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Filho, se vira“. Porque por mais que a gente muitas vezes tenha ganas de fazer tudo pelos nossos filhos, chega um momento em que a parada é com eles e com mais ninguém.
Trecho preferido do post:
“Filho, senta aqui e preste muita atenção no que vou dizer. Eu e seu pai já fizemos tudo o que podíamos pra te ajudar com os amigos da escola. Já conversamos com professora, com coordenadora, te trocamos de escola o ano passado, tornamos a falar com professoras e coordenadoras dessa nova escola, juntamos a turma pra um cinema, convidamos amigos pra brincar em casa. Você está lembrado disso tudo?”
O menino cruza os braços emburrado.
“Tô.”
“Então, nossa parte, eu e seu pai cumprimos. Agora, filho, está na hora de você cumprir a sua.

Este próximo texto é de outubro, do último dia de outubro. Mas eu li em novembro, e é de um blog tão lindo, mas tão lindo, que eu precisava mostrar aqui. Cheio de fotos lindas e cartas mais lindas ainda, Do Seu Pai é um diário para os filhos e a esposa do escritor Pedro Fonseca. Aqui ele fala da vez que o filho dormiu fora de casa em um passeio de escola.
Trecho preferido do post: (…) “papai vai, mas volta“. Toda semana era assim. E o mínimo que eu podia fazer era tentar passar segurança de que ia, novamente, mais uma semana, infelizmente, mas voltaria logo. Para perto de você, da sua mãe (Irene ainda nem tinha chegado), da nossa casa. (…) Hoje você saiu cedo de casa, filho. Na praça, seus amigos da escola já o esperavam. Ônibus cheio. Travesseiros, colchões, lençóis, malas pequenas, para apenas dois dias. Você foi acampar. Filho vai, mas volta. Estou aqui repetindo sem parar.”

Sobre o Respeito a Não-Socialização de Crianças“. Contundente. Como mãe de uma criança mais para retraída do que para espontânea, me policio sempre para não constrangê-la ou rotulá-la por essa característica (que, ei, ela herdou de mim! Como posso exigir extroversão da minha filha quando eu mesma sou introvertida? #reflexões)
Trecho preferido do post: “É o exercício de se colocar no lugar: Imagina você ta bem de boa na fila do banco, daí chega alguém e começa a passar a mão em você. No seu braço. Apertar seu rosto. Passar a mão no seu cabelo! Assustador né? Invasivo! Por que com crianças são aceitáveis? Imagina só, ao questionar essa pessoa do porque, e ela dizer: mas você é tão fofa!”

Infância não é carreira e filho não é troféu“. Um texto para pararmos de competir, pararmos de comparar.
Trecho preferido do post: “Nesse mundo contemporâneo, ter, ser, saber, parecem fazer parte de uma competição. Nesse mundo, alguns pais e algumas mães acabam acreditando que é preciso que seus filhos saibam sempre mais que os filhos de outros. E isso sim seria então sinal de adequação e o mais importante: de sucesso.”

Até mês que vem!

Autoria de Mari Oliveira
Sou mãe, esposa, filha e irmã off-line. Tradutora, fã dos Beatles e mãe de primeira viagem on-line. No dia 13 de maio de 2011, ouvi Maria Betânia cantar e o obstetra repetir: “Você verá que a emoção começa agora”. Eles estavam certos!