Cuidado, mamães! Matéria da última Revista Exame (íntegra abaixo) afirma que “uma das recentes investidas da Receita Federal nos aeroportos é monitorar a entrada de enxovais de bebê comprado principalmente nos Estados Unidos.”
Amigas já haviam me relatado e a Revista reitera a informação de que as malas de gestantes estão sendo vasculhadas por fiscais, que checam se o número de peças compradas não ultrapassam as cotas estabelecidas. 

A Receita estaria reagindo a um “fenômeno de consumo”. Já que é crescente o números de mamães de classe média e alta do Brasil que adotaram o hábito fazer o enxoval dos filhos nos Estados Unidos, considerando a enorme diferença de preço dos principais itens do envoval no Brasil e nos EUA.
Concordo com o pagamento de impostos, obviamente. Mas é importante registrar que as viagens de compras aos EUA, muitas vezes, não configuram uma estravagância e, sim, a constatação de da falta de competitividade da indústria brasileira, premida por impostos altos, galgalos na logística, custos da energia e baixa produtividade que resultam em preços até três vezes superiores aos de fora.
Gostei do encerramento da matéria, que diz: “A Receita costuma batizar suas operações com nomes pitorescos. Essa bem poderia ser chamada de Operação Babador, já que nem de longe vai ao cerne do problema”.

Autoria de Dhemes Andersen