Reflexões

Coisas que não se diz a uma mãe que trabalha fora de casa

we-can-do-it

Já li muitos posts bons (inspiradores e divertidos) sobre “coisas que não se diz” para uma mãe que trabalha fora.

Eu me identifico com a situação e com as mães que sofrem com os comentários desagradáveis sobre este assunto não só porque trabalho fora desde que a minha filha Bruna tem 5 meses, mas porque trabalho muito e porque GOSTO de trabalhar.

Admiro as mães que optam por não trabalhar e se dedicam ao máximo à maternidade, no dia-a-dia. Mas também admiro as mães que não podem deixar de trabalhar ou simplesmente não querem deixar de trabalhar e estão em paz com essa situação.

Tudo bem que alguns conselhos são sinceros ou sem intenção de ofender e tal. E tudo bem que, muitas vezes, quem toca nessa questão o faz por falta de assunto. Mas que é chato, invasivo e desnecessário, ninguém pode negar…

O que a gente mais ouve:

“Que pena que você tenha que voltar ao trabalho.”

Reflexão: E quem disse que todo mundo que trabalha faz isso por obrigação? Por que uma mulher não pode se dedicar a uma carreira ou profissão depois de ser mãe? E quem é que não precisa de dinheiro para sobreviver?!

“Já que você quer trabalhar, por que não trabalha só meio período?”

– Simples, cara pálida: por que meu chefe não precisa de uma funcionária só meio período.

Reflexão: Quem disse que é fácil encontrar empregos por meio período?!

“Por que você não fica em casa só um ano, depois você volta ao mercado?”

– É, porque tá tão fácil encontrar emprego, né? Ainda mais um que a gente goste…

“Não tem jeito mesmo como você ficar em casa com ele?”

– Não tem jeito mesmo de você pagar as minhas contas?

“Como você consegue ficar o dia todo longe do seu filho?”

Reflexão: Esta é cruel! Sugere que quem “consegue” é uma mãe pior, pouco carinhosa. Não entendo porque as pessoas se sentem bem em colocar a outra nessa situação!

Claro que as mães que trabalham fora sentem falta dos filhos… Sentem muita! Assim como as que não trabalham devem, em algum momento, sentir falta de sair de casa, ver gente, ter uma atividade. Sem falar no plano de saúde, nas férias remuneradas e tudo que um bom salário proporciona para a minha família!

“Eu parei de trabalhar para ser mãe em tempo integral.”

– Eu também sou mãe em tempo integral, ué. Não deixei de ser mãe porque estou fora de casa por 8 horas, idiota! (o aposto é um opcional quase obrigatório neste caso!)

“Seu marido não consegue sustentar a casa?”

– Não, infelizmente, o chefe não triplicou o salário dele quando soube que eu estava grávida!

Afff… As despesas com a chegada da criança aumentam e tem maluco que acredita ser possível diminuir a renda nesse contexto!

“Não sei como você dá conta de trabalhar sabendo que seu filho está em casa, com febre.”

Reflexão: Esta também é bem cruel! Sugere que quem vai trabalhar deixando o filho em casa o faz por opção! Credo! Bom seria se as mães trabalhadoras pudessem faltar o trabalho para acompanhar o filho doente, sempre que necessário.

“Como você consegue deixar que outras pessoas criem seu filho?”

Hein?! Quem disse que meu filho está sendo CRIADO por outras pessoas, idiota?  (o aposto é um opcional quase obrigatório neste caso!)

“Colocar filho no mundo para os outros criarem é fácil…”

– Também é fácil ficar calado quando não se tem nada de bom a dizer!

Engraçado é que a mesma pessoa que te faz o comentário acima, diz assim: “Mas sua mãe/sua sogra não pode ficar com ele?”

Decida-se… Ainda agora você tava me criticando dizendo que “outros” criam meu filho, agora tá me sugerindo que faça exatamente isso, deixando-o com mãe ou sogra?

 

33 Comentários

  1. Tatiane

    17 de abril de 2013 at 09:59

    Ccomo estas questões me incomodavam. Adorei o post. Trabalho sim, e tenho muito orgulho de minha profissão, e sei que meu filho está muito satisfeito e feliz com a mãe que tem. Todas as horas que passamos juntos são de suma importância e muito gostosa, nos divertimos e aprontamos muito juntos, e sei que sou uma mãe, embora trabalhando fora, muito presente em sua vida !!!

    Beijinhos doces

    Mamãe Tati

  2. Manuela

    17 de abril de 2013 at 10:16

    Nossa! Você tocou diretamente num ponto muito delicado para todas as mamães que, como eu, trabalham fora desde que a licença maternidade terminou. E não adianta, a gente precisa ou escolhe trabalhar e acaba se cobrando por isso, principalmente quando aparecem comentários como estes, que só nos jogam pra baixo! A máxima que eu escutei foi: ” Então pra que ter filho, se ele passa o dia na escolinha?” Afff!! Inesquecível!!!

    1. Iza Garcia

      17 de abril de 2013 at 12:29

      Essa é terrível, heim Manuela?
      Cruel e desagradável.
      Eu sou bem desagradável com quem me diz coisas assim… não consigo esquecer ou relevar críticas tão cheias de agressividade.
      Aff…
      Boa sorte por aí!
      Beijos

    2. Rosana O.

      19 de abril de 2013 at 18:30

      Esta é parente daquela: “assim é fácil ter filho, não cria!” Afff.

  3. Cynthia

    17 de abril de 2013 at 10:38

    Olá, a todos! Esse assunto é polêmico! Tenho familiares que optaram por deixar de trabalhar para ficar com seus filhotes, o que acho louvável, mas eu não posso fazer isso. Meu salário é que garante um padrão de vida melhor para meus filhos , além disso, sou funcionária pública a quase uma década e seria insano largar o emprego (sem contar que amo trabalhar). Já tive que ouvir que é só fazer outro concurso e retomar a carreira depois (como se fosse fácil assim). Mas o recado que quero deixar é o seguinte: constatei que o que realmente importa não é a quantidade de tempo que passamos com nossos pimpolhos, mas a qualidade desse tempo. Tive oportunidade de ver mamães que decidiram ficar em casa com seus filhos, mas não dedicarem tempo e espaço para eles. Não vejo muito propósito nisso, mas é uma questão de opção de cada um. Beijos!

    1. Iza Garcia

      17 de abril de 2013 at 12:36

      Excelente comentário, Cynthia! Assino embaixo! Penso exatamente como você.

  4. Mari

    17 de abril de 2013 at 11:47

    Adorei o post! Não estou terceirizando a criação do meu filho. Estou apenas mostrando a ele que mamãe tb tem sua vida e isso é normal. Fora as horas de trabalho, estou com ele em todos os outros momentos. E, como a Iza disse (muito bem dito), o chefe do meu marido não triplicou o salário dele qd descobriu que eu estava grávida!!!!

  5. Izabela Souza

    17 de abril de 2013 at 13:42

    Iza o pior e quando se tem o segundo filho e falam: vc vai criar igual ao 1 em creche?!?! ” nao esse eu vou deixar no quintal sozinho e se virando”…. Passo por isso sempre!!!!

    1. Iza Garcia

      17 de abril de 2013 at 19:11

      Boa, Izabela!
      KKKK
      É cada uma…
      Obrigada por compartilhar sua experiência e sua opinião conosco.
      Beijos
      Iza

  6. Michelly

    17 de abril de 2013 at 13:57

    Iza,
    acompanho o blog e me deparei com esse post, ótimo por sinal. De imediato senti uma necessidade imensa de tbm desabafar! No meu caso foi diferente. Larguei o trabalho (confesso que não curtia muito) e optei por ficar em casa cuidando do meu filho até que me sentisse a vontade pra voltar a trabalhar (isso aconteceu qdo ele estava com 1 ano e 1 mês). Como eu não tinha uma previsão de retorno, fui vitima quase de buling por diversos “amigos”, minhas amigas que trabalham fora eram um tanto indelicadas em insistir que eu tinha que trabalhar, que eu era muito zelosa e que criança superprotegida vira um problema, que o homem gosta de mulher q trabalha, que o casamento ficava prejudicado etc… Nunca critiquei nenhuma mulher que trabalha fora, mas passei por situação semelhante à sua, fui muito criticada, me sentia incomodada e tinha uma raiva imensa dessas pessoas. Alguns amigos homens do meu marido diminuíam o meu trabalho (de cuidar de um bebe sem baba) como se ele fosse menos cansativo ou importante que o de suas esposas trabalhadoras, era como se eu a fosse a fútil que não gosta de ralar sustentada pelo marido. Enfim, espero que as mães tenham mais tolerância umas com as outras, e que não julguem tanto, pois, como diz o poeta, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.
    Sucesso pra vc! bjosss

    1. Adriana Lundberg

      17 de abril de 2013 at 16:50

      Eu também passei pelo mesmo que você, Michelly. E cada vez que eu lia pesquisas e estudos de especialistas apontando que eu estava no caminho certo, um até divulguei há pouco tempo em meu FB, eu ficava mais feliz. E nao me arrependo, e faria de novo! Fico enormemente feliz ao ter o privilégio de ver cada coisinha que meu filho faz pela primeira vez, de ser quem o vê quando acorda, de ser quem o coloca para dormir, de ser quem o ensina a escolvar os dentes, de ser quem cozinha pra ele, que o ensina a comer sozinho, que senta no chao pra brincar, que corre feito uma louca para trabalhar em casa e cuidar de tudo nas horinhas que ele dorme, enfim… Recebia indiretas de supostas “amigas” no FB falando que nao entende mulher que depois de ter filho, larga a vida profissional. Uma noite desabafei e escrevi diretamente para esta que eu me sindo honrada e privilegiada por fazer esta escolha. E que nao abriria mao disso. E vejo o resultado disso dia apos dia. Hoje ele está com 1 ano e dois meses, come sozinho, escova os dentes, dorme na cama dele, acorda e sai de lá sozinho e eu continuo a me dedicar a ele sem abrir mao, até que ele esteja com uns 3, 4 anos, que é quando o colocarei na escola. 🙂 Um dos especialistas que li, foi este que diz: Livro que fala sobre a “Terceirizaçao das Crianças”, indicado por uma amiga. Parece interessante.
      “Martins Filho afirma que não quer julgar ninguém, apenas alertar para as consequências do ato de deixar um filho ser cuidado por terceiros. ‘Alerto para um problema que está me angustiando como pediatra, avô e ser humano’, ressalta. E acrescenta: ‘Cada vez que percebo a angústia da mãe que precisa sair de casa, todos os dias, em busca de recursos para manter o lar, para ajudar o marido ou até porque não suporta ficar em casa o dia inteiro e acha fundamental estar fora para se sentir útil, fico pensando: será que as pessoas não se dão conta de que o tempo está passando e nunca mais vai voltar?'” http://www.papirus.com.br/menu.aspx?id=726&menu=sala

      1. Iza Garcia

        17 de abril de 2013 at 19:10

        Obrigada por compartilhar sua experiência e sua opinião conosco, Adriana!
        Beijos
        Iza

      2. Ana

        19 de abril de 2013 at 12:44

        Adriana,
        Como bem disse a Iza, respeito as mães que podem e querem ficar em casa com seus filhos e confesso que até pensei nisso qdo ele nasceu. Mas hoje vejo que a melhor coisa que fiz foi ter continuado a minha vida profissional, que além de ser muito gratificante proporciona todos os cuidados necessários à reabilitação do meu filho (ele nasceu muito prematuro e tem necessidades especiais).
        Não li o livro a que vc se refere, mas fato é que o trecho que vc destacou está reforçando exatamente o que o post da Iza se propôs a combater. Fico angustiada e com o coração apertado toda as vezes que saio de casa e deixo meu pequeno, mas me cerquei de pessoas competentes, amorosas e em quem confio para me auxiliar na tarefa de cuidar dele – e não acho que isso seja “terceirização”!
        Eles não criam o meu filho – esse é meu papel e tanto eu quanto ele sabemos disso! O tempo passa, sem direito a volta, mas estou cada dia mais certa de que fiz a melhor escolha para nós dois.
        Bjocas

        1. Mari Oliveira

          19 de abril de 2013 at 18:23

          Ana, você descreveu exatamente o que penso e sinto em relação à maternidade x mãe que trabalha x terceirização, em uma frase: “Fico angustiada e com o coração apertado toda as vezes que saio de casa e deixo meu pequeno, mas me cerquei de pessoas competentes, amorosas e em quem confio para me auxiliar na tarefa de cuidar dele – e não acho que isso seja “terceirização”!

          É isso, nós já nos angustiamos bastante com a distância de nossos filhos para ter que ficar ouvindo essas “acusações” acima… Mais paz, amor, união e respeito pelas escolhas dos outros!

          Um grande abraço!

        2. Michelly

          22 de abril de 2013 at 12:00

          Vc está certíssima Ana. Discordo muito sobre julgar as escolhas dos outros, cada um sabe de si. Não julgo quem trabalha fora (seja pelo motivo que for), mas tbm não admito que me julguem! Inclusive atualmente voltei ao mercado de trabalho, ganhando mais (graças a Deus…rsrs) e se engravidasse agora não largaria este emprego. São situações que a vida nos coloca e a gente faz escolhas. Acho que as mães deveriam ser mais compreensivas umas com as outras, ao contrário de rivalizar pra ver quem é/fez melhor.
          Bjs

          1. Juliana

            15 de janeiro de 2014 at 21:42

            Desde que meu filho nasceu…fiz várias escolhas…voltei trabalhar quando ele tinha 6 meses por meio período, quando ele completou 1 ano, escolhi parar…fiquei um ano em casa, voltei em outro emprego quando ele completou 2 anos, trabalhei 1 ano e 6 meses e parei quando ele pegou pneumonia, pedi a conta pois nem acordo fizeram. estou a 8 meses em casa, por decisão minha e do meu marido. Eu digo para vcs o seguinte: passei e estou vivendo essa experiência de ser dona de casa, mãe e Esposa e não funcionária, como sempre trabalhei fora, nessas idas e vindas de casa e trabalho fora, posso dizer se vc tem condições e seu marido te apoia vale a pena ficar um tempo com seus filhos….esse tempo pode ser determinado pela sua vontade e pela sua necessidade. se precisa trabalhar ai é outra situação, mas se não….vale á pena. já estou projetando metas de estudar, quando ele for para escolinha 1/2 período e talvez volte a trabalhar…mas esse tempo que estou com ele tem sido muito bom mesmo, vale à pena se você pode!!! Beijos à todas e não se sintam culpadas para tudo tem solução! Deus abençõe Vcs!!!!

          2. Iza Garcia

            20 de janeiro de 2014 at 10:56

            Obrigada pela visita ao Roteiro Baby e por compartilhar sua experiência com outras mães, Juliana!
            Beijos!

  7. Paula

    17 de abril de 2013 at 18:32

    O engraçado (para não dizer triste) é que se trabalhamos ouvimos as coisas que você descreveu, senão trabalhamos ouvimos outras, resumindo: as pessoas estão sempre se metendo e JULGANDO a vida do outro. Cada um sabe da sua vida, do que é melhor para seus filhos, simples assim. Passei pelas duas situações. Com minha primeira filha continuei trabalhando e ela sempre ficou em creche/escola integral. Precisava trabalhar, queria trabalhar e sentia sim por não estar mais tempo com ela, mas nossos momentos juntas sempre foram ótimos. Com a chegada da segunda filha a coisa mudou, meu trabalho não me dava o mesmo prazer ( era o mesmo emprego, trabalhei por 8 anos), eu ficava muito cansada tentando ser a melhor mãe para as duas, o papel de esposa ficou bem de lado e as coisas pessoais não existiam ( saídas, vaidade, amigas). Ainda tentei por 5 meses pra ver se conseguia conciliar, as duas em escola e eu trabalhando 8 horas, as vezes mais. Complemento com o fato de não ter nenhum parente que posso contar morando aqui e o fato de ter que trabalhar em casa para alguma demanda a noite ou em finais de semana. Também tem o custo de duas escolas aqui em Brasília, bem caro. Bom, marido foi promovido e , juntando com tudo que descrevi, pude escolher ficar em casa (não sei até quando) com minhas filhas. Decisão tomada e eu muito feliz desde dezembro com elas ( a mais velha ficou meio período, só pra constar. ) Desculpe o tamanho que ficou mas só quis mostrar que existem MUITOS PONTOS envolvidos quando tomamos a decisão de continuar ou deixar o trabalho, e o que realmente importa é sermos felizes com NOSSAS ESCOLHAS. Gente querendo que elas deem errado sempre vai existir, infelizmente. Bjo e parabéns pelo blog.

  8. Karina Muniz

    17 de abril de 2013 at 19:00

    Post perfeito! Engraçado, e toca numa ferida de muitas mamães. Vou gravar algumas respostas para responder na lata para essas pessoas sem noção… as melhores: “não tem jeito mesmo de vc pagar as minhas contas?” e “Eu tb sou mãe em tempo integral, ué” kkkkkkkkkkk
    Também trabalho fora e gosto muito, não conseguiria deixar de trabalhar, para mim é questão de manter minha sanidade mental, juro. Agora, me acho privilegiada porque juntei licença maternidade, recesso judiciário e férias e fiquei quase 8 meses cuidando da minha filha, sem babá (no começo porque queria, depois porque não achei). Quando voltei, a minha chefe me pedir para mudar meu turno para a tarde, negociando consegui começar às 12h e sair às 19h. Então as manhãs são com a minha filhota! Mesmo assim ouço críticas porque tive que colocá-la na creche nesse período (ela só tem 9 meses). Adoraria que ela estivesse em casa, mas não tive opção! E sim, ela tem duas vovós, mas não quero que estar com a neta seja uma obrigação, tem que ser por prazer…enfim!

  9. Karla

    17 de abril de 2013 at 21:43

    Meninas, esse assunto é realmente muito delicado. Eu deixei de trabalhar por causa do nascimento das minhas filhas e também tenho várias críticas por causa da minha opção. Exemplo são as perguntas clássica: você abriu mão da sua vida por causa das suas filhas??? Ou… Como você consegue viver às custas do seu marido?? Tão desagradáveis e agressivas quanto as feitas às mães que trabalham. Isso me faz concluir que a sociedade sempre espera alguma atitude diferente daquela que tomamos. Portanto, vamos viver felizes nossas vidas e criar nossos filhos com amor e rezar para as pessoas que nos criticam, rs…
    Sempre penso em Camões nessas horas: ” tudo vale a pena, se a alma não é pequena”…
    Bjs

  10. Soraya Gutierrez

    18 de abril de 2013 at 01:22

    Conheço senhoras que pararam de trabalhar para dedicação exclusiva à família. Hoje, 30 anos depois delas terem tomado esta decisão, e sem terem voltado ao mercado de trabalho, retomado suas carreiras e sua independência, e principalmente depois dos filhos se casarem, muitas me confessaram um certo arrependimento nesta decisão… Eu sou da opinião de que somos mÃes, mas também somos profissionais, esposas e acima de tudo mulheres com nossos próprios anseios e busca pela realização, seja ela qual for e onde estiver, afinal, o que vale é nos sentirmos completas e realizadas para sermos felizes!!

    1. Karla

      22 de abril de 2013 at 23:02

      Soraia, sempre haverá pessoas que se “arrependeram” de algo na vida.
      A minha mãe parou de trabalhar para cuidar dos filhos e foi o meu maior incentivo a fazer o mesmo, porque vi o quanto foi maravilhoso para todos nós (9 filhos) a presença constante dela.
      Acho que devemos traçar os caminhos de vida que nos satisfaça mais como pessoas, seja no trabalho fora ou em casa. Eu era uma advogada com a carreira estabilizada e não me realizava assim. Hoje, com as minhas pequenas, sou plena! O importante é ser feliz e isso refletir na educação dos filhos.

      1. Soraya Gutierrez

        23 de abril de 2013 at 18:41

        É isso mesmo, eu concordo com vc Karla – devemos buscar nossa realização. Sem dúvida para os filhos, ter uma mãe acima de tudo feliz é fator decisivo inclusive para a formação dele como pessoa e compreensão do mundo, né? bjs!

  11. Rosana O.

    19 de abril de 2013 at 18:51

    Olá Meninas!

    O post da Iza dá o recado perfeitamente, E lendo os comentários pensei no termo “mãe em tempo integral”. Nunca pensei que o fato de trabalhar fora me transformasse em uma mãe meio período, até porque, a menos que você resolva realmente terceirizar a criação de seu filho, você nunca será mãe meio período ou qualquer coisa parecida. Isto não existe.
    Para a grane maioria das mulheres mães, trabalhar fora não é uma opção, é “a” opção. Muitas mulheres não podem contar com o apoio da família, então a creche ou a vizinha que olha é a unica opção. E muitas vezes, o que nós chamamos de realização profissional é apenas sobrevivência.
    Acho toda essa pressão injusta. Se você escolheu ser mãe e quer e dedicar totalmente ao seu filho no primeiro ano e isso é possível, ótimo. Se isso não é possível não sofra pela cobrança de quem não está na sua pele.
    Sempre trabalhei fora, cheguei a trabalhar uma ano longe de casa, e embora a saudade fosse enorme, meus filhos, que eram pequenos, não me acharam a pior do mundo. ficamos muito próximos. Hoje os três são adolescentes e quando chego em casa, ou quando eles vão chegando e eu já estou, o ponto de encontro é meu quarto.
    Posso ter perdido algumas coisas, não vi muitos tombos pessoalmente e nem sempre vi o dente de leite cair. Mas estou sempre perto e o principal, eles sabem sempre onde estou.

    1. Iza Garcia

      23 de abril de 2013 at 10:06

      Obrigada pelo comentário cheio de verdade, Rosana!
      Boa sorte, bom trabalho!
      Beijos
      Iza

  12. Carol

    24 de abril de 2013 at 15:27

    PAREI DE TRABALHAR DE TANTO OUVIR COISAS ASSIM, AGORA QUEM PAGA A CONTA?

  13. Stefanie

    4 de setembro de 2013 at 19:48

    Adorei as respostas da Iza!!! Ainda estou no início da gravidez, então ninguém abordou ainda estas questões, mas certamente este dia vai chegar… como funcionária pública nem cogito a possibilidade de parar de trabalhar, por mais que imagine o quanto seja difícil o tempo longe da criança, mas creio deixar um emprego também não seja nada fácil.
    Como minha mãe trabalho fora desde que me entendo por gente, e ainda tenho dois irmãos mais novos, não tenho preocupação em não “criar” meu filho, pois além de termos sido super bem criados, temos um orgulho enorme da trajetória profissional da minha mãe.
    O mais importante foi dito, a qualidade do tempo que você passa com seu filho faz toda a diferença.

    1. Iza Garcia

      5 de setembro de 2013 at 09:26

      Que bom que gostou, Stefanie. Sua opinião é muito importante pra nós!
      Obrigada por sua visitinha e boa sorte aí com o (a) filhote!
      Beijos
      Iza

  14. Claudia Rezende

    20 de setembro de 2013 at 18:01

    Oi! Sou nova por aqui! Eu encontrei este blog por causa do título do artigo, por incrível que pareça tenho um blog para mães que gostaria de ficar em casa com os filhos e ter uma atividade profissional em casa, seja um negócio próprio ou trabalho estilo home office.
    Gostei muito do artigo e expressa muito bem o drama do questionamentos que as mães que trabalham fora passam. Muitas mulheres ficam ressentidas com o título do meu blog ” mães que trabalham em casa” pensando ser uma critica às mães que trabalham fora, exatamente por acabar existindo um desconforto disfarçado entre as mães que ficam em casa com os filhos e as que trabalham fora. Na verdade o meu blog foi criado para apoiar as que desejam ficar em casa mas precisam ou gostaria de ter uma renda e não para criticar as que trabalham fora. Depois gostaria de deixar o meu link com sua permissão. Foi um prazer conhecer o blog! Amo esta com outras mães! Conto com sua visita! beijos!

    1. Iza Garcia

      23 de setembro de 2013 at 10:23

      Obrigada pela visitinha, Claudia
      Parabéns pelo seu blog.
      Beijos
      Iza

      1. Claudia Rezende

        23 de setembro de 2013 at 18:40

        Oi Iza,
        Gostaria de deixar o meu link caso alguma mamãe tenha o interesse de encontrar um trabalho ou oportunidade de negócio em casa.
        Desde já agradecida.
        Beijos!
        Claudia Rezende
        http://maesquetrabalhamemcasa.com/

  15. Gabriela

    5 de junho de 2014 at 17:01

    Sou estrangeira casada com brasileiro. Desde que o primeiro dos meus tres filhos, hoje com 3 anos, nasceu, passei de trabalhar tempo completo (na verdade, mais de 12 horas diarias) num organismo internacional para cuidar de uma gravidez de risco. Quando ele nasceu, recebi um convite para trabalhar em tempo parcial numa universidade pois tinha conseguido defender o meu doutorado no sexto mes de gravidez. Tinha 36 anos e esperei tudo esse tempo para poder me permitir o luxo de ter uma carreira estabelecida que me permitisse trabalhar desde casa, meio periodo, e curtir / aproveitar desse tempo unico que sao os primeiros anos dos nosssos filhos. Tive o meu segundo fiho com 38 anos e agora o terceiro, com 40. So a partir do segundo contratei uma auxiliar para me ajudar com a casa. Muitas – mais muitas – pesquisas comprovam correlacoes positivas entre criancas que recebem a comida, banho (coisas bem simples mesmo) dos pais e IQ. Mesma coisa com a amamentacao ate 1 ou 2 ou mais anos de vida (que so pode fazer, acho, quem trabalha desde casa mesmo). Sou feliz com a minha escolha e desejaria que todas as maes tivessem a chance de manter a sua vida profissional sem abrir mao do dia a dia dos filhos (vida profissional tao necessaria para manter a minha identidade, ja que eu sempre trabalhei fora de casa, desde os 16 anos). So nao concordo com um ponto do post que estamos debatendo: nao deve se contrapor “mae que trabalha” com mae que fica em casa. Mae que fica em casa trabalha, e garanto que MUITO MAIS MESMO, que mae que fica em casa cuidando dos filhos, casa, contas, parquinhos, medicos, atividades extra, e, como no meu caso, ainda trabalha profissionalmente e contribuir com o orcamento familiar. Devemos dizer: mae que trabalha FORA e mae que trabalha em casa (com ou sem emprego em tempo parcial). Trabalhei sem filhos em organismos internacionais, em empresas privadas, no governo, na universiade, sempre com longos expedientes, e juro que nada se compara ao esforco de cuidar de tres filhotes super energicos, felizes, e demandantes!) Beijos a todas! – e perdao pela falta de acentos, estou num computador sem acentos no teclado!)

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