Sobre filtros solares

Filtro solar. Imagem Shutterstock. Cópia NÃO autorizada.

A primeira preocupação/dúvida de quem vai para a praia pela primeira vez com bebês é o filtro solar. Normalmente, os pediatras liberam filtros solares para bebês a partir dos 6 meses – antes disso não, porque o tempo de exposição solar normalmente é curto, e é importante o bebê pegar sol sem proteção química para fazer a síntese de vitamina D.

Uma coisa que a maioria das mães não sabe é que existe uma diferença entre os filtros solares: eles estão divididos em FÍSICOS e QUÍMICOS. Os químicos são feitos com substâncias orgânicas e absorvem os raios UV, fazendo com que percam sua porção nociva à pele por meio de uma reação química. Já os físicos (bloqueadores) são feitos com ingredientes inorgânicos e refletem os raios UV, sem causar reação química, por isso são indicados para crianças.

Crianças com menos de cinco anos devem usar filtros solares que incluam em sua formulação ingredientes físicos ou inorgânicos, como o óxido de zinco e o dióxido de titânio. Essa informação vem escrita no rótulo dos produtos. O problema com esse tipo de filtro é que as partículas de óxido de zinco e dióxido de titânio são grandes, o que torna o filtro espesso e difícil de espalhar, deixando uma camada esbranquiçada na pele. É até difícil de lavar depois, com água e sabonete. Por isso, a aceitação cosmética dele é mais baixa… Ainda assim, são os mais aconselháveis para crianças pequenas.

Já as crianças maiores de 5 anos estão liberadas para usar tanto filtro com ingredientes físicos quanto filtro que contenha apenas ingredientes químicos. O bom dos filtros com ingredientes químicos é que são menos espessos, menos gordurosos e espalham mais facilmente e rapidamente. [Info DAQUI]

Quando a minha filha Júlia foi à praia pela primeira vez ela tinha exatos 6 meses. A pediatra recomendou que eu usasse o Episol Infantil, fator de proteção 50.

Eu gostei muito desse protetor. Ele é físico, com dióxido de titânio micronizado. Não é grudento, espalha fácil, não deixa resíduos esbranquiçados e não fica melecado quando molha.

Mas eu não fiquei direto exposta ao sol com a Júlia da primeira vez que fomos à praia: foi uma viagem rápida, de 3 dias só (para sermos padrinhos de um casamento em Maceió) e no dia em que tivemos a manhã livre, ficou nublado… Agora para nossas férias deste ano, eu conversei com minha dermatologista, Dra. Cristina Salaro, sobre a melhor opção porque Júlia já está com mais de dois anos e é muito provável que nosso tempo debaixo do sol seja maior desta vez.

Ela me deu as seguintes dicas:

-Melhor se fator igual ou superior a 50;
-Aplicar uma camada generosa (mesmo se o filtro for muito espesso, é necessário!);
-Aplicar 20 minutos antes de ir ao sol;
-Reaplicar a cada 2 horas.
Uma dica legal que li AQUI foi a de usar filtro solar em bastão nas áreas próximas aos olhos. Para rostos pequenos o filtro em bastão é prático, adere bem à pele e, principalmente, não entra nos olhos como os filtros em creme. Existem filtros em bastão próprios para o rosto, mas também vale usar no rosto um bastão labial. E, por falar em bastão labial, não se esqueça de proteger os lábios das crianças.
Uma coisa que eu comprei para testar foram esses adesivinhos que indicam, ao mudar de cor, a hora de reaplicar o filtro solar. A ver se funcionam bem:
E no mais, é aquilo que a gente já sabe: exposição solar sempre antes das 10h e depois das 16h, muito líquido, bonés, roupas leves e claras! Bom verão!
[Fontes: AQUI e AQUI]

Autoria de Mari Oliveira
Sou mãe, esposa, filha e irmã off-line. Tradutora, fã dos Beatles e mãe de primeira viagem on-line. No dia 13 de maio de 2011, ouvi Maria Betânia cantar e o obstetra repetir: “Você verá que a emoção começa agora”. Eles estavam certos!