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Quando Sua Mãe Diz Que É Gorda – este texto rodou o Facebook no mês de outubro, e ele é muito, muito forte. É uma tradução de um texto da escritora australiana Kasey Edwards e é um soco no estômago e um super alerta, principalmente para mães de meninas, sobre autoimagem, as coisas que pensamos, dizemos e fazemos conosco, como mães, como mulheres, como exemplos para futuras mulheres.
Parte preferida do texto: Mas os anos se passaram. Sou mãe. E sei que te culpar por minha péssima relação com meu corpo é inútil e injusto. Hoje entendo que você também é um produto de uma longa linhagem de mulheres que foram ensinadas a se odiar.

Raphaela Rezende é autora do blog Ciranda Materna, e escreveu lindamente no texto “Eu Aprendo Todos os Dias” sobre o descortinar de um novo olhar sobre coisas cotidianas, mas que são novidades para as crianças, e como esse olhar “zero quilômetro” e sem julgamento de valor de todas elas pode nos mostrar tanta coisa que perdemos na correria do dia-a-dia.
Parte preferida do post: Quando vivenciamos esses momentos, aproveitando tudo o que a vida nos oferece, tirando o máximo disso, nós crescemos: como pais e mães, como filhos, como pessoa. Viver a vida com as crianças também é uma forma de nos ensinar humildade: aprendemos com eles, erramos com eles e tentamos acertar. Nós mostramos a eles o que é humanidade e eles nos mostram o que é compaixão.

Lugar de Bebê é no Colo foi um texto que a Mel Moreno (que já esteve aqui no RB abrindo sua Bolsa da Mamãe e mostrando que menina não precisa vestir só cor-de-rosa!) compartilhou no blog dela e que traz comprovação científica de algo que nosso coração sempre soube e que sempre praticamos: colo não estraga, só traz benefícios ao bebê.
Parte preferida do texto:  (…) a antroposofia faz uma imagem figurada sobre o desenvolvimento do ser humano mostrando que até completar sete anos a criança precisa ser ‘carregada’ no colo e que os pais são a direção da vida deles.(…) A médica explica ainda que as crianças são seres que vão mais pelas sensações do que pelo racional, principalmente, os recém-nascidos. “O primeiro mês do bebê consideramos uma gestação extra-uterina. Ele precisa do calor, do cheiro, dos batimentos cardíacos da mãe.” Muitas vezes a criança faz ‘birra’ e a pediatra diz que mesmo nessa circunstância o acolhimento é benéfico, porém, com autoridade.

Desabrochar da Mãe é um texto delícia sobre aprendizado e “deixar entrar”, “abrir espaço”, “ceder lugar”, embalado por uma música mais delícia ainda, escrito por Caroline Geocze para o portal Mãe Ser Mãe.
Parte preferida do texto: Para amar seu filho, a mãe faz um trabalho interno, um trabalho psíquico de deixar entrar. Ela deixa alguém habitar seu corpo, sua casa, entrar para sempre em sua família. É a mulher que vai deixando a mãe chegar. Enquanto os olhos de todos se dirigem aos bebês, a mãe olha a criança de um outro lugar, o da descoberta.

E finalmente, ao “apagar das luzes” de outubro, enquanto eu varava a madrugada zelando pelo sono da minha filhotinha febril, cliquei neste texto compartilhado no Facebook pelas meninas do Mundo Ovo (sou fããããã!!!!) , de autoria de Yamê Reis, mãe da surfista Maya Gabeira, que foi assunto nas redes sociais esta semana ao sofrer um acidente surfando uma onda gigantesca em Portugal. ‘Sobre Mães e Filhas: relato de uma experiência’ não é um texto de outubro, mas chegou a mim em outubro e me tocou profunda e pessoalmente, porque assim como Maya Gabeira e sua mãe, eu também vivi um período de afastamento e reaproximação com a minha própria mãe, e que feliz  eu sou  hoje porque existe reencontro, porque amor de mãe sabe quando se afastar e quando se chegar, porque minha mãe soube fazer isso comigo, e porque minha filha, ao nascer, me levou de volta a ela. Obrigada, mãe! Obrigada, Júlia!
Parte preferida do texto: Durante 3 anos passamos por muitos momentos difíceis, nos sentíamos duas estranhas, Maya recusava minha ajuda. Parecia destinada a algo mais forte que ela, algo que eu não conseguia alcançar. Decidi então me afastar, deixando sempre meu coração aberto a ela, declarando meu amor e minha dor de vê-la tão distante e inacessível. Minha sábia mãe, meu guru, me deu forças para esperar por ela, ter confiança no amor que havia lhe dedicado. (…) Minha mãe tinha razão. O amor da infância seria mais forte que as diferenças, faria abrir nossos corações e trazer de volta a felicidade! Hoje temos profunda confiança e admiração uma pela outra, somos melhores amigas, nosso amor  foi posto a prova.

Autoria de Mari Oliveira
Sou mãe, esposa, filha e irmã off-line. Tradutora, fã dos Beatles e mãe de primeira viagem on-line. No dia 13 de maio de 2011, ouvi Maria Betânia cantar e o obstetra repetir: “Você verá que a emoção começa agora”. Eles estavam certos!