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Imagem Shutterstock. Cópia não autorizada.

No mês passado, a minha filha Bruna me deu um grande susto.

Há meses ela reclamava de uma dor na perna que eu resolvi “ignorar” porque cada vez que ela mostrava onde estava doendo, ela apontava para um lugar diferente, para uma perna diferente. Então, eu concluí que ela reclamava porque estava cansada ou querendo chamar a minha atenção.

“Ignorar” entre áspas porque, por aqui, acredito na importância de #educarcomcarinho e de encher as crianças de abraço e atenção nessas horas. Então, eu não levei ao médico. Não me preocupei com a possibilidade de ser uma dor e “mediquei” com abraços (leia-se, ocitocina).

Mas aí, em um episódio no meio da noite, ela acordou gritando de dor e dizendo que a perna estava doendo demais, me fazendo decidir que, ao amanhecer, eu iria levá-la ao médico. Para meu desespero, ao amanhecer, ela acordou mancando de tanta dor. Fiquei bem preocupada e já arrependida de ter ignorado a tal dor por tanto tempo.

Depois de radiografias e exames feitos por um ortopedista infantil, o diagnóstico: dor do crescimento!

Eu confesso que na hora, dei risadas. De alívio (ufa!) e por não ter, sequer, cogitado que fosse “só” isso. Aliás, eu até achava que dor do crescimento nem existia.

E ao descobrir que a famosa “dor do crescimento” existe sim, eu também soube que, apesar desse nome, não existe consenso entre os pesquisadores sobre a idéia de que o crescimento em peso ou em altura pode causar dor. Pesquisando, eu descobri que já se tentou modificar o nome dessa doença para “dores nos membros”, já que trata-se de uma dor muscular, mas a expressão anterior já estava consagrada.

Dados da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica, levantados pelo site Bebê Mamãe, consideram que a queixa de dor nas pernas (panturrilhas), coxas e pés seja comum na infância, especialmente em crianças com idade entre três e dez anos. Acomete cerca de 25% das crianças, não havendo distinção entre meninos e meninas. Pode ser fraca ou muito forte, mas não impede que a criança ande ou corra assim que a dor passe. Algumas crianças não conseguem localizar a dor ou então relatam um caráter “itinerante”, ou seja, cada dia em um lugar diferente. As mãos e os braços são raramente acometidos.

Algumas doenças se manifestam com dores musculares e podem ser confundidas com as dores de crescimento. Por isso, confira as principais características da dor do crescimento:

• Não interfe nas atividades diárias
• Duração variável: poucos minutos a algumas horas, sendo comum que no final do dia, após as atividades e também à noite, quando a criança está dormindo.
• Melhora espontaneamente sem medicamentos ou então com massagem e compressa no local
• Intermitente, com períodos de melhora que variam de dias a semanas
• Não é acompanhada de inchaço articular ou febre.

ATENÇÃO:

O diagnóstico da dor do crescimento só pode ser feito após o médico descartar outras hipóteses de problemas musculares.

A dor matutina, por exemplo, não é comum nesses casos e deve chamar a atenção dos pais.

Caso essa dor venha acompanhada de inchaços, manchas, limitação da atividade ou faça com que a criança manque, o médico deve ser consultado. Nos casos de dor forte, podem ser utilizados analgésicos por via oral, sempre com supervisão médica.

E é muito importante que os pais saibam que a criança com dor de crescimento tem sempre um aspecto saudável e que, nem por isso, devem ignorar as queixas de dor (como eu fiz inicialmente… snif!).

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Bolsa Térmica Infantil da NexCare que utilizo quente quando a minha filha está com dor.

 

DICA DO ROTEIRO BABY: 

Não existe receita milagrosa para curar as dores do crescimento. Mas massagens simples, alongamentos e compressas no local da dor podem ajudar. E na hora da crise, o carinho dos pais acalma, e pode ser um remédio muito eficaz.

Fonte: site Bebê Mamãe

Autoria de Iza Garcia
"Já quis ser 'médica de criança', pipoqueira e costureira. Cursei inglês, italiano, castelhano, mas só falo português. Fiz Direito e Ciência Política, e curto ser blogueira. Desde 11/10/2010 sou "MÃE DA BRUNA" e realizada ao descobrir algo p/ ser a vida inteira".