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Na floresta de um reino distante, drama e comédia brincam de mãos dadas. É lá que versões modernas de Rapunzel, João e o Pé de Feijão, Chapeuzinho Vermelho eCinderela se entrelaçam ao som de canções bem elaboradas. A mistura dá certo e quebra estereótipos: os príncipes encantados são patéticos, a Bruxa não é a única vilã e todos os personagens cometem erros e enfrentam momentos de fraqueza. Esse é o mote de Caminhos da Floresta, musical da Disney que estreia no dia 29 nos cinemas.

Tudo começa com o Padeiro e sua esposa. O casal deseja muito ter um filho, mas isso não é possível porque um feitiço foi lançado sobre a casa deles pela Bruxa (Meryl Streep). A velha má diz que pode quebrar a magia se o casal conseguir reunir quatro itens que ela deseja: uma vaca branca, cabelos loiros, um sapato dourado e uma capa vermelha. Eles aceitam o desafio e partem para a floresta, onde esperam encontrar o que procuram.

Ao longo de 2 horas de duração, o musical parece se dividir em duas partes bem distintas. A primeira é mais tradicional e engraçada, com os clichês que se espera dos contos de fadas – e quase tem um final feliz. Então acontece uma reviravolta que faz todos os personagens irem de novo à floresta para continuar a saga. É aí que a trama apresenta seu lado mais dramático. Acontecem mortes, traições e perdas. Mas o final é esperançoso: mostra que nunca estamos sozinhos e, entre tantas reflexões, propõe uma, em especial, sobre as consequências daquilo que desejamos obter. Uma das frases mais marcantes do filme é: “desejos são como crianças”.

Caminhos da Floresta vale a ida ao cinema. Mas é preciso ressaltar que é mais para adultos do que para crianças, por diversos motivos – desde as densas temáticas implícitas na trama até o fato de ser longo e legendado. Crianças maiores e que leem bem conseguem acompanhar. As menores podem se assustar com alguns personagens e com os sons muito altos, como as risadas da Bruxa.

O filme estreia nos cinemas em 29 de janeiro. A produção é baseada no musical Into the Woods, que estreou na Broadway em 1987 e que continua em cartaz atualmente.

[Fonte]

Autoria de Iza Garcia
"Já quis ser 'médica de criança', pipoqueira e costureira. Cursei inglês, italiano, castelhano, mas só falo português. Fiz Direito e Ciência Política, e curto ser blogueira. Desde 11/10/2010 sou "MÃE DA BRUNA" e realizada ao descobrir algo p/ ser a vida inteira".