Há tempos quero escrever este post… Mas só hoje, depois da Bruna ter mais um sonho daqueles que me fazem ter certeza de que “eu amo compartilhar a cama com ela”  é que me lembrei de vir aqui, dizer isso pra vocês.

Explico: nessa noite, ela teve um sono agitado, mas em um certo momento, ainda dormindo, deu muitas gargalhadinhas fofas… E disse “mamãe” muitas vezes… Indicando que estava sonhando comigo e feliz com isso! Ai ai… E essa é uma daquelas horas que “faz tudo valer a pena”. Os chutes, a distância do marido, as dores de coluna e o cansaço por dormir meio mal e tal.

Mas é preciso explicar mais uma coisa. Inicialmente, eu não aderi a essa prática por opção ou convicção – mas foi por tudo isso que a mantive. Foi um acidente… E, depois que estava feito, eu encaro a coisa como “fazer do limão uma limonada”.

É que Bruna já dormia muito bem desde os 7 meses, de 21 horas até umas 6, quando mamava e voltava a dormir até 9 da manhã. Só que +- aos 7 meses, 4 dentes nasceram de uma vez só e, para piorar, ela pegou uma virosezinha. As noites ficaram bem cansativas e eu trouxe Bruna para minha cama ciente de aquilo podia significar “por muito tempo”, mas acreditando (sei lá porque), que ela poderia dormir comigo uma semana e depois voltar para o berço no quarto dela (que nesses dias difíceis parece ficar a quilômetros de distância de mim).

Batata! Esse é um dos muitos exemplos que tenho de que “ser mãe é um eterno cuspir pra cima”! Eu, que achava isso errado (o porquê eu nem lembro mais! Rs!), que achava que não ia fazer nunca, que concordava e temia o ensinamento da Tracy Hogg , que diz “comece do jeito que pretende continuar”… logo eu, me vi ali, dormindo com a filha na minha cama, entre mim e o marido, dos 7 meses até hoje #aos2.

E desde então, eu passei a procurar justificativas (para mim mesma, claro!) de que aquilo é bom pra nós (para nossa família)… E garanto: eu amo ter a Bruna na minha cama, todas as noites e estou certa de que isso não é um problema que deva ser evitado com tanto temor como é comum entre seguidoras das técnicas para o bebê dormir a noite toda e logo.

Também não estou aqui indicando a prática. Eu nem tenho tantos argumentos para convencer alguém a fazer ou deixar de fazer. Mas, para quem se vê nessa situação ou para quem está em dúvida sobre compartilhar ou não a cama, eu afirmo: vai sem medo! É delicioso e vale a pena.

Tem dias difíceis, claro – aliás, como tudo na maternidade, como tudo na vida! Não é nada agradável acordar de hora em hora com um chute nas costelas, no pescoço ou rosto… Também não é maravilhoso acordar numa poça de xixi porque a fralda vazou. Nem é excelente para o casamento ter uma mini intrusa entre papai e mamãe.  Mas, sinceramente, pra todos esses probleminhas existe solução e eles não pesam mais (pelo menos pra mim e meu marido) do que o sossego que a vinda da Bruna para meu quarto significa.

10 RAZÕES PARA COMPARTILHAR A CAMA COM A CRIANÇA:

– apesar de dormir meio mal com medo de machucar a criança ou porque ela se mexe demais, é menos cansativo que se levantar de madrugada para ver o que rola no quarto da criança ou para atender a algum pedido ou necessidade dela.

– é muito gratificante estar pertinho quando ela tem um sonho bom.

– é muito gratificante estar pertinho e poder confortá-la imediatamente quando ela tem um sonho ruim.

– é mais barato que montar um quarto de menina, com mini cama e tal, logo que a criança sai do berço.

– a certeza do bem-estar da criança que está próxima permite que os pais adormeçam profundamente (nem que seja nos intervalos de cada chute!)

– a criança dorme melhor porque se sente segura e protegida próxima dos pais.

– é um incentivo para o pai participar mais das necessidades da criança.

pesquisas comprovam que crianças que dormem em cama/quarto compartilhado tendem a ser – vejam só – MENOS medrosas e MAIS independentes do que aquelas que dormem sozinhas. Parte da explicação desse paradoxo vem do apego – bebês que dormem com os pais tendem a ser mais apegados às mães, e pesquisas mostraram que crianças que são mais apegadas exploram mais e são mais independentes que aquelas que não têm apego com os pais. Outra razão que associa a cama/quarto compartilhado a independência é que dormir perto do seu bebê gera uma sensação de segurança devido à resposta imediata durante períodos críticos: como eles são imediatamente tocados e confortados quando precisam (e muitas vezes nem chegam a acordar), eles aprendem que o mundo é seguro para eles.

– acordar no final de semana, entre edredon, fraldinha e cheirinho de bebê, ao lado dos amores da sua vida, não tem preço!

– é um método natural de planejamento familiar (risos) já que a criança ali, entre os pais, é uma ótima desculpa para os dias em que o marido está mais animadinho que você! (Quem nunca?! Mais risos!!!)

IMPORTANTE:

Existem regras a respeito de como fazer a cama/quarto compartilhado com segurança. Leia esse artigo para saber mais sobre esse assunto porque apesar de algumas dicas serem óbvias, outras podem surpreender quem deseja compartilhar a cama com segurança.

DICA DE LEITURA:

Dez razões para dormir perto dos seus filhos”, do Blog Maternar Consciente aqui; e texto retirado do livro “Soluções Para Noites sem Sono” aqui.

PEDIDO: E vocês?! Têm dicas sobre esse assunto? Acreditam ou têm exemplos para contar de que “a criança vai dormir com a mãe até 18 anos”?! Se alguém aí tem alguma dica sobre esse assunto, sobre como evitar a cama compartilhada ou sobre como aproveitar melhor essa situação… ou ainda sobre como sair dela quando a criança cresce, por favor, comente nesse post! Sua dica pode ser útil para muitas outras mães!

 

 

 

Autoria de Iza Garcia
"Já quis ser 'médica de criança', pipoqueira e costureira. Cursei inglês, italiano, castelhano, mas só falo português. Fiz Direito e Ciência Política, e curto ser blogueira. Desde 11/10/2010 sou "MÃE DA BRUNA" e realizada ao descobrir algo p/ ser a vida inteira".