roteiro-baby-colar-ambar-dentição

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Bastou Gisele Bundchen postar a foto acima em seu Instagram para que os colares de âmbar virassem “moda”. Li alguns depoimentos animadores no fórum Mães de Brasília, no Facebook. Mas, de verdade, será que eles ajudam mesmo a aliviar os incômodos da dentição nos bebês ou seria mais um placebo?

O que é? Âmbar não é uma pedra, é uma resina cristalizada, rica em ácido succínico, usada como remédio tradicional e natural, muito popular na Europa. Segundo a página da Sociedade Brasileira de Química, estudos confirmam que o ácido succínico ajuda o sistema imune e neural. Em grandes doses, seria um poderoso relaxante neuromuscular. Em pequenas quantidades, teria propriedades analgésicas, anti-inflamatórias, cicatrizantes e imuno-estimulantes. Como funciona? Quando o âmbar se aquece em contato com a pele ele libera quantidades vestigiais do óleo essencial natural contido na resina.

De acordo com o cirurgião dentista Rogério Pavan, especialista quando os assuntos são dente de leite e primeira dentição da criança, não há registros científicos de que o colar tenha efeito terapêutico, mas o dito popular tem mais força. “O verdadeiro âmbar do báltico, região onde a resina tem alta concentração de ácido succínico, é usado pela indústria farmacêutica. Em forma de colar, como as pedrinhas no pescoço, não temos registros científicos, mas o dito popular aponta que funciona“, explica.

Mesmo com a eficácia defendida por muitas mães, o uso não é muito recomendado pelos médicos. Para Rogério, o colar é perigoso e requer supervisão o tempo todo. “É como o buraco da tomada. Você pode deixar a criança na sala supervisionando se ela não vai colocar o dedo ali, ou pode colocar um protetor na tomada. Não usar o colar é como colocar o protetor“, justifica o dentista.

Quem divide a mesma opinião sobre o assunto é o presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria, Abo-Odontopediatria, Pedro Rédua. “Não existe nenhum trabalho mostrando alguma evidência científica que ele tenha algum efeito. Além disto, é perigoso, pois pode causar asfixia no bebê. A Abo-Odontopediatria não recomenda“, pontua.

Se mesmo assim você estiver disposta a testar, seguem algumas dicas:

– Se for comprar, certifique-se que está comprando um colar com âmbar da zona do Báltico, porque só o âmbar do Mar Báltico tem o mais alto teor de ácido succínico. Para saber se seu colar é autêntico, fique ligada nestes testes.

– Desenho seguro: fecho de rosca (que o bebê não consegue abrir), desenhado para se quebrar apenas se força excessiva for aplicada. Depois de cada conta deverá haver apenas um nó, porque em caso de ruptura só cai uma conta. O colar não deverá ser usado durante a noite.

– O comprimento médio do colar deve ser de 32 cm, para que a criança não consiga esticá-lo ou levá-lo à boca. Se acontecer da criança engolir as contas do colar, “do ponto de vista médico não há nenhuma situação de infecção para o bebê se houver ingestão, mas é bom levar a criança ao médico para acompanhar se haverá alguma reação do corpo, como alergia, ou algo diferente“, diz Pedro Rédua.

– Quem vende o produto recomenda seu uso a partir de 2 ou 3 meses.

[Fontes: GNTLoja do Baby Sling e fanpage Colar de Âmbar

Autoria de Mari Oliveira
Sou mãe, esposa, filha e irmã off-line. Tradutora, fã dos Beatles e mãe de primeira viagem on-line. No dia 13 de maio de 2011, ouvi Maria Betânia cantar e o obstetra repetir: “Você verá que a emoção começa agora”. Eles estavam certos!