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Foto Shutterstock. Menininho com dente de leite. Cópia não autorizada.

Guardar dentes de leite pode ajudar em tratamentos de saúde

Recentemente publiquei nas mídias sociais do Roteiro Baby (no Facebook e no Instagram) que a Bruna visita a dentista a cada três meses para prevenção e limpeza dos dentinhos. Na última consulta, a dentista dela me falou que a expectativa é para que ela perca seu primeiro dentinho de leite daqui a 3 meses, logo após completar 5 anos. Eu já tinha a intenção de guardar os dentinhos dela, mas depois que li o artigo abaixo, da revista Pais e Filhos, tive certeza de que vou mesmo guardar todos:

Você já se perguntou o que fazer com os dentes de leite do seu filho quando eles caírem? Muita gente guarda de recordação, mas outra utilidade é armazená-los para o caso de a criança precisar de um tratamento de saúde no futuro. Isso acontece pois os avanços da ciência agora sugerem que há células-tronco mesenquimais que podem ser armazenadas no processo de troca de dentes de leite pela dentição permanente.

As células-tronco mesenquimais são aquelas que tem a capacidade de se diferenciar em diferentes tecidos. Ou seja, algumas pesquisas indicam que elas poderiam originar tecidos como ossos, músculos e cartilagem. E a coleta a partir da polpa (parte encontrada no centro da raiz) do dente de leite é uma forma de armazenar este tipo de célula.

Esta opção, segundo Mariane Secco, mãe de Matheus e diretora científica da StemCorp,  é indicada aos pais que não fizeram a coleta depois do parto, com o tecido do cordão umbilical, que também são fonte dessas células. Para isso, basta que os pais coloquem o dente no pote fornecido por empresas de coleta e enviem ao laboratório, ou coloquem em uma caixa de isopor com gelo, caso tenham a intenção de doá-los a universidades de odontologia.

Células-tronco podem ser usadas no tratamento de diversas doenças, como lúpus e diabetes. “Elas são importantes na manutenção e reparação do organismo. Quando armazenamos nossas células, criamos um estoque desse material para realizarmos diversos tratamentos no futuro”, afirma a Dra. Mariane.

Quando elas são deixadas no corpo, envelhecem e ficam sujeitas a mutação no seu DNA e infecções com vírus e bactérias. Além disso, com o tempo elas perdem a capacidade de multiplicação e diferenciação nos tecidos. Por esses motivos, quanto antes forem armazenadas, melhor. Assim, elas permanecem com a idade em que foram coletadas.

As células-tronco do cordão umbilical são as mais jovens, mas os pais que não tiveram a oportunidade de salvá-las, existe a polpa do dente como alternativa. A polpa do dente também representa um investimento mais baixo, se comparado ao cordão umbilical, e tem coleta mais simples, já que basta aguardar o dente cair naturalmente.
[Consultoria: Mariane Secco, diretora científica da StemCorp e mãe do Matheus.]

Ainda sobre guardar os dentinhos de leite, nossa amiga Mariana, uma das blogueiras à frente do Roteiro Baby Especial, postou recentemente sobre o Projeto Fada do Dente: um estudo que tenta entender os mecanismos biológicos existentes por trás do autismo infantil.

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Clique na imagem para conhecer o projeto.

E se seus filhos já estão perdendo os dentinhos e estiverem meio tristinhos (eu me lembro de ter tido um pequeno trauma do meu sorriso banguela na infância…), que tal estimular as fantasias deles com uma recordação mais alegre? A loja virtual Cartinhas vende cartinhas super reais, escritas pelos personagens mais queridos das crianças. A carta da Fada dos Dentes tem um brinde lindo: a famosa moeda dourada que a Fada entrega ao visitar as crianças para buscar o dentinho!

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Autoria de Iza Garcia
"Já quis ser 'médica de criança', pipoqueira e costureira. Cursei inglês, italiano, castelhano, mas só falo português. Fiz Direito e Ciência Política, e curto ser blogueira. Desde 11/10/2010 sou "MÃE DA BRUNA" e realizada ao descobrir algo p/ ser a vida inteira".