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Natação “ninja” para bebês

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Está correndo pelas redes sociais o vídeo do método Infant Swim Self Rescue – ISR (Natação Infantil de Auto-Salvamento, em tradução livre), e ele é IMPRESSIONANTE. No vídeo, um pai sai de casa cheio de coisas nas mãos e esquece a porta aberta. Logo depois, seu filho, um bebê de menos de um ano, sai de casa e vai em direção à piscina. Ele cai, mas em questão de segundos emerge da água rolando e conseguindo boiar, quando então começa a chorar chamando por alguém.  Vejam:

É ou não é impressionante?

As técnicas de auto-salvamento aquático da  ISR são resultado de mais de 40 anos de pesquisa e desenvolvimento, e são focadas nos estágios de desenvolvimento da criança. A preparação de cada lição da ISR é personalizada de acordo com as habilidades de seu filho na água.

As aulas do método têm duração de 10 minutos, e acontecem de segunda a sexta feira, por um período de 4 a 6 semanas. O curso é dividido por etapas, a saber:

Crianças 6- 12 meses

Seu filho será gentilmente introduzido na água pelo seu instrutor. Como cada criança reage de forma diferente, o instrutor irá trabalhar com o seu filho para guiá-lo através do processo das aulas para construir um nível de confiança e conforto na água. Uma vez instituído este sistema, a criança começa a aprender o auto-salvamento.

Girar o corpo e flutuar

Pense em como seu filho aprendeu a rolar o corpo a partir do estômago para trás desde bebê.

Uma criança de 6-12 meses vai aprender:

o   Prender a respiração debaixo d’água

o   Virar o corpo de barriga para cima

o   Flutuar na água, sozinho, até que chegue ajuda/resgate.

o   Executar essas habilidades de  auto-salvamento aquático, primeiro em uma fralda de natação, em seguida, totalmente vestidos.

Durante as aulas ISR, o instrutor vai colocar o rostinho da criança para baixo, na água, e ajudá-la a aprender a girar o corpo para flutuar. Seu filho nunca permanecerá voltado para baixo por mais de alguns segundos, e seu instrutor está sempre ao lado de seu filho.

Crianças de 12meses – 6anos:

Você já viu isso antes, seu filho anda direto à borda da piscina, pronto para saltar, independente de você estar lá para pegá-lo. Sua confiança está além de suas habilidades. O treinamento da ISR, para crianças entre 1 e 6 anos de idade usa sua confiança para ajudá-los a adquirir competências e habilidades para auto-salvamento.

O instrutor ISR irá trabalhar com as habilidades iniciais do seu filho para ajudá-la a ganhar competência e confiança em torno da água. ISR tem uma paixão profunda pela segurança em água e não vai fazer seu filho exceder esta confiança ou criar qualquer tipo de medo, mas vai educar seus filhos e ensiná-los um ter um respeito saudável pela água.

Nadar-Flutuar-Nadar

Crianças com mais de 1 ano aprenderão as seguintes sequências durante as aulas de auto-salvamento da ISR:

o   Prender a respiração debaixo d’água

o   “Nadar” com a cabeça para baixo

o   Girar o corpo para flutuar, descansar e respirar

o   Girar o corpo novamente de volta para retomar a nadar até chegar à borda da piscina, escada,ou para ser resgatado por um adulto

o   Executar essas habilidades de  auto-salvamento aquático, primeiro em uma fralda de natação, em seguida, totalmente vestidos.

Com essas habilidades, seu filho será capaz de nadar de forma independente e aprender a movimentar-se em seu próprio ritmo para chegar até um ponto seguro como a borda da piscina ou às margens de uma lagoa ou rio.

Hoje existem mais de  400 instrutores certificados pela ISR em todo o mundo –  inclusive no Brasil . Infelizmente, de acordo com o site oficial, nenhum em Brasília – professores de natação, olhem aí! Isso é um nicho de mercado riquíssimo, fica a dica!

[Fonte: Infant Swim Resource e ISR-Brasil]

28 Comentários

  1. Bianca Damiani

    15 de março de 2013 at 11:14

    Muito impressionante, achei ótimo.
    Colca essa matéria mo facebook pra gente compartilhar.

  2. Gabi Sallit

    15 de março de 2013 at 12:51

    Ofereceram o método aqui em BH. Fiquei tentada, mas, para um treinamento de 4 a 6 semanas, 10 minutos por dia, o preço era R$1000,00… Como eu não conhecia ninguém que tinha feito e ia morrer de aflição de ver o João sendo jogado na água, não fiz!

    1. Mari Oliveira

      15 de março de 2013 at 16:09

      Gabi,
      era R$1.000 o curso todo? Ou R$1.000 por cada semana?
      Bom, independente, é uma quantia considerável, né?
      Mas sei lá, depois de ver esse vídeo… Sério, eu o achei a coisa mais impressionante que vi nos últimos dias! Se realmente fosse eficaz e desse à minha filha a habilidade de sobreviver na água, eu acho que eu faria um furinho a mais no cinto.
      Aqui em Brasília não tem, e eu fiquei louca de curiosidade de conhecer alguma escolinha de natação brasileira que ofereça o método.

      1. Gabi Sallit

        15 de março de 2013 at 16:58

        Mari, penso EXATAMENTE como você, mas queria conhecer “alguém” sabe.
        Aqui não é uma escola, era um curso avulso. Tenho o contato da moça, posso te enviar! Quem sabe vc monta uma turma aí!

        O e-mail é dursojcruz@hotmail.com.
        Conta tudo depois! 😉

      2. Rose

        1 de novembro de 2013 at 22:12

        Olá Mari, já faz algum tempo que você postou sobre a técnica da ISR e realmente não tinha em Brasília. A boa notícia é que agora vai ter! Meu marido é instrutor certificado pela ISR, voltou recentemente dos Estados Unidos, onde obteve a sua formação. Está, no momento, definindo o local onde treinar as crianças e deve iniciar em breve. Se tiver interesse, meu marido tem total disponibilidade para prestar os esclarecimentos. Beijo.

        1. Renata

          28 de novembro de 2013 at 13:57

          Que interessante Rose. Tem como ele me enviar um email dizendo o local quando tiverem definido em brasília? Tenho interesse em conhecer.
          Obrigada!

          1. Rose

            29 de novembro de 2013 at 07:12

            Oi Renata, fico feliz que tenha interesse. Tem sim, mas aqui não visualizo o seu endereço eletrônico. Você pode informá-lo? Ou, se preferir, acesse o site http://www.isrbrasilia.com e preencha seus dados na aba contato para que ele possa entrar em contato com você. Abraço. Rose
            Obs.: tem comentário dele aqui, neste página, mais abaixo.

  3. Stephanie Sallateo

    18 de março de 2013 at 21:33

    Descobri seu blog por acaso bisbilhotando blogs nacionais que falam sobre as delícias da maternidade. Também tenho um blog que aborda o tema e tenho achado bem difícil encontrar blogs de mamães que escrevam naturalmente sem parecer dica de especialista. Fiquei impressionada com essa técnica! Acabei de me tornar mamãe de primeira viagem, há 3 semanas pra ser mais exata, e um dos nossos planos é cercar a piscina que fica em frente a sala. Sem dúvidas irei entrar em contato com uma das instrutoras e colocar a Alice pra aprender essa técnica assim que tiver idade pra isso. Independente de haver ou não uma popularização do curso, acho que é um investimento totalmente válido!
    Adorei o post, a informação e o blog! Bjo bjo.

    1. Mari Oliveira

      19 de março de 2013 at 11:27

      Oi Stephanie, obrigada!
      Qual é o seu blog? Vc não colocou o endereço dele!

      Eu fiz a mesma coisa na minha casa: gradeei a piscina toda. Vou te dar uma dica de como foi que eu fiz: a grade lá em casa é feita em “módulos”, e esses módulos ficam enterrados no chão. Para abrir, precisamos desenterrá-los do chão, ou seja, nenhuma criança tem força pra fazer isso. Achamos que um portãozinho ainda seria inseguro, pois a Júlia poderia aprender a abrir. Se quiser, te mando algumas fotos da grade lá de casa por email.

      Bjs!

      1. Stephanie Salateo

        2 de abril de 2013 at 12:42

        Oi Mari, na verdade eu coloquei o link do blog e ficou “linkado” no meu nome, de qqr forma é salateo.com.br ;D
        Achei interessante a ideia desses módulos, minha mãe viu não sei onde uma capa super segura pra piscina e que é fácil, para adultos, para abrir e fechar, pq capa em piscina é sempre um saco. Ela não sabe bem o nome da capa, estamos pesquisando depois veremos qual será a melhor opção, a capa ou cercar a piscina. Onde você achou esses módulos? Fiquei curiosa.
        bjo bjo

      2. Mari Oliveira

        2 de abril de 2013 at 15:29

        Oi Stephanie,
        mandei fazer com serralheiro!
        Vou tirar umas fotos para te mandar!
        Abçs!

    2. Rose

      1 de novembro de 2013 at 22:21

      Oi Stephanie, não sei se você também é do DF, mas queria dar a notícia que a técnica da ISR agora terá em Brasília. Beijo.

      1. Mari Oliveira

        2 de novembro de 2013 at 03:32

        Que interessante, Rose! Obrigada pelo feedback. Onde seu marido vai trabalhar?

        1. Rose

          9 de novembro de 2013 at 21:46

          Mari, segue o site no qual poderá obter mais informações: http://www.isrbrasilia.com/

  4. Prof. Airton

    19 de março de 2013 at 04:42

    Para quem visualiza o video parecer ser a melhor técnica do mundo mas, infelizmente é uma método que vem causando alguns traumas em crianças, principalmente com a idade um pouco mais avançada. Mude o seu entendimento/vontade e ações podem ser expressados, quero deixar bem claro que não sou contra mas, podemos ensinar de uma forma lúdica a criança que é bem mais saudável. So pra finalizar imagine você mamãe e papai sendo colocados em uma piscina sem poder fazer nada além de chorar, “lembrando que você não sabe nadar” para sobreviver! Imaginem a sensação de afogamento no limite!
    Pensem nisso!
    Qualquer dúvida estou a disposição, segue abaixo o meu contato!
    Airton Silva
    Prof./Personal trainer
    (61) 7818-3286

    1. Mari Oliveira

      19 de março de 2013 at 12:22

      Oi Airton,
      obrigada por sua contribuição. É sempre bom mesmo conhecer o outro lado de tudo.
      Você é habilitado para ensinar esta técnica?

      1. Prof. Airton

        20 de março de 2013 at 01:57

        Oi Mari,
        Não sou habilitado mas conheço um pouco sobre esta técnica, algumas pessoas podem até achar que é uma coisa nova, mas esta técnica já esta no mercado a um bom tempo. Não trabalho com ela pois não condiz com os meus padrões de aula. Trabalho em uma das maiores e mais conceituadas academias de BSB e alguns pais tem me perguntado sobre este método, mais por conta do vídeo mas quando entramos a fundo na técnica, 98% dos pais querem ou desejam introduzir a técnica nos seus filho. Devo reconhecer que realmente na minha opinião é uma excelente tecnica, mas que no meu ponto de vista deve obter algumas modificações para se encaixar melhor ao perfil do nosso país, pois ela é uma tecnica estrangeira, de um lugar onde não se tem como base o “aprender” brincando, nem a questão lúdica. Respondendo um pouco mais sua pergunta eu trabalho com natação para crianças com a faixa etária a partir dos 3 meses.

        1. Prof. Airton

          20 de março de 2013 at 01:59

          98% dos pais NÃO QUEREM!
          Desculpe os erros… Ipad!

        2. Mari Oliveira

          20 de março de 2013 at 11:01

          Oi prof. Airton,
          obrigada pelo debate! Tô gostando muito de ver “o outro lado” desta técnica. Mas, é aquele negócio: pelo vídeo, pelas informações do site, e pelo nome da técnica já tinha dado pra perceber que este não é um curso de natação como conhecemos, é um curso de sobrevivência na água: por isso é rápido, por isso não é lúdico, por isso é, digamos, “abrupto”. Se eu acho que a natação é um esporte pra vida toda? Sim, acho, pratiquei desde pequena por ser asmática e quero minha filha nadando também (já que ela tem um grande potencial alérgico herdado de mim, acho que a natação seria um esporte ideal para ela). Mas ainda assim gostaria de conhecer alguém que aplicasse essa técnica em Brasília… É um curso de sobrevivência na água, acho super útil!

          Abçs!

          1. Alexandre

            11 de novembro de 2013 at 13:13

            Olá.

            Faz bastante tempo que estes posts foram escritos, mas gostaria de fazer algumas ponderações. Apenas fatos agora, sem opiniões subjetivas:

            – No Brasil a principal causa de morte acidental em crianças de 1 a 4 anos de idade é afogamento, incluindo de crianças que sabiam nadar. Por mais que os pais achem que nunca vai acontecer nada com seus filhos, basta um minuto de descuido.
            – As técnicas ISR exitem desde 1966 nos Estados Unidos e chegaram no Brasil em 2010. Hoje são ministradas por 6 instrutores, em SP, RJ, SC, MG e no DF. Até hoje, no mundo, são mais de 260.000 crianças formadas, mais 7.500.000 de aulas ministradas sem incidentes, mais de 800 casos documentados de crianças que se salvaram com o uso das habilidades aprendidas.
            – Até o momento é de ZERO o número de casos de crianças que tenham se afogado após passarem pelo treinamento.
            – Apenas nos Estados Unidos há mais de 20 mil crianças inscritas no treinamento, mas esperando na fila pois não há instrutores suficientes. A aprovação é maciça.
            – Não há como comparar o rigor dos órgãos de regulamentação e fiscalização dos Estados Unidos com os do Brasil, infelizmente. Os deles são muito mais rigorosos e o ISR é, de longe, o mais respeitado, reconhecido, seguro e efetivo na área de ensino de nado de sobrevivência para crianças.
            – As técnicas ISR, se ministradas por instrutores CERTIFICADOS e CAPACITADOS, não induzem a qualquer trauma, muito pelo contrário. É comprovado, por testemunhos de pais ao longo de mais de 45 anos, que a auto-confiança que elas desenvolvem com o curso passam a demonstrar em outros aspectos comportamentais da vida delas.
            – As aulas não são “abruptas”. O ensino é propositalmente lento e gradativo e cada situação é apresentada à criança da forma mais confortável possível, sempre com muita segurança. Evita-se ao máximo expor o aluno a situações totalmente novas o que pode causar um vínculo emocional negativo ao que aprendeu. Os exercícios são preparados de forma que o aluno tenha sucesso na execução SEMPRE, assim ele não se frusta e tem orgulho de si mesmo a cada performance.
            – Antes de iniciar o treinamento é feita uma análise de todo o histórico médico e comportamental da criança. Com base nessa avaliação são determinados os pré-requisitos , se houver, para que a mesma participe do treinamento com o máximo de segurança.
            – Durante o treinamento, com auxílio dos pais é feito um acompanhamento 24×7 da rotina da criança, para garantir que as aulas não estão causando qualquer interferência negativa. Qualquer alteração é levada em consideração para readequação das aulas ou até suspensão temporária do treinamento.
            – As aulas são individuais, diárias, de apenas 10 minutos cada e o que é ensinado em cada uma depende do perfil do aluno e das suas correntes habilidades e condição física/saúde. Durante cada aula o instrutor obedece obrigatoriamente a vários protocolos de segurança, entre os quais é verificado o nível de fadiga térmica da criança e o nível de distensão abdominal. Qualquer risco mínimo leva ao encerramento imediato daquela aula em particular, mesmo que antes dos 10 minutos.
            – As crianças não são jogadas ou largadas na água. Elas NUNCA são expostas propositalmente a situações de risco. Conforme elas desenvolvem as habilidades, são oferecidas a elas oportunidades de demonstrarem o que sabem, e elas demonstram claramente o orgulho em conseguir executar as performances, sempre incentivadas corretamente pelos pais e instrutor.
            – No fim do treinamento, após elas já dominarem totalmente as habilidades de sobrevivência, elas praticam com roupas e simulando diversas situações reais pelas quais podem passar se caírem na água sozinhas. O ambiente é controlado e o instrutor está perto e atento. Novamente, elas não são colocadas em risco, mas precisam mostrar que sabem o que fazer se estiverem sozinhas.

            Agora minha opinião pessoal. O curso ISR não é melhor nem pior que aulas de natação tradicionais, infantis ou não. Ele é diferente e único, principalmente se forem considerados os fatores de segurança da criança. O objetivo é que a criança tenha uma chance de sobreviver caso caia na água sem supervisão. O que elas aprendem se torna um comportamento automático quase reflexo, para que elas não entrem em pânico. Saber apenas nadar não vai garantir que elas não entrem em pânico numa emergência. Mesmo sendo um treinamento focado em habilidades de sobrevivência, a maioria absoluta dos alunos se diverte muito, principalmente a partir da metade do curso, quando ela já aprendeu o básico e começa a aperfeiçoar os comportamentos.

            Ouço muito falar em ensino lúdico, que é o termo da moda hoje em dia. Há várias formas de se interpretar isso e, diferentemente do que é afirmado em vários posts, o ensino do ISR tem também componentes lúdicos. Mas o foco, novamente, não é a brincadeira simplesmente. Se uma criança cair na água, vestida, fria, sem supervisão, não haverá nenhum treinador lá para dar segurança a ela de forma lúdica. Ela vai ter que se virar sozinha. Vai, sim, ter que chorar para alguém ouvir e vai ter que ficar assim pelo tempo que for necessário. Pode parecer duro falar dessa forma, mas queremos que a criança se salve.

            Eu sou instrutor certificado ISR, vou começar a dar aulas em Brasília em novembro de 2013 e estou à disposição para qualquer esclarecimento.

            Abraços.

    2. Alexandre Paiva

      30 de janeiro de 2014 at 10:20

      Bom dia.

      Eu gostaria de propor uma outra reflexão. Imagine você com 6 meses de vida, quando acabou de desenvolver a capacidade de engatinhar. Desde os 3 meses de idade você vem sendo ensinado a confiar e se sentir bem no ambiente aquático, tendo sempre a presença dos pais ou do “tio”, apoio e suporte deles ou boias e não precisa se preocupar com nada, porque, quando necessário, mãos mágicas aparecem do nada e te tiram da água para você respirar (é exatamente assim que uma criança relaciona as coisas). Para você, a piscina é um lugar legal, de brincadeiras, onde sua mãe e pais sempre estão, para te dar amor, carinho, diversão e ajuda. Então, um belo dia, você está sozinho na sala ou na casa de alguém, não vê seus pais por perto, mas vê a piscina lá fora. É aquele lugar mágico, feliz e seguro, onde você aprendeu ludicamente, brincando, que seus pais estão. Eles devem estar na piscina. Então você engatinha e cai na água, mas não vê seus pais lá. Não tem problema, porque você aprendeu por experiência que uma mão mágica vai aparecer quando você ficar sem ar, certo? Errado. E você não sabe o que fazer. Não sabe ir pra superfície, boiar, não sabe nadar e, submerso, ninguém te ouve chorar.

      Pais, imaginem o desespero de uma criança nessa situação. Sei que é duro falar desse jeito. Eu também sou pai e tenho piscina em casa. Água não é ambiente seguro para crianças em nenhuma idade, sabendo nadar ou não. Não importa o quão felizes nós ficamos por ver que nossos filhos adoram a água e como eles gostam de brincar lá. No mundo perfeito, sem acidentes, seria fantático. No mundo real, onde a gente não tem controle sobre tudo e todos, não. Aulas de natação de sobrevivência infantil não previnem acidentes e não substituem supervisão constante nem proteção no acesso às áreas de risco de afogamento. Elas servem apenas para dar uma chance à criança, em uma situação hipotética de emergência que nós desejemos que nunca ocorra. O aprendizado da criança é resultado de experiências de interação física com o ambiente, o que se chama de aprendizado senso motor. Em conjunto com o aprendizado emocional e condicionamento ativo, as crianças experimentam algo e, dependendo da reação do ambiente e do reforço que recebem, passam a repetir aquele comportamento ou não. Muitos dos métodos de natação infantil largamente praticados no Brasil, como os que colocam os pais sempre com as crianças na água e utilizam boias, foram proibidos nos Estados Unidos há vários anos. Isso porque, comprovadamente, eles agravam o risco de afogamento da criança no caso delas caírem na água sozinhas sem supervisão.

      Pensem nisso.

      Alexandre Paiva
      Instrutor Certificado ISR

      1. Paula

        29 de janeiro de 2015 at 13:39

        Gostaria de saber se alguém conhece algum instrutor da certificado na cidade do Rio de Janeiro.

  5. cintia

    27 de setembro de 2013 at 18:13

    Pelo que tenho lido a respeito, gostei dessa técnica e queria que minha bebê fizesse essas aulas de sobrevivência. Alguém sabe onde tem em São Paulo ou Guarulhos? Bjks!

  6. Rose

    1 de novembro de 2013 at 21:57

    Olá pessoal. Sou mãe de um bebê de 1 ano e 2 meses que iniciou o treinamento nos Estados Unidos com nada mais, nada menos do que o criador da mesma. Conheço muito bem a técnica porque meu marido é instrutor certificado pela ISR para atuar em Brasília e região, o que deve ocorrer a partir deste mês. A técnica não induz trauma, muito pelo contrário. Ela faz com que a criança desenvolva uma enorme confiança em si própria e suas capacidades de sobrevivência na água. Respeito a opinião de professores e instrutores tradicionais mas questiono afirmações categóricas como os 98% de pais que não querem a técnica. Melhor seria que todos se informassem melhor antes de influenciar a opinião dos pais leigos. Nos Estados Unidos há atualmente 20 mil crianças na fila para o treinamento e não há instrutores suficientes. Realmente a cultura brasileira é um pouco diferente o que tem sido levado em consideração pelos instrutores desde que a mesma saiu dos EUA. Essa técnica existe há 40 anos, é continuamente aperfeiçoada e segue padrões de segurança nos padrões americanos. Até hoje não há nenhum caso registrado de criança que tenha passado pelo treinamento e tenha se afogado. Mas há mais de 800 casos registrados de crianças que se salvaram por conta dela. A segurança e o bem estar da criança em primeiro lugar sempre. O objetivo do treinamento é que a criança consiga sobreviver até ser ajudada por terceiros ou sair da água por conta própria no caso de um acidente em que ela caia na piscina, lago sem ninguém ter percebido. A questão principal não é desempenho e diversão mas sobrevivência. Os comportamentos se tornam reflexo e ela sabe o que fazer. Ainda assim, a maioria das crianças começa a se divertir muito, assim que aprende as técnicas básicas e começa a confiar em si mesma. A participação da família é essencial e ela também passa por um treinamento paralelo já que o curso para a criança necessariamente exige bastante dos pais e ensina muito a eles. Enfim, quem tiver interesse, podem entrar em contato comigo.

  7. amanda

    24 de maio de 2014 at 19:42

    Adorei a matéria quetia saber se alguem sabe se tem em campo grande Ms se alguém souber me avisa…Obrigado.

  8. Alexandre Paiva

    25 de maio de 2014 at 11:59

    Amanda boa tarde.

    Ainda não há instrutores em Campo Grande.
    No link a seguir você verifica essa informação.
    http://www.infantswim.com/instructor-locator.html?searchby=intl

    Atenciosamente.

    Alexandre Paiva
    Instrutor Certificado ISR
    http://www.isrbrasilia.com

  9. Flávia

    29 de agosto de 2014 at 08:48

    Olá!
    Moro em SP (Granja Julieta) e gostaria de saber onde tem esse curso. Alguém sabe?
    Obrigada
    Flávia

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