Durante a minha gestação, eu duvidava que existisse o tal “instinto materno” (e temia que, caso ele existisse, eu fosse desprovida disso).

Embora muita gente me dissesse que ao ter minha filha nos braços, eu saberia o que fazer e logo aprenderia a melhor forma de cuidar dela, eu só acreditei nisso quando, de fato, aconteceu!

É impressionante como a natureza é perfeita e as coisas funcionam de forma natural e instintiva quando temos um (a) filho (a).

Nesse contexto, aprendemos muito com a personalidade da criança (porque não são todas iguais!), com o que lemos, observamos e com o que nos foi passado, de geração para geração, pela nossa família. Mas, no dia-a-dia da maternagem, também aprendemos a improvisar e inventar coisinhas que facilitam a rotina…

… e, abaixo, estão as dicas que eu e a Mari gostaríamos de ter recebido de alguém, antes mesmo da Bruna e da Júlia nascerem.  São “macetes” que poupam tempo e que funcionaram com nós quatro.

1- Recém-nascido não usa lencinho: como levar algodão molhado dentro da bolsa:

Essa dica eu aprendi com a super babá que a Bruna teve até 7 meses. Trata-se de evitar o uso de lencinhos umedecidos durante os passeios, já que nem todo lugar vai ter água quentinha disponível para molhar o algodão. Para tanto, levávamos algodão molhado dentro de um saquinho zip-lock, que até ficava “quentinho” por estar dentro da bolsa. É claro que é possível levar  algodão + água em uma garrafinha, mas da forma que eu sugiro, evita peso extra dentro da bolsa, que já costuma ser BEM pesada quando o bebê é pequeno.

2- O rolinho só fica no lugar (e funciona!) se ficar embaixo do lençol:

Quando o bebê é RN, é possível colocá-lo no berço dormindo e esperar que ele estará lá no mesmo lugar quando acordar. Mas assim que o bebê começa a crescer a se mexer mais, o tal rolinho que impede que o bebê role no berço e ajuda a mantê-lo de lado, por exemplo, não pára no lugar! O rolinho, no entanto, funciona muito melhor se ficar embaixo do lençol.

3- Evite o disperdício de pomada: coloque a fralda e DEPOIS passe a pomada:

Isso eu faço com a Júlia desde que ela começou a engatinhar: é que desde então, ela não gosta de ficar quieta e a troca de fralda ficou difícil… Eu tento fazer os seguintes passos na velocidade da luz: tiro a fralda suja, limpo, já coloco a outra fralda, e só depois pelas laterais besunto de pomada. Comigo funciona!

4- Fralda de um tamanho durante o dia, e um maior durante a noite:

Essa dica eu recebi num fórum de mães de que participo: a fralda noturna do bebê anda vazando? Use um tamanho maior à noite. Júlia passou um tempão usando fralda M durante o dia, e fralda G para dormir. E foi só quando passei a fazer isso que o xixi parou de vazar à noite (mesmo com fralda noturna, que é mais absorvente, ele vazava).

5- Roupinha extra para o bebê e para a mamãe  na bolsa do bebê:

Porque a gente nunca sabe quando será atingida por uma golfada, jato de xixi ou jato de cocô (sim! acontece!)

6 – Secar as dobrinhas e entre-dedos com cotonete:

É mais fácil (e suave) do que passar a toalha!

7- Quando for fazer o enxoval, não esqueça do clima da sua cidade!

Parece óbvia essa dica, mas nem sempre lembramos disso na hora de comprar o enxoval dos bebês… Além disso, as listas de enxoval que achamos na Internet dizem “compre X bodies de manga longa e Y de manga curta”, mas essas quantidades nem sempre coordenam com o clima da sua cidade.

Uma dica DAQUI: procure vestir seu filho com uma camada de roupa a mais em relação àquela que você estiver usando. Por exemplo, se você estiver de camiseta de manga curta, coloque nele uma de manga comprida; se estiver de manga comprida, acrescente então um casaco no bebê.

Lembrei disso um dia que fui com uma amiga grávida comprar roupinhas para a filhinha dela, que nasce em novembro. Ela estava na dúvida se levava um bodyzinho de manga comprida ou curta, e eu comentei com ela que em novembro e dezembro já começou a chover em Brasília, já dá uma esfriadinha, e que ela deveria levar o de manga comprida. Depois, em casa, revendo as fotos da Júlia tiradas em novembro e dezembro do ano passado, ela sempre estava com roupas de manga comprida. Outra: Júlia nasceu em maio de 2011, já estava fazendo um friozinho, e a nossa casa é muuuito fria. Resultado: os bodies de manga curta tamanho P que eu comprei foram todos doados praticamente sem uso. E depois precisei comprar mais bodies de manga comprida, gorrinhos e casaquinhos aqui em Brasília (fiz o enxoval fora), por conta do frio de junho e julho.

Com a Iza, aconteceu coisa semelhante: ela também fez o enxoval fora do Brasil e, aproveitando os bons preços, comprou roupinhas até 1 ano. Comprou tudo sortido, metade de frio, metade de calor e um pouco de cada tamanho, como a maioria das mães fazem. Ocorre que ao não calcular melhor os tamanhos e modelos de acordo com o tempo que faria em Brasília, a Iza também não usou muitos casaquinhos e macacões de lã que só serviram na Bruna bem no auge da seca e calor de Brasília. Da mesma forma, bodies regatinhas e vestidinhos leves que ficariam inadequados com meia-calça ou casaquinhos, a Iza também perdeu, já que eles serviram na Bruna bem na época em que chovia e ventava muito em Brasília.

Então, não esqueça do clima da sua cidade ao comprar as roupinhas do enxoval! Para não comprar errado, é preciso pensar assim: esse body de 3 meses será usado em “tal época” e é a previsão do tempo daquela época (se quente ou fria, verão ou inverno) que determinará se o body, por exemplo, será mais útil com ou sem manga.

Autoria de Iza Garcia
"Já quis ser 'médica de criança', pipoqueira e costureira. Cursei inglês, italiano, castelhano, mas só falo português. Fiz Direito e Ciência Política, e curto ser blogueira. Desde 11/10/2010 sou "MÃE DA BRUNA" e realizada ao descobrir algo p/ ser a vida inteira".