Reflexões

Dicas para mães que trabalham fora

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Eu trabalho muito (de 44 a 50 horas semanais) há bastante tempo… inclusive desde que a minha filha tinha 5 meses.

Adoraria reduzir minha jornada de trabalho (ainda que o salário diminuísse também), mas isso não foi possível. Não sendo, eu “faço do limão uma limonada”, me acostumando, não me vitimizando, valorizando os pontos positivos da situação e compensando o tempo longe da família aproveitando ao máximo as oportunidades que tenho para estar perto dos meus queridos.

E levo bem a sério o lance de “aproveitar ao máximo o tempo que tenho para estar em família“, porque fiz umas contas interessantes (e tristes… snif!).

Se o dia tem 24 horas e geralmente eu acordo às 07 e vou dormir às 23horas; concluo que tenho 16 horas úteis por dia, nos dias da semana.  Considerando que eu só passo 1 hora em casa no horário do almoço (porque perco o resto do tempo em trânsito… humpf!) e o fato da minha filha só estar acordada em casa, disponível para estar comigo, neste horário de almoço + das 18h até às 22 horas (já que ela acorda às 09h30 e estuda meio período do dia)… concluí que o tempo que tenho para estar com a minha filha é pequeno demais: 5 horas por dia, no má-xi-mo, em dias de semana.

Pensar que das 16 “horas úteis” do meu dia, apenas 5 são aproveitadas na companhia da minha filha, me entristece (e muito!). Afinal, 5 x 5 = 25 e 16 x 5 = 80… e das 80 horas úteis da minha semana, passo, no máximo, 25 com minha filha. E ainda que eu passe todo o final de semana com a minha filha (e eu passo!), eu realmente passo mais tempo trabalhando do que aproveitando a companhia do meu “tesourinho”.

E é aí que esse post começa a fazer sentido. Porque as “5 horas” diárias são pouco e, infelizmente, eu não consigo estar com minha filha, nem essas 25 horas semanais, já que o meu trabalho nem sempre permite que eu vá em casa almoçar e já que, pelo menos 2 vezes por semana, eu saio de casa para trabalhar quando minha filha está dormindo e volto do trabalho quando ela já dormiu.

Constatada essa realidade, ciente da importância de compensar minha família desse tempo que estou fora, trabalhando… e de estar com minha filha ao má-xi-mo quando posso fazer isso, sigo bem radical sobre essa questão. Passo TODO o final de semana na companhia da minha filha, programo a maioria dos programas do final de semana priorizando o lazer dela e, durante a semana, passo absolutamente todo tempo que posso com ela, ainda que seja o pouco tempo que relatei acima. Obviamente, as férias, feriados e qualquer viagem também são planejados pensando na filha, no lazer dela e na oportunidade de ficarmos juntas.

Eu, realmente, não me permito estar menos com ela para estar, por exemplo, entre amigos, na academia, no salão de beleza, em shopping ou fazendo qualquer outra coisa que não envolva a minha filha. Faço essas coisas raramente (por opção!), incluo minha filha em absolutamente todos os programas possíveis e, evito aquilo que não é possível fazer na companhia dela. Se 5 horas por dia já são pouco, eu não tenho mesmo coragem (nem vontade) de diminuir esse tempo, ainda que seja para dedicar “1 horinha pra mim”.  Saber que o tempo que tenho para estar com ela é pequeno porque PRECISO trabalhar, ir ao médico ou resolver um problema é uma coisa… de alguma forma, me consola. Mas saber que estive com a minha filha menos do que eu poderia ter estado porque eu quis, pra mim, é algo inadmissível.

Imagino que mães que não trabalham fora de casa se sentem muito em paz com o tempo que reservam para si (afinal, elas passam mais tempo com seus filhos do que fazendo qualquer outra coisa! viva!). Mas não sendo essa minha realidade, eu, por exemplo, nunca consegui fazer nada “só pra mim” com frequência, depois que a minha filha nasceu.

E não faço isso porque acho bonito dizer que priorizo minha filha. EU DE FATO PRIORIZO MINHA FILHA porque eu tenho obrigação de fazer isso e porque estar com ela, realmente, é o meu maior prazer na vida.

Sei que as mães modernas chegam aos limites para lidar com todas as suas responsabilidades e, apesar de difícil, quero provar que “ser uma mãe presente, mesmo trabalhando”, é possível! Assim como também é possível se cuidar, descansar e se divertir sem diminuir, ainda mais, o pouco tempo que se tem para os filhos quando se trata de uma mãe trabalhadora.

PRIORIZANDO A FAMÍLIA E SENDO CRIATIVA, É POSSÍVEL MANTER O VÍNCULO COM OS FILHOS, MESMO PASSANDO MUITO TEMPO LONGE DELES :

APROVEITE A TECNOLOGIA
A tecnologia é grande aliada das mães modernas. Manter uma câmera que mostre para você o que se passa em casa é seguro e gostoso (eu assisto o a minha filha em casa, no iPhone, de onde quer que eu esteja!).

DEIXE A CRIANÇA OUVIR A SUA VOZ
Uma pesquisa americana concluiu que a voz da mãe conforta tanto quanto um abraço! Eu amo essa pesquisa (risos) e lembrando dela utilizo o APP Tango e outros, que permitem conversar com a criança vendo a carinha dela.

FAÇA UMA GRAVAÇÃO
Ainda ciente da pesquisa que diz que a voz da mãe diminui a saudade, eu sugiro que vocês façam uma gravação para a criança ouvir, sempre que quiser ouvir a mãe (e não for possível telefonar pra ela). Pode ser vídeo ou áudio… cantando uma música, lendo uma história ou mandando um recadinho carinhoso para dizer que está com saudades. Eu gravei vários vídeos para a minha filha no celular, depois passei para um um DVD e a babá mostra pra minha filha sempre que ela pede.

DEIXE UM OBJETO SEU PARA SEU FILHO BRINCAR
Deixar uma peça de roupa sua com o seu perfume (eu deixo!), seus colares ou qualquer outro objeto que lembre você disponível para seu filho brincar vai deixá-lo super feliz.

DÊ UMA FOTO SUA PARA A CRIANÇA
Dê uma foto sua (ou sua com a criança) para seu filho ter essa imagem sempre por perto. Se ele já souber ler, você pode escrever um bilhete com uma mensagem carinhosa. Eu, por exemplo, imprimo fotos no computador (fica mais barato) e deixo muitas páginas com fotos à disposição da minha filha, dentro de caixas de brinquedo.

SE FAÇA PRESENTE, COM CARINHO
Eu aprendi a educar com carinho e invento inúmeras gracinhas para que a minha filha perceba, durante o dia-a-dia, que eu estou pensando nela. Coloco bilhetinhos na lancheira, deixo surpresas escondidas em casa para ela encontrar, compro presentinhos para a babá entregar dizendo que “a mamãe pediu para eu te entregar”. Entre tudo isso, uma dica é bem gostosa e merece ser registrada: de vez em quando, dou um beijo com batom na mãozinha da minha filha dizendo que é para ela “carregar meu beijo o dia todo” e ela a-do-ra. Só não faço mais isso porque ela passa o dia todo sem lavar a mãozinha (risos). Outra dica legal é fazer, junto com a criança, um abraço que dura o dia inteiro.

SENDO ORGANIZADA, É POSSÍVEL OTIMIZAR O TEMPO (para sobrar mais tempo para a família): 

REÚNA AJUDA
Aceite que você precisa de ajuda e aceite toda a ajuda para aquilo que é possível delegar. Delegue ao mínimo os cuidados com os filhos e máximo as pendências da casa, por exemplo. Como eu já disse, ter babá, por exemplo, me ajuda a ter mais tempo livre para a minha filha (isso mesmo!)

ACEITE e TENHA CONSCIÊNCIA DAS SUAS ESCOLHAS
Se você não pode parar de trabalhar, aceite isso para sofrer menos. Ter consciência de que está fazendo o melhor que pode, traz paz. E para alcançar essa paz, basta fazer realmente o seu melhor. Passar muito tempo reclamando que precisa trabalhar e que passa pouco tempo com os filhos é inócuo. Enquanto priorizar os filhos ao máximo (de verdade!) pode te fazer desfrutar da paz de viver “sem culpa”.

Especialistas, em geral, concordam que o afeto não pode ser medido em horas, minutos ou segundos, apenas em intensidade e atitudes. E não se trata de uma pesquisa que justifique as escolhas daquelas que preterem ou delegam a maternidade em prol de suas vontades e futilidades, heim gente?! Trata-se de um alívio para as mães que realmente (de verdade!) priorizam os filhos, aproveitando ao máximo TODO  tempo que podem estar com eles.

EM FAMÍLIA, CONCENTRE-SE NA FAMÍLIA
Aceitando ajuda, priorizando a família e organizando-se, sobra sim mais tempo para estar em família, concentrada na família. É importante desacelerar o ritmo quando está em casa, não falar ou pensar demais no trabalho e nas tarefas domésticas, além de aprender a curtir o tempo em família para que esse tempo seja de qualidade.

ORGANIZE-SE
Acorde cedo, tenha uma agenda (de papel e/ou eletrônica) e conserve o hábito de anotar aquilo que precisa se lembrar. Anotar as tarefas também nos ajuda a perceber que estamos inventando pendências desnecessárias (cuidado: quanto mais tempo a gente “desperdiça” por aí, menos tempo sobra para os filhos e para o descanso).

PRIORIZE O QUE É IMPORTANTE
Se você deixar de dar importância para certas coisas, vai sofrer menos em não ter acesso a elas. Se a sua lista de prioridades for enorme, o tempo para tanto não será suficiente. Então, eu pratico e recomendo o desapego à coisas que não combinam muito com a vida que eu posso ter hoje ou que me atrapalhariam a viver bem com a minha realidade e escolhas… e priorizo, minha filha em TODO o pouco tempo que me sobra quando não estou trabalhando.

CUIDE-SE
Deixei esse conselho por último porque meu conceito de “se cuidar” mudou depois que me tornei mãe. Antes, significava mais “estar bonita” do que “estar bem”. E, hoje, madura e consciente das minhas obrigações e responsabilidades de mãe, sei que não é necessário deixar de estar com minha filha para “estar bem”, já que estar longe dela me faz muito mal, diga-se de passagem. Acredito ser possível (e importante) adiar à volta à academia para depois que a criança começa a frequentar uma escola e já não é bebê (como eu fiz) ou incluir a criança nas atividades, por exemplo. Acredito ser possível se cuidar na companhia das crianças ou fazer isso de forma não prioritária (afinal, isso não merece ser prioridade… e quem prioriza tudo, na verdade não prioriza nada).

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E já que “não devemos servir de exemplo a ninguém, mas podemos servir de lição” (Mário de Andrade), quero registrar um desabafo, uma lição, uma reflexão e um pedido.

DESABAFO E LIÇÃO: Eu queria que meu dia durasse 50 horas e adoraria ter o superpoder de ser incansável para ter tempo e disposição suficientes para aproveitar a companhia da minha filha, mesmo sendo trabalhadora, dona-de-casa, esposa, filha, blogueira (risos) etc. Mas a realidade me obriga a trabalhar e a desempenhar diversos papéis ao mesmo tempo. Então, para não sofrer e para não deixar de dar prioridade ao que realmente é o mais importante na minha vida (minha filha), eu aprendi a aceitar aquilo que preciso preterir, a me acostumar com a realidade da vida de mãe trabalhadora e a GOSTAR da rotina que escolhi para viver mais em paz.

FRASE DO DIA (para todos os dias): Você jamais terá TEMPO para aquilo que não dá prioridade*. 

MUITO IMPORTANTE: Quero deixar claro que não estou ditando regras de maternagem ou julgando quem pensa e age diferente de mim. Eu estou falando de mim, da minha experiência, da forma que eu encontrei para estar mais em paz, convivendo com a saudade da minha filha e da vontade de estar com ela mais do que eu posso estar. Não estou tirando direitos das mulheres ou coisas radicais assim que alguém chata, cricri e implicante pode cogitar. Esse texto é direcionado para mães que trabalham, têm pouco tempo para os filhos e não estão satisfeitas (de verdade!) com isso. Estou relatando um fato (mulheres que trabalham fora têm pouco tempo para todos os outros papéis que ainda precisam desempenhar), e adoraria que esse post fosse ignorado por quem pretende descontextualizá-lo, e muito bem aproveitado por quem prioriza a maternidade acima de tudo (inclusive de si, quando isso é necessário).

17 Comentários

  1. Carolina Seide Barbosa (Carol)

    10 de setembro de 2013 at 10:23

    Achei o texto excelente. Adorei as dicas e esse carinho todo que você dedica para sua filha (e passa para nós). Priorizar é o segredo para a vida sem tempo que levamos e eu gostei do que você disse sobre “quem prioriza tudo não prioriza nada”. É o que observo muito hoje em dia. Mulheres que tiram um pouquinho de tempo para uma quantidade enorme de coisas, ficam enlouquecidas com pouco tempo e lamentando pelo pouco tempo que tem para os filhos. Não entendo. A solução dos problemas, nesse caso é priorizar o que é prioridade e ponto final. A vida de mãe é muito diferente da vida anterior e quem aceita isso vive melhor e cria melhor os filhos.

    1. Iza Garcia

      10 de setembro de 2013 at 10:51

      É isso aí, Carol. Priorizar tudo não é possível. E priorizar o filhos é natural para uns e preterido por outras, infelizmente. Eu não faço isso porque acho bonito (como muita gente que diz que prioriza, mas não o faz). Faço porque isso é minha obrigação… e das minhas obrigações, é a mais prazerosa e importante. Tudo que faço pela minha filha me deixa MUITO feliz e realizada. Beijos para você, querida. Tenho certeza que você será uma ótima mãe!

  2. Luciana

    11 de setembro de 2013 at 07:41

    Desde que meu filho completou sete meses retornei ao trabalho, com muita tristeza. Saio de casa 5h da manhã e retorno entre 18h30 e 19h. Meu filho dorme entre 20h30 e 21h. Fez as contas do tempo que tenho com ele???
    Hj ele está com 1ano e 10meses e juro, não me acostumei. Sofro mesmo. Meus dias passam com os planos sem fim de me estruturar a ponto de deixar o emprego. Sinto que não sou completa em nenhum lugar, nem em casa nem no trabalho, essa divisão não está boa para nenhum dos lados, nem para mim.
    O tempo que tenho com ele é dele. Cuido, Brinco, acaricio. Faço ser o melhor. Tenho consciência disso.
    Mas nada ameniza minha angústia por deixá-lo crescer sem estar perto, de perder os momentos do dia dele, seu aprendizado e desenvolvimento. Por mais que me faça presente, que diga o que ele deve comer, brincar e ver na TV não sou eu que estou passando e sim outra pessoa, alguém que por sinal cuida dele muito bem, o ama nitidamente, isso não é o problema. Mas quem deveria estar ali sou eu. Dilema muito difícil.

    1. Iza Garcia

      11 de setembro de 2013 at 08:07

      Putz, Luciana.
      Que situação triste.
      Me identifiquei totalmente contigo.
      A conta que fiz no post foi até otimista. A verdade é que toda terça e quarta-feira eu saio de casa quando minha filha está dormindo e volto quando ela já dormiu, e não tenho condições de ir em casa almoçar, por causa do trabalho. Morando na mesma casa que ela, a vejo segunda e depois na QUINTA-FEIRA! E isso me deixa extremamente triste, magoada, preocupada, culpada…
      Então, te entendo perfeitamente, principalmente sobre os “planos sem fim de me estruturar a ponto de deixar o emprego”.
      Eu gosto da minha profissão, gosto de trabalhar, me orgulho da minha carreira e não queria me ver obrigada a desistir dela. Mas não trabalho por opção. Eu trabalho porque preciso. Ou melhor, eu trabalho muito porque preciso… adoraria conciliar meu trabalho com a vida de mãe, ficando mais tempo com a minha filha.

      1. Milena Stocovick

        9 de janeiro de 2014 at 10:14

        Olá Iza e Luciana!
        Primeiramente Iza, adorei o seu blog. Estou organizando minha vida nesse ano de 2014 pra engravidar no segundo semestre.
        Mas ontem meu chefe teve uma conversa comigo e de certa forma, em outras palavras, ele deixou claro que caso eu assuma um cargo de gerência (o que pode acontecer nos próximos meses) eu estaria fazendo uma escolha e deveria abrir mão de outras, pois o mínimo que ele espera de mim é uma dedicação full time a empresa (incluindo madrugadas e sair bem tarde todos os dias).
        Me identifiquei muito com a situação da Luciana, mesmo ainda não sendo mãe. Pois eu saio de casa às 6h30 e volto por volta das 20h30. Atualmente já me sobra pouco tempo e me esforço muito pra me dividir entre minhas demais atividades.
        Com certeza, quando meu sonho for realizado e eu tiver meu lindo bebêzinho em meus braços, tenho certeza que ele será prioridade na minha vida acima de tudo. Mas ontem fiquei muito triste com a conversa com meu chefe, pois ele disse que eu “talvez não tenha o perfil gerencial que ele espera, devido à dedicação que isso irá exigir de mim”.
        Trabalho há quase dois anos nessa empresa e gosto mto do q faço, mesmo já sacrificando mtas horas do meu bem estar em prol do meu trabalho (levo duas horas e meia pra ir e mais duas horas e meia pra voltar do trabalho). E desde o início meu chefe soube dos meus planos de engravidar no segundo semestre de 2014.
        Entendem a minha situação?

  3. Marina Brito

    11 de setembro de 2013 at 08:57

    Querida Iza,
    Até chorei lendo o seu post. Meu filho tem 4 anos mas até hoje me sinto mal quando alguma situação me deixa muito tempo longe dele. Fui mãe aos 31 e planejei muito a vinda do meu filho, mas a vida não segue nossos planejamentos…rs.
    Minha mãe que sonhava tanto com este netinho acabou falecendo 15 dias após o aniversário de 1 aninho dele, meu horário de trabalho que era de 6 horas passou pra sete, sendo que por ser chefe-substituta muitas vezes fico 9hs seguidas no trabalho, meu marido virou concurseiro, ou seja sumiu…rs.
    Muitas coisas mudaram do que eu havia planejado e eu me vi muito só e sem tempo pra exercer a maternidade com a intensidade que sonhei, mas dentro do possível e das circunstancias faço como você e dedico todo o tempo que tenho ao meu filhotinho que sabe que é muito amado e que por isso é um menino muito educado, gentil e carinhoso!!!!
    Obrigada por seu post!
    Um beijo querida e sucesso nessa grandiosa missão de ser mãe e etc..rs.
    Marina Brito

    1. Iza Garcia

      11 de setembro de 2013 at 09:06

      Oi, Marina.
      Nesse caso, que pena que você de identificou com o post.
      Nessa caso, desejei que poucas mães se identificassem, já que vivo uma situação pela qual não desejo para outras.
      É muito difícil viver em paz quando passamos pouco tempo com nosso filhos pequenos. Eu também sofro muito com essa situação e só não me culpo mais por ela porque tenho plena consciência de que eu PRECISO trabalhar e de que eu PASSO TODO TEMPO QUE POSSO com a minha filha, quando não estou trabalhando.
      Obrigada pelo comentário gentil e solidário.
      Espero que as dicas dadas no post amenizem a saudade e sejam úteis para vocês dois.
      Boa sorte por aí!
      Beijos,
      Iza

  4. Carol Bedê

    11 de setembro de 2013 at 09:47

    Eu adorei tudo e me identifiquei! beijos

  5. Annie Thomas

    13 de setembro de 2013 at 01:23

    Iza,
    Eu adorei o seu poster, lindo mesmo! E sinceramente acredito que o tempo que vc passa c sua filha, vc vive com intensidade ! E sao estas memorias que sua filhinha ira ter para sempre. Amor, carinho , tempo com qualidades, isso sim fica gravado no coracao, e reflete em uma crianca feliz e amada!
    Eu moro no USA, aqui as coisas e um pouco diferente a maioria de nos trabalharmos par time, e ficamos o restante do dia em casa. Eu nao acredito que existe mamae par time, somos todas mamaes de tempo integral, afinal de contas, eles estao ligados a nos 24 horas do dia, ( sim pq mesmo que eu tenha um monitor com camera do meu lado, ainda assim eu acordo a noite para checar meus babies, se o ar esta muito frio, e tbem pq eu adoro ficar olhando eles dormindo, e pura magia! Eu me lembro quando estava gravida, eu sempre dizia para meu marido, ! Eu neste momento tenho dois coracoes batendo em meu corpo! Eu ficava tao emocionada cada vez que pensava que meu corpo conseguia permitir a batida de coracoes ! .
    Entao voltando ao assundo do nosso dia aqui aqui.. estamos na maior parte do tempo em casa, mais meninas deixa eu dizer uma realidade aqui.. A maioria de nos mesmo estando em casa nao conseguimos ficar o tempo todo com nossos filhos, existe um montao de tarefas que a gente faz durante o dia, ( pq aqui e dificil ter ajudante ) ou qualquer coisa .. Aqui nos limpamos a casa, lavamos as roupas, cozinhamos todos os dias, dirigimos para la e para ca. Entao se fizer a conta , a gente tbem sobra umas 4 ou 5 horinhas com nosso filhinhos, pq gente se nao lavar roupa, nao tera roupa para usar, se nao limpar a casa, pense ???? se nao cozinhar nao teremos comida, e a lista e grande viu, ate o jardim e a gente que cuida aqui, ate hoje eu ainda nao vi um jardineiro na minha vizinhanca … ahahaha, para conseguir guardar roupas, as vezes preciso deixar minha filha pintado, desenhando, ou assistindo um filme ( eu busco controlar tv o maximo que eu posso, porem nem sempre eu consigo)
    E se a gente for olhar a estoria de nosso antepassados, nossas mamaes, avos, bisavos … tbem trabalhavam de uma maneira ou de outra.
    O que eu busco fazer no meu dia a dia e incluir minha filha nestas minhas atividades ( algumas poucas eu ate consigo) .. eu sempre coloco ela na pia quando eu tenho que limpar a cozinha, a hora do jantar todos ajudam aqui em casa, espero o marido chegar, e dai mao na massa pra cortar vegetais, cozinhar, colocar o bebe no high chair e dar um monte de comidinha para ele ficar quietinho ate a gente terminar o jantar …ahahah Eu ja morei na Europa, e a mesma coisa por la meninas…
    Eu sinceramente penso, que estando em casa ou traballhando fora de casa ( ainda estamos todas trabalhando ) pq pelo mesno aqui no USA, a gente nao consegue passar o dia todo brincando com nossos filhos. Eu tbem concordo com a Iza, quando a gente se torna mae, nossa prioridades mudam, e para falar a verdade ate o que nos faz bem muda tbem.. Para mim, ser feliz e estar bem, e ver o sorriso de meus filhos, ve-los dormindo, saber que eles estao bem! a vida e feita de fases, e cada vez que a vive uma, automaticamente passamos para uma outra fase, e com isso virao coisas novas, isso inclui tudinho… pensamentos, atitudes, o que nos daz prazer e nos faz bem.. Afinal de contas nos somos seres que estamos em constante mudancas, viver e isso mesmo !!
    ..aiaia falei demais ne minha gente.. desculpa eu so queria dar uma visao de como vivemos aqui .. e que sinceramente the end of the day..o que importa mesmo.. e a qualidade, e intensidade de tempo que nos dispomos para nossos filhinhos.. Obama foi criado por mae solteria, ela trabalhava quase 70 horas por semana, ele estudou, se tornou um homen de bem, foi para havard ..hoje e presidente do USA e um pai maravilhoso !

    1. Iza Garcia

      13 de setembro de 2013 at 12:15

      Obrigada por compartilhar sua experiência com a gente, Annie.
      A vida de mãe que trabalha é bem complicada mesmo. Sobra pouco tempo DEMAIS para os filhos… e aí, cada uma usa esse tempo que “sobra” como pode, da melhor forma que pode.
      Triste realidade.
      Beijos.
      Iza

  6. Flávia

    25 de setembro de 2013 at 09:32

    Olá, bom dia!
    Antes de mais nada quero parabenizar pelo maravilhoso blog. Vc esta de parabéns msm!
    Sei bem como é difícil ter que conciliar maternidade e trabalho. Ao mesmo tempo em que queremos estar com nossos filhos e ser a mãe nota mil, também queremos ser valorizadas, ser útil, estar antenada com o mundo e ter uma vida profissional digna, que nos enobreça. Ainda mais se houver a real necessidade de ajudar financeiramente a renda familiar. São fraldas, leite, frutinhas, legumes…tanta coisa para comprar e pagar!!! O orçamento familiar fica complicado quando se aumenta a família. E como é duro ser mãe!! Queremos ficar com nossos bebês, mas a necessidade de trabalhar às vezes é maior.
    Quando estava grávida da minha caçulinha, uma pessoa amiga me apresentou um sistema de renda extra para trabalhar na minha própria casa. Dessa forma eu poderia ter minha renda, exercer um trabalho digno e moderno, e claro, construir um salário mensal vitalício para que um dia eu pudesse exclusivamente trabalhar online e poder ficar juntinho dos meus filhos e ainda cuidando da minha casa. Afinal, minha prioridade sempre foi minha família.
    Entrei com garra e coragem. Adaptei meu cantinho de trabalho e sempre que sobrava uma folguinha eu partia para o trabalho. Quando as crianças dormiam, quando estavam na companhia de alguém, quando eu tinha um tempinho sozinha…sempre que eu tinha uma horinha vaga eu ia para meu cantinho de trabalho e começava meu serviço.
    Foi assim que com o tempo fui vendo os frutos do meu trabalho vindo até mim. Minha renda esta crescendo a cada dia e assim eu posso ajudar meu esposo com as despesas, ter meu dinheiro extra.
    Para mim foi ótimo entrar nessa empresa, pois além de ser um trabalho honesto (nada de fraudes ou pirâmides), tenho a oportunidade de poder ser uma mãe mais presente e muito valorizada por todos a minha volta.
    Deixo meu conselho a todas as mamães: curtam seus filhos, priorizem sua família e confiem em Deus!! Mas façam também a sua parte: fé e ação devem andar juntas!!
    Para aquelas que querem conhecer um pouquinho mais sobre o trabalho que executo deixo o endereço do site da empresa. Ah, também deixo o meu email pessoal para que possamos trocar experiências e, quem sabe, tirar suas dúvidas com relação ao meu trabalho na internet.
    Será um prazer te ajudar.
    Com carinho,
    Flávia
    http://www.frpromotora.com/flaviafr932555
    fla.negociosnet@hotmail.com.br

    1. Iza Garcia

      26 de setembro de 2013 at 10:23

      Obrigada por compartilhar sua experiência com outras mães e dar suas dicas, Flávia. Beijos. Iza

  7. faya

    17 de novembro de 2013 at 19:32

    Boa Noite,
    Seu texto é muito sincero, ainda estou grávida, então ainda não passo por isso.
    Mas uma coisa me deixou curiosa no seu texto.

    Qual aplicativo/ função que você utiliza para ver sua nenem direto no iphone?

    Obrigada

  8. Driele Brito

    21 de novembro de 2013 at 16:39

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  9. Erika souza

    13 de maio de 2014 at 02:49

    Nossa eu nem sei oque fazer estou em Casa deis da gestacao do meu filho e agora as contas e o gasto com as criancas estao aumentando tenho uma entiada adolescente venho morar conosco e como toda a adolescente requer cuidados e atencao,e ultimamente vejo que ela quer sair com as amigas ir no parque,cinemas e outras coisas e estamos fazendo oque e possivel em Casa.Mas a Cada dia me sinto forcada em sair para trabalhar hoje meu bebe esta com 12 meses mas estou deceidinda mesmo em ir trabalhar nunca fui de ficar em Casa sempre trabalhei e ver minha familia nessa situacao esta dificil,meu marido sempre que falo em ir trabalhar me deixa em panico me preciona para deixar essa ideia de lado mas ja Não aguento mais as contas atrazadas e a baixa auto estima em querer fazer algo pela minha familia e meu marido ficar sempre me colocando para baixo preciso de ajuda alguem pode tentar me dar uma Luz .

  10. Nicole

    10 de julho de 2014 at 20:53

    Me deu uma “Paz” ler teu texto querida, volto a trabalhar amanhã e vou deixar minha flor de 7 meses em casa, já estava com o coração partido, mas vendo todo esse seu carinho, desdobramento e as dicas me animei um pouco. Obrigada por dividir sua experiência conosco.

  11. Direitos da gestante e da mãe - Bebê Mamãe

    17 de janeiro de 2016 at 21:59

    […] boas dicas para as mães que trabalham no post do nosso parceiro Roteiro Baby, clique aqui para […]

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