Jogos de cartas com temas biológicos estimulam aprendizado e despertam a conscientização socioambiental de crianças e adolescentes
Enquanto o Brasil se prepara para sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (a Rio+20) em junho desse ano, a curiosidade de crianças e adolescentes pelo tema socioambiental é despertada através de jogos de cartas inéditos que abordam o conhecimento ecológico e reproduzem estratégias de defesa do meio ambiente em situações de ameaça como a pesca predatória, mudanças climáticas e até os tsunamis.

A produção brasiliense é uma iniciativa da bióloga e engenheira florestal Nurit Bensusan, que criou recentemente a oficina de jogos Biolúdica.
Pais e filhos terão a oportunidade de botar em prática seus conhecimentos no próximo sábado (21/04), na Livraria Cultura do shopping CasaPark, onde a novidade já é comercializada.
Além de propor maior interação entre os jovens em plena era digital, os jogos Bioquê? e Tsunami ultrapassam a ideia de passatempos educativos e oferecem um entretenimento inteligente onde meninos e meninas a partir de 7 anos de idade entram em contato com o universo da ciência e superam desafios onde a regra principal é conhecer e preservar o meio ambiente.
“A ideia surgiu quando senti a carência de temas interessantes ao procurar jogos para brincar com meu filho, hoje, com 8 anos. Como sou bióloga e sempre trabalhei com popularização da ciência, achei que seria interessante juntar essas duas coisas: desenvolver produtos de popularização da ciência para crianças e contribuir para aumentar a diversidade de jogos disponível”, conta Nurit.

Outra preocupação da bióloga foi adotar, entre as cartas ilustradas por designers e seu filho, temas atuais de grande relevância como a biodiversidade brasileira, o meio ambiente marinho e as relações biológicas entre os seres vivos. “No jogo Tsunami, o tema está ligado a um interesse recente meu pela situação dos oceanos e pela biodiversidade marinha, e o Bioquê? é centrado em características dos animais e plantas, algo que sempre desperta a curiosidade das crianças e a minha”, diz.
               
Biomas brasileiros serão temas dos próximos jogos                     
Em parceria com o Museu de Ciência e Tecnologia da Puc do Rio Grande do Sul, a bióloga lançou seu terceiro jogo, o Biobrazuca, durante a 57ª Feira do Livro de Porto Alegre, em dezembro de 2011. Nele, a preservação de biomas brasileiros como o Cerrado, Caatinga e os Pampas é um dos temas abordados junto a um livro que explica a dinâmica do jogo e traz informações extras para deixar a brincadeira ainda mais divertida e interessante. “Ajudá-las a explorar essa curiosidade de forma lúdica pode significar ter, no futuro, pessoas mais conscientes sobre nosso impacto no planeta”, afirma Nurit.
Entre as próximas novidades da Biolúdica, a pesquisadora e mestre em Ecologia prepara desafios específicos para o Cerrado e um livro que mescla jogos de labirintos e informações acerca dos principais parques nacionais.
O objetivo é sempre apresentarmos jogos muito instigantes onde a diversão é garantida, mas que ofereça aprendizado também. Eu costumo dizer que a ideia é um pouco a do jogo War. Ninguém jogou o War para aprender geografia, mas todos nós sabemos onde fica Dudinka, Omsk e Vladivostok graças a ele”, brinca.
Assistam AQUI, reportagem da TV Senado sobre os Jogos Biolúdicos.  
IMPORTANTE: compre e divulguem, mães de Brasília! Se der certo, os Jogos Biolúdicos podem chegar até crianças de todo o Brasil!
                   
SERVIÇO:
Loja virtual AQUI
Pontos de venda:
BRASÍLIA: Livraria Cultura do CasaPark e Livraria na 102 Norte (Bloco B, Loja 56)
RIO GRANDE DO SUL: Museu de Ciência e Tecnologia da Puc do Rio Grande do Sul (Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 40, Bairro Partenon)

Autoria de Dhemes Andersen