As fontes funcionam aos fins de semana com show musical de águas coloridas, com jatos de até 50 metros de altura (sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 17h30 a cada 40 minutos, com intervalo das 13h10 às 14h30, quando as fontes ficam desligadas. O modo Música Livre funciona aos sábados, domingos e feriados, às 18h30 e às 19h30 – apresentações de 40 minutos). De terça a domingo também é possível ver a “dança das águas”, das 17h30 às 19h – ininterruptamente, mas em modo ornamental, sem música ou cores.

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Saindo da Torre, passamos no Memorial JK. Acho importante quem vier a Brasília visitar este museu: ele abriga a memória do presidente que criou Brasília (os restos mortais de JK estão lá no Memorial), bem como a história da construção de Brasília, com muitos vídeos, fotos, maquetes, peças reais de roupas de JK e sua esposa, Dona Sarah.

JK morreu em um acidente de carro na via Dutra, no Rio de Janeiro, em 1976, e o carro em que ele estava costumava ser exibido todo retorcido, exatamente como ficou depois do acidente, dentro museu. Há 6 anos, ele foi restaurado pelo Exército e agora fica exposto do lado de fora do Memorial, guarnecido por uma redoma de vidro e concreto.

O Memorial fica aberto de segunda a domingo, das 9h às 18h. Para a visitação, é cobrada uma taxa de R$10, que serve para a manutenção do local, já que o museu é uma organização sem fins lucrativos.

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De lá, fomos almoçar no tradicional Beirute da 109 Sul, um dos restaurantes que consta na nossa lista de restaurantes kids-friendly em Brasília (tem parquinho para crianças na área externa), com comida deliciosa (o carro chefe é a comida árabe, mas o bife parmigiana deles para mim não tem igual, delícia!). Eu adoro a história do bar: no fim da década de 1960, o dono atual, Francisco Marinho, o Chiquinho, mudou-se para Brasília, onde passou a atuar como garçom no Beirute, com dois irmãos. Pouco tempo depois, os donos decidiram vender o estabelecimento, e Chiquinho o comprou, também com a ajuda dos irmãos. Chiquinho tem hoje quase 80 anos, nem cogita se aposentar, e você ainda o vê no Beirute da Asa Sul comandando tudo, e servindo mesas!

A programação depois do almoço foi conhecer a 108 / 308 sul, quadras modelos de Brasília, que seguiram à risca tudo o que o urbanista Lúcio Costa havia planejado. Passamos antes na Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima, onde demos a sorte de assistir a um casamento lindinho que estava acontecendo naquela hora. Na 108, passamos pela árvore portal (duas ficus italianas de 50 anos que formam uma “porta” que leva até a banca de revistas mais antiga da cidade), e depois fomos andando até o bloco F da 308 sul, onde demos comidinha às carpas do laguinho que tem lá na frente (peça ao porteiro do prédio, ele tem a ração de peixes para dar).igrejinha

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Ainda deu tempo de passarmos rapidamente pela Ponte JK, onde as crianças brincaram um pouco no parquinho.

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Ainda com sol, corremos ao CCBB, para que as crianças pudessem aproveitar um pouco no Parque DiVerSom e os outros brinquedos do CCBB enquanto havia luz do dia. Ficamos lá até o começo da noite, lanchamos no café do CCBB um bolo Mondrian incrível (em homenagem à exposição que estava em cartaz no período. Exposição e bolo já saíram de cartaz…)

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Domingo de manhã eu fazia questão que a Estela conhecesse o Eixão: uma ocupação de espaço público que dá certo há 20 anos (recentemente tentaram fazer o mesmo na Av. Paulista, mas não deu muito certo). Fomos ali para os infláveis na altura da 115 norte e ficamos curtindo um pouco, pois o voo da Estela saíria ao meio-dia de domingo.

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Fiquei super feliz que a todo momento Estela e Eliott (marido dela) diziam que estavam gostando muito! Fico feliz de poder mostrar o outro lado da minha cidade às pessoas: uma cidade linda, organizada, e sim, muito kids-friendly! A Estela fez um relato no site dela: http://www.equilibrioefamilia.com.br/2016/07/07/brasilia-48-horas-de-atividades-na-capital-federal/

Autoria de Mari Oliveira
Sou mãe, esposa, filha e irmã off-line. Tradutora, fã dos Beatles e mãe de primeira viagem on-line. No dia 13 de maio de 2011, ouvi Maria Betânia cantar e o obstetra repetir: “Você verá que a emoção começa agora”. Eles estavam certos!