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Quando a gente vira mãe, surge todo um mundo novo a desbravar, né? Eu diria mais: surge também todo um “ouvido” novo a apurar… O título deste post, por exemplo. Vocês sabem o que é um virundum?

Virundum é um neologismo criado para definir os equívocos que cometemos ao cantarolar músicas. A gente pensa que entendeu uma parte da música, mas acaba cantando uma maluquice qualquer. A palavra tem origem no Hino Nacional: muita gente, sem entender a letra, cantava/canta “O Virundum Piranga às margens plácidas!” em vez da letra correta “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas”. E daí surgiu o termo.

Eu sou mestre em cantar músicas erradas. MES-TRE. Tipo a Bel Clemente, colunista da revista Época (sou muito fã!!), neste texto. Dia desses eu encontrei uma fanpage no Facebook e passei um tempão rindo sozinha e me identificando com os erros. Confessem, quem mais, além de mim, cantava esta música assim:

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Né? Então…

Durante muito tempo na minha infância, eu cantei Ciranda, Cirandinha ERRADO. Eu cantava “O amor DE TUMITINHAS era pouco e se acabou!” E quem era Tumitinhas, você me pergunta? Sei lá, um apaixonado qualquer… A música do coelhinho da Páscoa, que na verdade é “dou mil cambalhotas, sou forte demais“, eu cantei durante muito tempo “DORMIU cambalhotas, sou forte demais“… E o “duberrô“? DUBERRÔ que o gato deu? Sempre quebrei a cabeça pra saber o que era um “duberrô”.  Sem contar o “Tiro-liro Yellow Submarine“, mas eu não sabia falar inglês aos 7 anos, então esse é perdoável, haha!

Depois que Júlia nasceu, eu descobri mais alguns virunduns do meu repertório. Passei vergonha na aulinha de musicalização que ela frequentou quando era mais novinha, ao cantar – super empolgada – “Borboletinha tá na cozinha fazendo chocolate pra MAMÃEZINHA“. E recentemente, na festa de 2 anos dela, uma mãe me pegou cantando “Raposo NÃO VEM“,  quando na verdade a música de abertura do desenho da Dora diz “Raposo NÃO PEGUE“. Meu marido riu de mim na festa junina da escolinha da Júlia porque eu cantei “Cai, cai balão, aqui na minha mão / Não caio, não / Não caio, não / TENHO MEDO DE APANHAR“, mas em minha defesa, esta versão existe!

A Iza outro dia me mandou um torpedo indignada porque tinha descoberto que o verso “Batatinha quando nasce, se esparrama pelo chão“, na verdade é “Batatinha quando nasce, espalha a rama (ou seja, as raízes) pelo chão“, hahahaha!

E vocês? Tem mais algum Virundum para compartilhar?

Autoria de Mari Oliveira
Sou mãe, esposa, filha e irmã off-line. Tradutora, fã dos Beatles e mãe de primeira viagem on-line. No dia 13 de maio de 2011, ouvi Maria Betânia cantar e o obstetra repetir: “Você verá que a emoção começa agora”. Eles estavam certos!