Melhores textos sobre maternidade

Melhores textos sobre maternidade

Todo mês, separamos aqui os melhores textos sobre maternidade que encontramos em nossas andanças pela rede. No mês de abril, os textos que mais chamaram a nossa atenção foram estes:

As grávidas, de Rodrigo . “Impossível não dividir o elevador com uma grávida sem deixar de olhar para o mistério daquela barriga e depois abrir um sorriso simpático. Impossível não repetir esse ritual nas filas, ou em qualquer outro lugar onde se encontre uma grávida. A gravidez torna o contato humano mais fluido, como se houvesse algo nas grávidas que atraísse conversas.” 

A criança de dois anos e os terríveis adultos que cuidam dela, de Cláudia Rodrigues. “Aos dois anos a criança está comemorando o gran finale da primeira parte do seu desenvolvimento e fica irritadíssima em ser tratada como idiota, alguém sem “opinião”. Ficam frustradas se as arrancam do chão para o colo em caso disso não ter sido minimamente compreendido e da mesma forma ficam furiosas se pedem colo e não ganham, em caso de tédio ou cansaço. O adulto, irado, muitas vezes acha que a criança é apenas folgada e “cheia de vontades”, mas ela é somente um bebezão e os raciocínios mais complexos estão iniciando.”

Qual é a medida de ser mãe?, Cris Leão. “Sabe o que eu acho? O problema é que queremos ser SUPER. Super mães ou super profissionais. Queremos fazer diferença. De certa forma, queremos ser imortais. Posso falar uma coisa? Não vai dar.”

Desligue a câmera e acolha o outro, Lígia Moreiras Sena. “Acabo de ver circulando por aí um vídeo onde um garotinho muito pequeno se despede de seu peixinho dourado, que morreu, e o joga no vaso sanitário. Ele lida naturalmente com a situação de perda e é orientado por sua mãe a jogá-lo no vaso, dar descarga e se despedir, e assim faz, sem maiores problemas. Até que, ao se dar conta de que a água levou seu amiguinho embora, ele começa a chorar. Aquele choro sentido de perda que acompanha a criança que se dá conta de que alguém querido foi embora… Muita gente achou o garotinho lindo e aquele gesto emocionante. Mas eu senti foi pena. Não pena apenas por ele estar vivenciando uma situação de perda, mas pelo tipo de “acolhimento” que ele recebeu. Chocou-me um pouco o fato do filho estar chorando pela perda de quem ele gostava e a mãe continuar filmando… Para mim parecia muito óbvio que era momento de desligar a câmera e aninhá-lo nos braços.”

Autoria de Mari Oliveira
Sou mãe, esposa, filha e irmã off-line. Tradutora, fã dos Beatles e mãe de primeira viagem on-line. No dia 13 de maio de 2011, ouvi Maria Betânia cantar e o obstetra repetir: “Você verá que a emoção começa agora”. Eles estavam certos!