Dicas para quem vai ter bebê no Hospital Brasília
A minha filha nasceu de parto cesareano, no Hospital Brasília, em outubro de 2010 e eu vou postar, hoje, tudo que eu gostaria de ter ouvido de alguém sobre como seria.
Primeiro: Calma! Seu parto tem chances de ser mais tranquilo se você se mantiver calma.
Eu não tenho nada a dizer para quem terá um bebê por parto “normal”, já que eu não fiz essa opção.  Também sei que cada mulher reage de um jeito, que cada bebê é de um jeito, mas se alguém teve sorte, é possível que vocês também tenham, não é mesmo?! E eu posso dizer que EU tive a sorte de um parto e um pós-operatório super tranquilos.
Eu tive minha filha jovem (29 anos), sou bastante saudável, engordei normalmente (14 kilos), fiz o pré-natal com disciplina e tentei me alimentar e me cuidar ao máximo durante a gravidez. Tudo isso, aliado ao fator sorte, contribuíram para um parto tranquilo. Mas penso, também, que o fato de ter tido uma excelente obstetra (Dra. Mariliz Lima) e ter optado pelo parto lá no Hospital Brasília, onde fui muito bem atendida, contribuiu para que tudo desse certo.
DURMA NO HOSPITAL PARA EVITAR ATRASOS
É possível dormir no Hospital se o parto estiver agendado para o período da manhã. No entanto, como hospital não é hotel, não é possível reservar o quarto. É preciso ficar à disposição, de malas prontas, na noite anterior, e ligar no hospital por volta das 19 horas, perguntando se tem quarto disponível para tanto. Se tiver, eles não colocam nenhuma dificuldade (os planos de saúde também não) e até te incentivam a ir para evitar atrasos na manhã seguinte.
PREPARE UMA PASTA PARA GUARDAR TODOS OS PAPÉIS
Eu comprei uma pasta na Tokstok, que ficou com o meu marido. Serviu perfeitamente para guardar toda a papelada que você tem que levar (cartão de gestante, documentos pessoais, cartão do plano de saúde, últimos exames, dúvidas) e que acaba juntando no hospital (comprovante disso, comprovante daquilo, guia disso, guia daquilo, receita de medicamentos etc).
Nós fomos para o centro cirúrgico com ela e, dentro, levamos documentos, máquina fotográfica e um saquinho com a primeira roupinha para a bebê.
LEVE A PRIMEIRA ROUPINHA DO BEBÊ PARA O CENTRO CIRÚRGICO
Na pasta que eu mencionei acima, também coloquei um saquinho com primeira roupinha para a bebê, luva e meia.
Comprei, um kit organizador de mala infantil, da loja virtual Bibelots, que tem sede em Brasília, que facilitou minha vida no hospital e que eu utilizo até hoje, para organizar a bolsa de passeio da minha filha. O kit tem saquinhos com visor transparente, outro plastificado por dentro (para roupas sujas e molhadas) e uma necessaire.
Eu sugiro que essa primeira roupinha não seja branca e vocês verão o porquê mais à frente. Se a mãe não levar, as enfermeiras colocarão uma roupa feia do hospital na criança.
CALMA! VOCÊ NÃO SENTIRÁ DOR
Eu sugiro que a mãe converse com a equipe de anestesistas uma semana antes do parto. Eu fiz isso, sob orientação da minha obstetra e me ajudou a ficar mais tranquila no dia, já que eu estava ciente de todo o procedimento e já sabia o que podia esperar. Eles também me explicaram sobre a importância da respiração durante o procedimento, me ensinaram alguns exercícios e fui para a sala de parto lembrando timtim por timtim.
A anestesia NÃO É DOLORIDA e isso, realmente, foi uma surpresa pra mim. Eu estava morrendo de medo dessa hora e não deveria ter me preocupado tanto com isso. Posso dizer, sem exagero, que não senti NENHUMA dor até o dia seguinte do parto, quando as dores no corte existiram, mas foram perfeitamente suportáveis.
O BEBÊ SÓ TOMA BANHO NO 2º DIA
Isso, realmente, me decepcionou. Vi o primeiro banho do meu sobrinho, que nasceu no Santa Lúcia e tomou banho minutos depois, no TummyTub, na frente da família toda; e já foi para o quarto todo limpinho… mas, no Hospital Brasília, eles só limpam a criança com paninhos e deixam o banho para o segundo dia, argumentando que aquele “vernix caseoso” (sujeirinha branca) tem que sair mais naturalmente, para agredir menos a pele do bebê e tal.
Sem saber disso, a primeira roupinha que escolhi para a minha filha Bruna era completamente branca e ficou completamente encebada horas depois de vestida.
SE O BEBÊ TIVER ALTA E A MÃE NÃO, FERROU!
Por uma falha na comunicação da equipe, eu tive alta, mas a minha filha não, porque o colostro não tinha descido. Eu já estava de malas prontas e a minha filha já estava com a “roupinha de saída da maternidade”, só esperando a visita do pediatra para pegarmos a alta dela, quando ele chegou e disse que “sem amamentar, a criança não pode ter alta”, como se eu não fosse continuar tentando quando chegasse em casa! (que raiva!)
E o problema maior nem foi dormir mais uma noite no hospital. Foi a frustação de ter que desfazer a mala e me preparar para ficar ali por tempo indeterminado (até o colostro descer) e, na prática, de ter virado acompanhante dela no hospital, sem direito aos medicamentos venosos, sem alimentação, sem a ajuda das enfermeiras com o curativo, com o meus banho e tal. A Bruna passou a ser a internada e eu a acompanhante dela, enquanto, se eu não tivesse recebido a alta, eu seria a internada e ela a RN (recém-nascida da internada), com tudo pago pelo plano de saúde.
Meu marido teve que sair correndo para comprar os remédios, para evitar que passasse o efeito dos que estavam sendo aplicados na veia e, assim, eu sentisse dor… tivemos que comprar comida… um trampo!
O plano de saúde cobriu todas as despesas da minha filha, mas eu, como acompanhante dela, só tinha direito à alimentação (fiquei sem os cuidados da equipe de enfermeiras e sem remédios, por exemplo). E se isso não tivesse acontecido, tanto eu, quanto ela, teríamos mais serviços pagos pelo plano.
Portanto, caso a(o) pediatra não dê alta para o bebê, peça para o(a) obstetra fazer o mesmo. Eu poderia ter ligado para a minha médica cancelar a minha alta, mas só soube disso depois.
SE PREENCHER UMA PESQUISA DE SATISFAÇÃO, GANHA UMA BOLSA CHEIA DE BRINDES BACANAS
Em parceria com a Revista Pais & Filhos, o Hospital oferece uma bolsa, cheia de produtos para a mamãe e o bebê, caso você ou o pai percam uns 10 minutinhos preenchendo uma ficha com uma pesquisa de satisfação sobre o atendimento do hospital. Vale a pena.
LEVE FRALDAS TAMANHO “RN”
Independente do tamanho do bebê, o hospital só oferece fraldas tamanho “P”. E, se o bebê for muito pequeno, elas ficarão enormes!
CONVERSE COM ALGUÉM DO BANCO DE LEITE
O hospital tem uma equipe super bacana e competente no banco de leite. A tal da enfermeira Conceição é até famosa pela simpatia e boa vontade com as mamães novatas. Então, eu sugiro que vocês peçam uma visita de alguém do banco, para tirar todas as dúvidas ANTES de sair do hospital. E sugiro, também, que saiam do hospital com o telefone do Banco, porque, certamente, vocês terão que ligar lá alguns dias depois.
SE A BEBÊ FOR MENINA, CONTRATE UMA ENFERMEIRA PARA FURAR A ORELHA EM CASA
No hospital, falam muito bem de uma tal enfermeira Fernanda, que fura a orelhinha das meninhas em casa, depois que mamãe e bebê têm alta. Eu fui atendida por, pele menos, umas 15 enfermeiras diferentes durante os quase três dias em que fiquei internada. E sugiro, então, que vocês conversem com as que enfermeiras que mais gostarem e anotem os contatos das que prestam serviços de “home care”.
SAIA DO HOSPITAL COM O PEDIDO DO TESTE DO PEZINHO
Para fazer o teste do pezinho com cobertura de um plano de saúde é preciso ter o pedido de um médico. Acontece que eles te orientam a ir ao pediatra, pela primeira vez, quando o bebê tiver 10 dias (eu fui antes porque não aguentei!) e o teste tem que ser feito até o sétimo dia de vida do bebê. Portanto, se você não pedir para algum pediatra do plantão fazer o pedido, terá que pagar o teste (no Sabin, por exemplo, o teste em domicílio custa mais de R$600) ou terá que sair de casa, na primeira semana de vida do bebê, só para tentar conseguir o pedido com algum médico.
Amigas minhas que tiveram o bebê no Hospital Brasília saíram de lá com o pedido. No meu caso, não pedi, saí sem e deu o maior trabalhão para resolver isso.
O HOSPITAL FAZ O TESTE DA ORELHINHA
Uma amiga minha foi embora sem saber disso e perdeu o teste. E eu, por sorte, não perdi também. Ninguém me avisou que eles faziam o teste no hospital e, no meu caso, só vieram no terceiro dia. Isso quer dizer que se eu tivesse ido embora no dia que recebi alta (segundo), teria ido sem fazer o teste, desavisadamente.
A equipe é enorme, as enfermeiras se revesam o tempo todo, entram trocentas pessoas no quarto e a vontade de ir embora, somado à quantidade enorme de outras preocupações, podem contribuir para que vocês deixem o hospital sem aproveitar tudo que ele oferece.
Portanto, antes de ir embora, pergunte para o pediatra da plantão se tudo que tem que acontecer com o bebê já aconteceu.
CONCLUSÃO
Mesmo com os contratempos, eu indico a escolha deste hospital para o parto. Fiquei satisfeita com a limpeza, com a comida e com a estrutura que estava bastante disponível para me atender bem.

Autoria de Dhemes Andersen