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Agosto foi outro mês pródigo em textos interessantes na blogosfera materna. Teve também o lançamento do documentário “O Renascimento do Parto“, que gerou análises bem interessantes por parte de muitas mães blogueiras. Compartilhamos com vocês os textos que mais gostamos:

Vejam também os textos maternos que nos emocionaram e ensinaram em julho/2013.

Sabe aqueles amigos que não tiveram filhos ainda?, por Renato Kauffman, pai da Lúcia, jornalista, escritor – autor dos livros Diário de Um Grávido e Como Nascem os Pais. Os posts do Renato são a perspectiva bem-humorada de um pai blogueiro – e eles são tão poucos… Sempre bom saber o que pensam os homens sobre o exercício da paternidade.
Trecho preferido do post: “Meus amigos sem filhos, tenho a impressão, acabam se cansando da minha falta de tempo, dos meus constantes “hoje eu não posso”, ou do fato de que eu sempre tento fazer com que qualquer evento seja na minha casa, pra não precisar arrumar uma babá. Eles devem achar que eu estou na lama. E mesmo com tudo isso, eu olho pra minha filha e penso que, se eu soubesse que seria tão bom, teria tido filhos muito antes.

Enfrentando Feras pelos Filhos, por Adriana Nunes, formada em jornalismo e literatura. Desde que seu filho nasceu, há 12 anos, descobriu que pode fazer muitas coisas coisas que achava que não podia ou não sabia.
Trecho preferido do post: “Amar os filhos ativa na gente uma coragem que nem imaginávamos possuir. De repente, nós, que éramos bem normais, até covardes e hesitantes em algumas ocasiões, nos agigantamos para proteger aquele serzinho dependente e indefeso. Descobrimos uma força descomunal que nos faz varar noites, amamentando, ou levantar da cama, mesmo doentes, porque uma criança faminta não pode esperar. Chegamos mesmo a vencer nossas piores assombrações e, às vezes, viramos animais para defender nossa prole.”

O Renascimento do Parto, uma Volta à Origem da Minha Própria História, por Dani Brito, cearense radicada em Floripa. Alma de aventureira num corpo sedentário. Tenta administrar o feminino – fazendo mãe e mulher coexistirem pacificamente.
Trecho preferido do post: “O filme veio para referendar o discurso e o trabalho dos ativistas do bem nascer que há anos estudam e enfrentam o sistema, propondo mudanças. Nele não há achismos e a discussão vai além, muito além, da dicotomia cesária x parto normal.(…) As cenas mostram com crueza a violência a que nos submetemos, independente da via de parto. Nessa hora sentimos o desconforto da verdade e vemos como nossas convicções estão sedimentadas por uma medicina paternalista onde o médico se coloca como autoridade máxima, como o detentor do saber.

A Mãe que eu Queria Ser, por Diana Demarchi, mãe do Bernardo e da Natália, e que escreve não baseada no que se passa em sua cabeça, mas sim em seu coração.
Trecho preferido do post: “A mãe que eu sou é muito diferente da que eu idealizava. Teorias? A mãe que eu sou já não se atreve a se apegar a elas. Algumas coisas ficaram, como a paciência que sempre falei que teria. Também teve coisas das quais não abri mão, mesmo sendo muito difícil.”

O Momento em que me Tornei Minha Mãe, por Helena Sordili, designer, professora, mãe e blogueira (não necessariamente nessa ordem).
Trecho preferido do post: “A verdade é que desde que minha primeira filha nasceu as fichas não param de cair, parece até uma ligação interurbana, de tão rápido. E lá se vão mais de 5 anos e a cada dia eu entendo mais minha mãe, entendo mais as atitudes dela, compreendo melhor cada não e cada sim que ouvi ao longo da vida ao seu lado.”

Sobre Minha Mãe, por Patrícia Boudakian, jornalista, assessora de imprensa. Mulher feliz, com o coração inteiro.
Trecho preferido do post: “Agradeço a minha filha por poder me proporcionar este encontro com minha mãe. Talvez, sem a maternidade, não conseguiria enxergar tudo isso e me entregar novamente ao colo que tanto me alimentou e amou. A única pessoa que me permitiu ser sua sombra.”

Um Dia sem Ele, por Natalia, mãe feliz, silente, leitora, agora leiteira, derramadora de palavras, buscadora de sentidos, autora do “finado” blog Leite e Prosa.
Trecho preferido do post: “Despediu-se de algumas pessoas, foi até o saguão onde o carro a esperaria. Foi levada de volta ao aeroporto. Espera interminável. Anoitecia. O filho estaria tomando banho. Ela já ficava inquieta com os minutos que, agora, pareciam encalhar. Subiu no avião. Não podia dormir. A viagem de volta demorou séculos. Sentiu enjôo, sentiu pressa, sentiu saudade. Sua expectativa não cabia naquela poltrona. Irritou-se com a conversa do casal ao lado. Chegou, enfim, em sua cidade. E as demoras que se seguiram e retardavam sua chegada em casa beiravam o insuportável. Ele está dormindo, o marido contou por telefone. Como?, ela se perguntou. Pediu pressa ao taxista. Entrou em sua casa silenciosa. Beijou o marido, perguntou do dia. Foi tudo bem. Mas ele ficou bem? Ficou. Mesmo? Sim. Mesmo sem leite do peito? Sim. Ela sentiu doer o peito ingurgitado de leite. E adentrou o quarto do filho. E pegou-o dormindo no colo. E o abraçou. Sentiu seu cheiro. Casa.”

A Promessa, por Camila Furtado, uma das autoras do blog “Tudo sobre minha mãe“, mãe de Maria, de 4 anos e Gael de 2 anos.
Trecho preferido do post: “(…) nada no mundo é mais forte do que essa promessa interior que uma mãe faz no dia que o filho nasce. Vou te proteger. Vou te amar. Até nos dias difíceis.”

Mãe Horta, Mãe Jardim, por Marusia, que já tentou se encaixar (sem sucesso) nos modelos de mãe perfeita apresentados pela mídia.
Trecho preferido do post: “Mãe Horta não deixa muito espaço para a Mãe Jardim. São tantas tarefas, num cotidiano cronometrado, mediante tanta pressão, que quando tudo é cumprido muitas vezes só resta o cansaço. Sobram ali as florezinhas murchas e mixurucas.”

Autoria de Mari Oliveira
Sou mãe, esposa, filha e irmã off-line. Tradutora, fã dos Beatles e mãe de primeira viagem on-line. No dia 13 de maio de 2011, ouvi Maria Betânia cantar e o obstetra repetir: “Você verá que a emoção começa agora”. Eles estavam certos!